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Alonga-se o Ministério



Divaldo Pereira Franco, Maia - Portugal | Foto: Nilson de Souza Pereira

Seria de esperar-se que, à medida em que os anos se lhe multiplicassem, como fenômeno natural, lentamente o abnegado servidor de Jesus, Divaldo Franco, diminuísse as atividades doutrinárias, fiel ao compromisso abraçado em relação à vivência e divulgação do Espiritismo nos últimos sessenta anos.

Nada obstante, em face da saúde equilibrada e da disposição de ânimo incomum, ele prossegue sem a mínima solução de continuidade a serviço do Mestre Jesus, atendendo ao convite da Vida para a disseminação da mensagem da fé raciocinada.

Terminado o 5º Congresso Espírita Mundial em Cartagena e após haver participado de uma das reuniões do CEI (Conselho Espírita Internacional), naquela cidade, no dia 13 de outubro último, ei-lo, novamente no campo do bem, iniciando mais um labor espírita pelas abençoadas terras de Portugal, onde chegamos, no último dia 20, recebidos pelos amigos Engº. Vítor Mora Féria e Helena Basílio, em Lisboa.

No dia 21 pela manhã, Divaldo realizou, na Associação Espiritualista de Viseu, 300 quilômetros distante de Lisboa, uma atividade com trabalhadores espíritas de diversas cidades.Encontravam-se presentes mais de 400 amigos e confrades.

Atendendo-os nos intervalos, Divaldo, incansavelmente autografou livros e demais materiais de divulgação doutrinária, prosseguindo com o tema, que lhe foi solicitado pelo auditório sobre CRIANÇAS ÍNDIGO E CRISTAIS.

Referiu-se, o querido médium, à questão polêmica, apresentando a sua opinião, conforme é a todos concedido doutrinariamente, em base à liberdade de consciência, referindo-se aos primeiros propagandistas da tese nos Estados Unidos, os psicólogos Lee Caroll e Jan Tober que, embora vinculados a uma seita estranha, oferecem valiosa contribuição para que sejam entendidas as crianças denominadas como DDA (Distúrbio de déficit de atenção) e TDAH (Transtorno de déficit de atenção e hiperativas), mediante cuidadosas observações da Dra. Nancy Ann Tapper, que optou pela denominação de crianças índigo e cristais, considerando a coloração da aura que exteriorizam.

Certamente, nada temos com a conduta religiosa dessas personagens, considerando somente as suas identificações, da mesma forma que se examinam as notáveis contribuições de Jean Piaget, na área da educação, sem procurarmos aceitar-lhe o comportamento materialista...

O que está em causa é o estudo sério realizado por aqueles psicólogos e não como alguns precipitados dizem que “se pretende afastar Jesus do Espiritismo, colocando o estranho e esdrúxulo deus no seu lugar”, que eles têm o direito de adorar. No livro que publicaram, jamais se referiram às suas convicções religiosas ou comportamentos nessa área.

Dificilmente se encontrará no Movimento Espírita alguém cuja vida cristã e amor ao Incomparável Mestre Jesus, supere o afeto e a entrega ao Seu apostolado como o nosso Divaldo.

Terminado esse evento, Divaldo foi entrevistado no primeiro programa de TV-Espírita, via INTERNET, que se inaugurou, com a sua presença, na referida Associação.

Na noite de 22, seguimos a Braga, conduzidos pelo confrade Antônio Fortes, a fim de ser proferida a conferência na Associação Espírita Luz no Caminho, onde Divaldo tem-se apresentado ao largo dos anos. Muito bem dirigida a Sociedade, apresentou um público surpreendente de mais de 400 pessoas. O médium baiano proferiu uma conferência estudando diversos períodos em que surgiram os fenômenos sob a classificação de Charles Richet, culminando na Era Espírita, nas admiráveis manifestações que deram origem ao O Livro dos Espíritos e sua publicação a 18 de abril de 1857, em Paris.

Na noite de 23 rumamos a Coimbra, conduzidos pelo caro amigo Antônio Fortes, a fim de atendermos ao compromisso que se daria numa aldeia na periferia da nobre cidade da cultura, denominada Quinta das janelas, Cidreira, um recanto de grande beleza, de jardins formosos, onde os confrades Leonor e Fernando Lobo dos Santos organizaram a conferência.

Trezentas e trinta pessoas lotavam o belo auditório de construção nórdica, em madeira, onde um trio de cordas permanecia enriquecendo de música selecionada o ambiente.

O querido médium evocou o dia 18 de abril de 1857, em Paris, quando foi lançado O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, com uma riqueza de detalhes que despertou muito interesse, logo passando a considerações cientificas, filosóficas, ético-morais-religiosas, prolongando-se por setenta e cinco minutos, que pareceram muito rápidos, concluindo com a narração de uma história real em torno da preciosa existência da senhora Luba Cercak, a judia polonesa que salvou 54 crianças judias holandesas, no campo de extermínio de Belsem-Bergen, entre 24 de dezembro de 1944 e 5 de abril de 1945, quando os ingleses libertaram todos os prisioneiros.

