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Jornada Iluminativa ao Chile, Austrália e Nova Zelândia



Divaldo Franco, palestra em Melbourne, Austrália / Foto: Nilson de Souza Pereira

No dia 13 de setembro do corrente ano, Divaldo Pereira Franco e nós, iniciamos um novo roteiro de divulgação do Espiritismo, conforme vimos fazendo desde há sessenta anos.

A primeira etapa da viagem foi a cidade de Santiago (Chile), onde Divaldo esteve diversas vezes durante os anos 1970/1980, quando existia a Federación Espírita Chilena. Em sua sede, Divaldo proferiu diversas conferências, havendo atraído expressivo público, que lhe repletou as dependências.

Posteriormente, dificuldades internas entre os membros da Federación alteraram-lhe as atividades, culminando com o desaparecimento quase total do Movimento Espírita no país.

Remanesceram pequenos e esparsos grupos, que voltaram a ser acionados, por ocasião da presença de novos trabalhadores, no fim da década dos anos noventa e começo do novo milênio.

Desse labor conjugado por dedicados espíritas, principiaram a ressurgir algumas células antigas, em esforço modesto de reorganização, sendo fundado o Centro de Estudios Espíritas Buena Nueva que, desde há algum tempo, vem convidando o médium baiano para reiniciar os seus périplos por esse país.

Desse modo, chegamos a Santiago e fomos recebidos no aeroporto por uma expressiva delegação, tendo à frente a Presidente do Centro, Sra. Maria Isabel Serrano de Toledo e demais confrades, destacando-se a dedicada trabalhadora Sra. Odette Letellier, com quem Divaldo manteve correspondência continuada, estudando as atividades e definindo a época para torná-las realidade.

No dia 14, após um encontro informal com um grupo que almoçou conosco, teve lugar, às 19h30, a primeira conferência na Torre da Telefônica, em bela sala, com a presença de 220 pessoas aproximadamente.

Antes do almoço, Divaldo atendeu a uma jornalista do periódico Las últimas noticias, que se deteve em longa entrevista, não ocultando a surpresa em torno das informações recebidas e sobre a excelência do Espiritismo, que ignorava totalmente.

Formalmente convidado para participar dos eventos, esteve presente o jovem peruano, hoje residente em Brasília, Luís Hu, que abordou o tema referente ao Espiritismo no Mundo, sob os auspícios do Conselho Espírita Internacional (CEI) com apresentação de dados, em power point, durante trinta minutos.

Logo depois, apresentado pela Presidente do Centro, Divaldo proferiu uma conferência sobre A Imortalidade da Alma, durante 70 minutos, sendo muito aplaudido.

Reiniciava-se, nessa ocasião, o esforço para levar o Espiritismo ao grande público.

No dia seguinte, pela manhã, novamente o público acorreu ao mesmo auditório, a fim de ouvir Luís Hu abordar o tema A vida no mundo espiritual, utilizando-se do livro Nosso Lar, ditado pelo Espírito André Luiz ao médium Francisco Cândido Xavier.

A seguir, Divaldo abordou o tema proposto Transtorno Depressivo e Obsessivo, examinando o assunto com muita propriedade, sob os pontos de vistas psiquiátrico, psicológico, psicanalítico, sociológico e culminando por apresentar a visão Espírita em torno dessa atual pandemia, ressaltando a interferência de Espíritos sofredores e vingadores no processo psicopatológico.

O público, de 200 pessoas aproximadamente, esteve preso ao verbo impecável do médium baiano que, ao terminar, foi demoradamente ovacionado.

Havia sido reservado um espaço na etapa final para perguntas, e essas foram numerosas, havendo sido respondidas 22 com clareza e sabedoria.

Ato contínuo, Divaldo atendeu à solicitação de autógrafos nos livros da sua lavra mediúnica, assim como em alguns da Codificação e do médium Chico Xavier, bem como de O Anuário Espírita, em espanhol, edição anterior, que foi distribuído gratuitamente.

Participamos de um almoço com 22 membros do Centro, após o que retornamos ao Hotel, para um breve repouso, a fim de seguirmos a Sydney (Austrália), numa viagem longa, escalando em Auckland (12h45 de viagem) e seguindo ao destino final (3h.).

Chegamos a Sydney, no dia 17, pela manhã, sendo recebidos no aeroporto por Glória Collaroy, Ana Maria Lydon, Maria José, e Luiz dos Anjos, nossos irmãos da Casa Espírita Franciscanos, Departamento da Fundação Joana de Cusa.

Esta foi a quarta vez que visitamos Sydney, divulgando o Espiritismo.

Estivemos na bela cidade, por primeira vez, em 2003, quando ocorreu um fato digno de registro. A conferência estava assinalada para ser realizada na sede da Sociedade Teosófica da Austrália. A afluência do público foi tão grande, que o auditório se tornou insuficiente, criando um problema que Divaldo teve a felicidade de bem resolver. Como o número dos excedentes dava para lotar o auditório novamente, o nosso querido médium propôs proferir a conferência duas vezes: das 20h. às 21h30 e, logo depois, das 21h45 às 23h., o que foi aceito por todos, igualmente pela Diretora da Sociedade, assim resolvendo o impasse.

