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É possível conquistar-se a paz


Amanhã à tarde [15.5.2018], a Mansão do Caminho, nesta cidade [Salvador], terá a honra de receber o senhor Kailash Satyarthi, a senhora Sumedha Kailash e o ministro corregedor do Tribunal Superior do Trabalho Lélio Bentes Corrêa, que virão conhecer o nosso esforço de educação e promoção de crianças, tendo em vista a grande problemática da escravidão infantil no mundo.

O senhor Kailash Satyarthi é indiano e Prêmio Nobel da Paz, que lhe foi conferido ao lado da paquistanesa Malala Yousafzai no ano de 2014.

Segundo o extraordinário apóstolo da Humanidade existem aproximadamente 150 milhões de crianças em trabalho escravo ou análogo, enquanto escasseiam oportunidades para 260 milhões de desempregados.

Há um ano, em Estocolmo, na Suécia, ele lançou a campanha dos 100 milhões de jovens para trabalharem em favor de idêntico número de crianças estioladas, desse modo, dando-lhes dignidade. Também pediu que o mundo gastasse menos em armas e revertesse em livros, educação e brinquedos, única maneira de salvar-se o futuro da Humanidade.

A exploração de crianças em trabalhos perversos e mal remunerados é chaga remanescente do comportamento social do passado, que ainda não pôde ser revertido, em decorrência do egoísmo e das paixões inferiores.

Todos anelamos pela paz, por uma existência confortável e digna, que não se caracterize pelos descalabros dos excessos de uns e da absoluta escassez da maioria.

Quando todos nos conscientizarmos que somos a sociedade e não apenas fazemos parte dela, nossas responsabilidades morais facultar-nos-ão entender as necessidades existentes.

Anela-se por felicidade e, nada obstante, mantém-se comportamento individualista e imediatista que se busca lograr de qualquer maneira possível, mesmo resultando em desdita para os demais.

A harmonia do todo sempre é resultado do equilíbrio das suas partes. No caso da sociedade, o indivíduo tem o dever de esforçar-se para ser melhor cada vez mais, trabalhando as tendências inferiores e substituindo-as por outras superiores.

Esse é o mister reservado à educação, que expressivo número de governantes no mundo finge ignorar ou resiste, porquanto o ser educado dispõe de raciocínio e valor para manter o equilíbrio de todos. É na ignorância e no fanatismo que o totalitarismo e o abuso do poder fincam suas raízes.

Para manter-se ou conseguir-se a paz, bastam a lucidez do amor e da abnegação, que facultam os sentimentos elevados que ornam o conhecimento científico e as investigações grandiosas de valores em benefício da Humanidade.

Atender a criança esquecida na miséria das ruas e povoados, negar-lhes o direito a uma vida honrada é destruir as esperanças de um futuro melhor para o mundo.

Divaldo Pereira Franco.
Artigo publicado no jornal A Tarde,
 coluna Opinião, em 14.6.2018.
Em 18.6.2018.

 
     
 
 
 
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