No dia 24 seguimos a Viana do Castelo, a fim de darmos prosseguimento à programação elaborada pela Federação Espírita Portuguesa, no auditório do Instituto Politécnico da cidade.

A abordagem, para 250 pessoas, centralizou-se na questão grave da drogadição, educação dos filhos, equilíbrio da família, inspirando-se Divaldo na vida extraordinária do grande teólogo, o bispo James Pike, cujo filho Jim fora vítima de uma overdose, o que pareceu tratar-se de um suicídio. Somente se pôde esclarecer o infausto acontecimento, quando o Espírito através da médium Ena Twig explicou ao genitor, que a fora consultar, a conselho de um amigo parapsicólogo.

No dia anterior chegou à cidade do Porto o confrade José Raul Teixeira, igualmente convidado pela Federação Espírita Portuguesa, para o próximo Congresso Nacional Espírita, nos dias 1º a 3 de novembro, sendo-lhe programada uma especial jornada pelo norte do país, qual vem ocorrendo com Divaldo.

À noite, conduzidos pelo confrade Antônio Fortes, seguimos, com Armandine e Dominique à cidade do Aveiro, a fim de que fosse realizada a atividade que se encontrava programada no auditório da Junta da Freguesia Santa Joana, sob os auspícios da Associação Cultural de Auxílio e Esclarecimento Nosso Lar. Tivemos um público de 370 pessoas. Divaldo abordou com o brilhantismo habitual o tema DEPRESSÃO E FENÔMENOS OBSESSIVOS.

À noite de 26, seguimos a Fiães da Feira, para a conferência no Centro Espírita Cristão, dirigido pelo confrade Álvaro Bastos, para um público de 148 pessoas, abordando o tema a respeito da vida de Paulo Scott, um jovem hanseniano, que levou às lágrimas o atento auditório.

Às 15h00 do dia 27, seguimos à cidade de São João-de-Ver, a fim de ser realizado o encontro com Dirigentes espíritas do Centro e Norte do país, na Escola de Beneficência Caridade Espírita, havendo atraído 128 interessados.

As questões foram elaboradas anteriormente pelas Instituições, abordando temas de alta relevância em relação à Doutrina, ao Centro Espírita, às sessões mediúnicas, à atualidade do Espiritismo, à conduta espírita, que foram respondidas com apuro, porquanto, posteriormente serão transcritas e impressas em um opúsculo para distribuição às Entidades que se interessarem.

No dia 28, domingo, foi realizado um seminário sobre o tema ENCONTRO COM A PAZ E A SAÚDE, inspirado no livro ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis sob o mesmo título, no Fórum da Cidade da Maia, de excelente qualidade, com capacidade para 700 pessoas. Inscreveram-se 620 e compareceram 600. O seminário iniciou-se às 9h30, prolongando-se até às 12h30, com um intervalo. Divaldo fez uma especial abordagem sobre a saúde integral, a problemática emocional e comportamental do ser humano na atualidade, e após o intervalo, inspirado na obra MUITO ALÉM DO AMOR, de Dominique Lapièrre, discorreu sobre a história de Ananda, a obra de Madre Teresa de Calcutá e a irrupção da AIDS no mundo. Exaltando o amor como base essencial para a saúde, fazendo a diferença entre ter doença e ser doente, Divaldo conseguiu sensibilizar o expressivo auditório.

No dia 29, a conferência foi na Associação Cultural Espiritualista de Viseu, onde estivéramos no domingo pré-anterior.

Como sempre, a nobre Associação apresentou-se com um público superior a 600 pessoas, acostumadas a ouvir Divaldo, desde agosto de 1967, em trinta anos de ininterruptas visitas, algumas vezes em duas ocasiões anualmente como vem sucedendo nos últimos oito.

O orador abordou um tema referente à tragédia do abortamento, inspirando-se em uma comovedora página escrita pelo Dr. Axel Münthe, em sua obra O Livro de San Michelli, intitulada Mme. Requin, à qual o nosso médium deu um tratamento especial, de sua própria inspiração, a fim de conclamar todos ao respeito pelo milagre da vida, obtemperando, no entanto, que aqueles que houvessem sido ludibriados pelo crime do aborto, em arrependendo-se, convertessem o erro em ação de benemerência, recuperando-se e avançando na direção do futuro promissor, considerando Deus ser Amor.

No dia 30, à noite, seguimos com o casal da França ao Vale de Cambra, distante 90 quilômetros, atravessando uma cordilheira assinalada por contínuas curvas, de onde se descortinam paisagens encantadoras das terras portuguesas, com o casario multiplicado, de quando em quando, nos imensos vales e nas encostas.

