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Sofrimentos e testemunhos de um médium - Parte 4


(induzimento ao suicídio, fugindo do fogo e tentativa de homicídio)

Prosseguindo no relato de fatos perturbadores acontecidos com Divaldo em função da sua mediunidade, objetivando desencorajá-lo do trabalho mediúnico, já comentamos do assédio que ele enfrentou por trinta anos de um Espírito desafeto do passado, que tudo fez para destruí-lo e matá-lo. Que sirva como inspiração para médiuns de que exercer a mediunidade não significa que automaticamente estarão eliminados os erros cometidos no passado, que precisam ser enfrentados com humildade e perdão.

Em 1945, em Salvador/BA, praticamente um adolescente e recém chegado de sua terra natal, Feira de Santana/BA, Divaldo conseguiu seu primeiro emprego numa Seguradora, sendo admitido como datilógrafo. Ele começou com entusiasmo, vindo do interior, mas após treze dias de trabalho foi demitido pelas circunstâncias econômicas desfavoráveis do pós 2ª Guerra Mundial. Ele ficou muito abatido e parecia que o mundo iria desabar. Os Espíritos infelizes se aproveitaram da situação para inspirá-lo a suicidar-se, pois ele sofria muito, e deveria atirar-se do Elevador Lacerda. Quase numa euforia hipnótica, ele chegou a subir nesse Elevador e preparava-se para saltar, quando teve a percepção do Espírito de uma irmã já desencarnada, que lhe disse que não fizesse aquilo, pois o suicídio nada resolveria. Divaldo teve uma forte emoção e desmaiou, servindo como primeiro aviso para necessidade da vigilância.

Outro fato marcante se deu em 1954, numa cidade do Paraná, tendo sido convidado por João Ghignone (1889-1978), então Presidente da Federação Espírita do Paraná, para realizar palestras. Hospedou-se num apartamento e a hora do sono sempre foi um momento em que os Espíritos infelizes se aproveitavam para assediá-lo, inquietando-o e criando-lhe uma hipnose alucinatória para situações de perturbação, dizendo-se inimigos do Cristo. Numa dessas noites no Paraná, quase em sonho, teve a visão espiritual em que se via em meio às labaredas de um incêndio. Meio aturdido, a iluminação do poste da rua aumentou-lhe esta falsa impressão, fazendo-o pular a janela, descalço e de pijama, correndo a uma praça próxima. Estava muito frio, o que fez com que ele despertasse desse transe, ignorando onde se encontrava. Apareceu-lhe um Espírito amigo tranqüilizando-o e dizendo que ajudá-lo-ia a retornar ao apartamento. E assim o fez, conduzindo-o de volta, e o médium permaneceu em oração.

Outro fato marcante se deu no Rio de Janeiro, quando antes da palestra, nos autógrafos, Divaldo viu uma senhora que evidenciava no semblante muita raiva, quase furiosa. Divaldo evitava olhá-la para não se perturbar. No momento em que ele levantou-se, ela aproximou-se dizendo que tinha passado a manhã ouvindo propaganda da palestra dele. O ódio só por ouvir seu nome foi nascendo e aumentando (ela nem o conhecia), então comprou uma arma para matá-lo, e se matar também (tudo sem nenhum motivo). Nesse instante, ela tirou um revólver da bolsa e apontou para ele. Evidentemente Divaldo preocupou-se com a situação e percebeu que ela estava totalmente desequilibrada. Com calma e muita confiança conversou com ela, e começou a envolvê-la em vibrações reconfortantes. Por fim convenceu-a a lhe entregar o revólver e o deu ao gerente do salão. Mais uma página na trajetória deste Missionário do Evangelho...

Washington Luiz Nogueira Fernandes

Fonte: Jornal Mundo Espírita - Agosto/2007

 
     
 
 
 
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