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Entrevista Especial com Divaldo Franco


Informativo Note BemComo o senhor vê o Espiritismo nos dias atuais? O senhor concorda que o Espiritismo precisa atualizar-se?

Divaldo Franco – A divulgação do Espiritismo na atualidade atinge o seu momento mais significativo, em face do apoio oferecido pelos órgãos de informação de massa. Em todos os veículos da mídia o Espiritismo desfruta de prestígio, em razão da seriedade da sua proposta filosófica, científica e religiosa, assim como também do comportamento das pessoas que lhe aderem aos ensinamentos, lutando sempre pela sua transformação moral para melhor.

Não concordo com alguns desvarios de pessoas mal-informadas, que não estudaram o Espiritismo com a gravidade que ele impõe, e sugerem que os seus postulados necessitem de atualização.

Vem ocorrendo exatamente o contrário, que através de eminentes estudiosos, após pesquisas honoráveis, chegam às mesmas conclusões que se encontram exaradas na Doutrina Espírita.

INBExiste uma “Elite Espírita”?

DF – O Espiritismo, restaurando a pulcritude do Evangelho de Jesus proclama a humildade e o comportamento saudável, repetindo que, todo aquele que deseje ser o maior, faça-se o servo do seu irmão menor. Desse modo, falar-se em elite espírita não passa de uma análise conflitiva em torno da conduta dos outros, por decorrência de observação imperfeita.

INBO senhor está psicografando algum livro no momento?

DF – Sim. No momento encontro-me psicografando 4 obras: uma ditada pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda, outras duas pelo Espírito Joanna de Ângelis e mais uma pelo Espírito Rabindranath Tagore.

INBFale um pouco sobre os últimos lançamentos como O Encontro com Paz e a Saúde.

DF – Dando prosseguimento ao que denominamos como a série psicológica de autoria do Espírito Joanna de Ângelis, o Encontro com a Paz e a Saúde, é uma proposta oportuna e atual, oferecendo subsídios para que se possa entender os grandes desafios do momento, particularmente no que diz respeito ao processo da evolução antropológica e dos conflitos existenciais que dificultam o avanço do ser na direção da plenitude.

Estudando a autopiedade e outras expressões depressivas da personalidade, a nobre Mensageira convida ao equilíbrio, através da paz interior, da qual resultará a saúde integral.

INBO senhor poderia falar-nos sobre o nosso querido e saudoso Chico Xavier?

DF – Nada além do profundo respeito que mantenho em relação à memória e à vida ímpar do venerável apóstolo da mediunidade, que prossegue como exemplo para todos nós que rumamos à sua retaguarda...

INBQual a sua visão sobre o aquecimento global? É necessário que isso aconteça?

DF – Estou de pleno acordo com as informações dos estudiosos do tema e com as suas preocupações, porque a nossa invigilância está matando o planeta, ameaçando a vida de inúmeros espécimes, vegetais e animais, e assim, prosseguindo, avançando para a sobrevivência humana no orbe sob injunções muito penosas no futuro.

Infelizmente, em face da arrogância que a caracteriza, a criatura humana ainda não aprendeu a comportar-se bem e eticamente através do amor, sendo-lhe necessário o aguilhão do sofrimento para melhor entender os seus compromissos em relação à vida, à Natureza, ao seu próximo e a si mesma.

INBNa sua opinião, Deus é a resposta para todos os males que afligem a humanidade?

DF – Sem a menor dúvida! Quando confiamos em Deus e estamos atentos às Soberanas Leis que vigem no Universo, logo adquirimos a consciência das nossas responsabilidades perante a vida e todas as ocorrências.

Tendo-nos Ele enviado Jesus como sendo o Caminho de acesso à plenitude, descobrimos nos Seus ensinamentos o roteiro de segurança para o êxito de quaisquer empreendimentos e, graças ao Espiritismo, oferecendo-nos a Lei de Causa e Efeito, mais logicamente dispomos dos elementos para a conduta saudável e a solução de todos os males que nos afligem pessoalmente, assim como à humanidade.

INBSe o senhor fosse presidente da República quais seriam as suas primeiras atitudes para atenuar o sofrimento das comunidades mais carentes?

DF – Não me posso imaginar em situação de tal natureza, por isso não disponho de programas que possam mudar as dores atuais das comunidades mais carentes. No entanto, na condição de cidadão e de espírita em particular, dedico-me à educação por acreditar que, através de um processo civilizatório com base em mecanismos educativos nobres, conforme conceitua o egrégio Codificador, nos comentários à questão 685, de O Livro dos Espíritos, a educação, além daquela que é oferecida pelos livros, a de natureza moral, é a solução para os problemas do egoísmo, da crueldade, geradores das misérias de variadas denominações.

INB A violência que hoje assusta a população mundial, sobretudo no Brasil, é fruto de quê?

DF – A Terra ainda é um planeta de provas e expiações, avançando para mundo de regeneração. Assim o é, porque aqueles que a habitamos ainda somos Espíritos atrasados, assinalados, na grande maioria, pelos impulsos do primarismo de onde procedemos. Ao lado desse fato de natureza espiritual evolutiva, registramos aqueles de natureza sócio-econômica, sócio-moral, patológica, e, sobretudo das injustiças sociais. A solução para a agressividade e a violência é o amor, trabalhando leis dignificadoras em favor do progresso geral e do engrandecimento moral dos indivíduos.

INBQue mensagem o senhor deixaria a todos neste ano de 2008?

DF – O bem que fazemos faz-nos muito bem. Quando somos capazes de esquecer-nos das próprias para aliviar as alheias dores, atingimos o patamar de verdadeiros cristãos, e, no caso em tela, de legítimos espíritas.

Servir e amar, pois, constituem os dois termos da equação da felicidade.

Que os corações afetuosos que laboraram em prol da realização do recente Seminário no Hotel Jaraguá e XXI Encontro Fraternal que aconteceu em 2007, permaneçam ricos de amor, de forma que, nos momentos de aflição o Amor não amado, os conforte e os guarde em paz.

Fonte: Informativo Note Bem – fevereiro.2008
Centro Espírita Dr. Bezerra de Menezes – Santo André - SP

 
     
 
 
 
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