Foi a primeira conferência espírita pública sob os auspícios da Associação Cultural e Beneficente Mudança Interior, de Vale de Cambra, na sede da Associação Cultural e Recreativa da cidade, havendo sido atraído um público de 92 pessoas.

Divaldo discorreu sobre os fundamentos do Espiritismo, os seus paradigmas e as lutas enfrentadas em face das calúnias que lhe foram atiradas pela insensatez de religiosos, de cientistas que o desconheciam e de leigos, demonstrando que esse fenômeno é habitual ante todas “idéias novas”, conforme asseverou Friedrich Nietzsche, quando afirmou que: Toda idéia nova, de começo é ferozmente combatida, logo depois é ridicularizada e, por fim, aceita.

No dia 31 seguimos a Caldas da Rainha, a famosa cidade dos banhos e das águas termais, para concluir o périplo pelo centro e norte de Portugal, após o que demandamos a Lisboa, para participarmos do 6º Congresso Nacional Espírita.

A conferência teve lugar no auditório da Câmara Municipal, onde Divaldo esteve já por diversas vezes, ante um público que o superlotou, aproximadamente 190 pessoas.

Divaldo fez um estudo em torno dos processos da aprendizagem, prosseguindo com informações sobre a memória cerebral e a extracerebral, narrando com riqueza de detalhes a experiência hipnológica do investigador francês Sr. Dupil, em torno da provável reencarnação de Marie-Lise, filha de Pauline Bonaparte com o Marechal Léfrève, amigo de Napoleão e um dos comandantes dos seus exércitos. Divaldo fez uma bela ponte entre esse fato e a reencarnação, passando a comentar a Doutrina Espírita, sua mensagem, a Justiça Divina, terminando com uma peroração à vivência das regras morais insertas em O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, havendo sido muito aplaudido.

No dia 1º de novembro, havendo chegado da sua jornada igualmente vitoriosa pelo norte do país e por Ponta Delgada, nas Ilhas dos Açores, onde estivera a serviço da Doutrina, José Raul Teixeira veio hospedar-se no mesmo apartamento em que nos encontrávamos, preparando-nos para o 6º Congresso Nacional Espírita Português, que se iniciou nessa tarde, no Auditório da Faculdade de Medicina Dentária, naquela capital, para um público constituído por mais de 600 pessoas inscritas.

Iniciado o magno certame, José Raul Teixeira abordou o tema básico do Congresso, fundamentado numa frase do Codificador, quando se refere, que o Espiritismo é forte, não em razão dos fenômenos, mas pela força da sua filosofia…O exímio orador entreteceu considerações em torno dos postulados filosóficos da doutrina, demonstrando como puderam renovar a teologia, tornando Deus digno de ser amado, jamais temido…

Às 18h00 do dia 2, Divaldo e Raul foram colocados à disposição do auditório, para responder questões formuladas pelo público, demorando-se por mais de uma hora. As perguntas, muito bem elaboradas, foram esclarecidas com precisão, sempre fundamentadas na Codificação.

No dia 3, pela manhã, após as diversas palestras, foi apresentada uma homenagem a Divaldo pelos seus 40 anos de atividades ininterruptas em Portugal, em power-point, comovendo o auditório ante o esforço do médium baiano que, em plena ditadura salazarista não temeu as represálias então em voga. Logo após foi-lhe cedida a palavra para o encerramento do Congresso e Divaldo abordou o tema em torno das propostas do Espiritismo em relação ao futuro da Humanidade.

O Congresso foi encerrado com grande emoção.

Após o almoço, seguimos à cidade de Lagos, a 300 quilômetros de Lisboa, acompanhados pelos amigos que vieram de Paris, a fim de Divaldo proferir a palestra de encerramento do 3º Movimento Você e a Paz, por ele criado no Brasil e agora também em Portugal. A atividade, que se iniciara pela manhã, sob a direção da sra. Julieta Marques, atingiu o seu ponto culminante no encerramento com a palavra do criador da atividade, que recebeu homenagem da Câmara da Cidade.

No dia 4, visitamos o Centro Espírita Luz Eterna, de Olhão, onde foi realizado um estudo do Evangelho no Lar, com a direção de Divaldo e Raul, que enunciaram palavras de conforto e de esperança, encerrando-se a notável atividade.

Concluído o labor a que se propuseram os dois missionários convidados pela Federação Espírita Portuguesa, retornamos a Lisboa, a fim de volvermos à pátria, o que aconteceu sob as bênçãos do Senhor, no dia 5 de novembro.

Nilson de Souza Pereira

Fonte: Jornal Mundo Espírita - Janeiro/2008

 
     
 
 
 
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