A conferência foi traduzida ao inglês simultaneamente e, nos dias sucessivos, Divaldo abordou outros temas, duas vezes em português e uma outra com tradução ao inglês.

Vieram espiritistas brasileiros de diversas cidades, inclusive de Melbourne, a consóror Constantina, do Grupo Espírita Paulo e Estêvão, que nos convidou a visitá-la e aos amigos no ano seguinte, o que foi feito prazerosamente, no ano de 2004.

No ano de 2005, conseguimos realizar uma aspiração que Divaldo acalentava, qual seja a de proferir uma conferência na Nova Zelândia, onde não havia atividade espírita.

Graças à interferência da consóror Glória Collaroy, foram tentados contatos anteriormente e, por fim, ficou estabelecido que antes de chegar a Sydney, seria realizada uma atividade em Auckland, no referido país.

Houve muitas dificuldades, que foram sendo vencidas a pouco e pouco, sendo, por fim, realizado o trabalho, graças à presença de Eduardo Araújo, nosso confrade curitibano e sua família, que se encontravam em Auckland, havendo-nos recebido e ensejando-nos o labor, que resultou na fundação de um Grupo Espírita que vem funcionando regularmente, e que visitamos na atual oportunidade.

Essa viagem foi muito rica em bênçãos, porque nos facultou viajar a Beijing, onde Divaldo proferiu a primeira conferência espírita pública, que se saiba, na China, sob os auspícios do Eng. Miguel Bertollucci, que se encontrava trabalhando no país e encarregou-se de atender ao anseio do nosso querido médium.

Na noite de 17, quando da chegada a Sydney, fomos recebidos para um encontro informal com os trabalhadores do Franciscanos, na sua sede, na cidade de Rockdale (arredores de Sydney), em um convívio rico de fraternidade, que culminou, após o diálogo iluminativo, com um jantar de confraternização ali mesmo.

No dia 18, ficamos no Hotel em atividade até às 12h., quando fomos almoçar com alguns confrades na cidade de Liverpool.

Às 19h. fomos conduzidos ao auditório do Grand Barclay, em Rockdale, para a conferência que estava anunciada com o título Distúrbios Depressivos e Obsessivos, o mesmo que fora abordado em Santiago, num estudo com outras considerações próprias para os presentes.

Com a presença de 125 pessoas, no belo auditório, Divaldo foi apresentado e, de imediato, deu início à conferência, que se prolongou por 1h15, encerrando-a sob vibrante aplauso. De imediato teve lugar a interação com o público, mediante perguntas orais, em número de 15, respondidas com brilhantismo.

A seguir, Divaldo deu prosseguimento aos autógrafos e ao atendimento às pessoas que o buscaram com carinho.

Encerrada a atividade fomos conduzidos de volta ao Hotel.

No dia 19 pela manhã, Divaldo foi entrevistado pela Rádio SBS, que mantém programas em 72 idiomas, quando foi indagado sobre a finalidade da nossa viagem à Austrália e aos outros países, respondendo a diversas questões de atualidade.

Às 19h. rumamos ao Grand Barclay para a segunda conferência, que aconteceu com tradução ao inglês, estando presentes 35 australianos, 20 pessoas de língua hispânica (chilenos) e 134 brasileiros e portugueses, havendo sido abordado o tema Iluminação Interior, que foi dissertado com beleza e propriedade, no período de uma hora e vinte minutos.

Ao término, diante do entusiasmo das pessoas, facultou-se o intervalo para que fossem preparadas perguntas por escrito, que foram atendidas, sendo cinco do público de língua inglesa, duas em espanhol e mais 10 em português.

Como sempre Divaldo atendeu aos questionamentos com sabedoria e oportunidade, demonstrando a grandiosidade do Espiritismo que possui respostas para os mais intrincados problemas da atualidade.

Às 23h. fomos conduzidos de volta ao Hotel.

No dia 20, participamos de um encontro na residência da Sra. Ana Lydon, agradável convívio, no qual o tema central foi o Espiritismo, suas conseqüências morais na sociedade, quando aceito e aplicado no dia a dia.

À noite, voltamos ao Grand Barclay, para a última conferência pública em Sydney, cujo tema foi a celebração do Sesquicentenário de O Livro dos Espíritos e a proposta do Amor como caminho para a paz.

Estavam presentes 170 pessoas, incluindo grande número de hispanos.

Após a apresentação da Casa Espírita Franciscanos, pela consóror Glória Collaroy, foram feitas considerações em torno da vida e da obra de Divaldo, sendo-lhe, de imediato, passada a palavra.

O querido médium evocou o dia 18 de abril de 1857, quando surgiu O Livro dos Espíritos, como ele fora elaborado pelo Prof. Rivail e os desafios enfrentados para a sua publicação, culminando na referência do Abade Leçanu, encarregado da análise da Obra, em nome do Santo Ofício, que vigia na França: Este livro – escreveu o eclesiástico – possui o indispensável para conduzir qualquer alma ao reino de Deus. Publique-se.

Era uma forma de selar a grandeza do seu conteúdo, mediante a palavra autorizada de alguém representante do Clero, sempre disposto a impedir a publicação de toda e qualquer obra que não estivesse padronizada nos dogmas e nas imposições da Igreja.

Por oitenta minutos Divaldo discorreu sobre o tema com a felicidade que lhe é peculiar, terminando com a Oração da gratidão, que lhe foi ditada pelo Espírito Amélia Rodrigues, em Buenos Aires, há mais de quarenta anos, a todos sensibilizando.

Após o intervalo de quinze minutos, foram apresentadas vinte questões que Divaldo respondeu com verdadeira sabedoria, encerrando-se, logo após, o ato.

Foi o momento dos autógrafos e do saudável convívio na sede da Casa Espírita Franciscanos.

No dia 21 rumamos a Melbourne, a fim de participarmos do programa elaborado pelo Centro Espírita Paulo e Estêvão, conforme aconteceu em duas vezes anteriores.

Seguiram conosco Glória Collaroy e Ana Lydon, sendo recebidos carinhosamente no aeroporto pelos membros do Centro, logo conduzidos à residência da senhora Constantina e sua família, onde encontramos os demais membros da instituição ali almoçando, e, ato contínuo, sendo conduzidos ao Hotel.

Às 18h30 rumamos à Biblioteca Municipal de Melbourne onde teve lugar a palestra sobre o tema referente ao Sesquicentenário de O Livro dos Espíritos, que os confrades desejaram homenagear.

Foram convidados diversos espiritualistas locais, que compareceram em número de 18, desde que a palestra foi traduzida, simultaneamente em inglês. No total, estiveram presentes 88 pessoas, que acompanharam a bela descrição feita por Divaldo a respeito do memorável dia do nascimento do Espiritismo.

Terminada, após setenta e cinco minutos de exposição, houve o intervalo, e as perguntas, em número de 14, Divaldo respondeu sempre de maneira jovial e profunda.

Saímos com um reduzido grupo para jantar, logo rumando ao Hotel para o necessário repouso.

No dia 22 retornamos a Sydney e, à tarde, houve um Seminário na Casa Espírita Franciscanos, para os trabalhadores, quando foram propostas a Divaldo trinta perguntas por escrito, sobre mediunidade e comportamento nas reuniões mediúnicas, prolongando-se a reunião com mais de vinte perguntas verbais.

Às 18h., foi encerrado o encontro e rumamos a um restaurante português para um jantar de despedida, com 35 membros da sociedade espírita.

Havia sido reservado o dia 23 para preparação da viagem de retorno e breves contatos com os amigos, quando seriam ministradas as últimas orientações sobre a atividade espírita e os programas do futuro, conforme aconteceu.

Nessa ocasião foi estudada a possibilidade de mais um retorno no próximo ano, quando se ampliaria a programação, incluindo uma conferência em castelhano, tendo em vista o número de hispanos interessados na Doutrina, bem como seria organizado um Seminário com a finalidade de mais amplos esclarecimentos sobre um tema especifico estudado à luz do Espiritismo.

No dia 24 pela manhã, seguimos a Auckland (Nova Zelândia), acompanhados por Glória Collaroy, verdadeira missionária da Doutrina em terras da Austrália.

No aeroporto encontrava-se a consóror Vanessa Berry, que nos conduziu ao Hotel, a fim de ser realizada a conferência, logo mais, às 20h. Como há uma diferença no fuso horário, entre Sydney e Auckland de duas horas a mais, o tempo estava escasso, nada obstante chegamos ao belo local da conferência, sem qualquer atraso.

O tema que foi reservado, recordava os que foram proferidos em Sydney e Melbourne. Com boa tradução de Manny, Divaldo discorreu sobre a data de 18 de abril de 1857, quando do lançamento de O Livro dos Espíritos, em Paris e o efeito extraordinário da obra na cultura terrestre, fazendo um peculiar estudo sobre determinadas questões nele insertas e a sua confirmação por diversos ramos da ciência contemporânea, que muito sensibilizou o auditório com 100 pessoas, entre brasileiros, descendentes de aborígenes e neo-zelandeses, durante 80 minutos aproximadamente.

Após um intervalo de quinze minutos, foram feitas perguntas por escrito e respondidas 21 em inglês e em português, encerrando-se o ágape às 22h30.

No dia 25 pela manhã houve um encontro com os membros do Grupo de Estudos Espíritas Allan Kardec, de Auckland, sugestão dada por Divaldo anteriormente, quando da sua fundação e logo aceita, debatendo-se questões administrativas da Sociedade, sobre mediunidade e outros temas.

Encerrando-se o encontro, fomos almoçar e, logo mais, seguimos ao aeroporto, de onde nos despedimos de Glória Collaroy, que retornou a Sydney e iniciamos a viagem que nos tomaria 23 horas, com escala em Santiago do Chile, São Paulo, chegando a Salvador, a 1h. da madrugada, felizes e agradecidos a Deus por todas as concessões recebidas.

Nilson de Souza Pereira

Fonte: Jornal Mundo Espírita - Novembro/2007

 
     
 
 
 
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