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Conferência na Arena Santos - 25.6.2016



O Ginásio do Complexo Esportivo Arena Santos, em Santos, acolheu 4.200 pessoas para ouvir Divaldo Pereira Franco, no dia 25 de junho de 2016.

Na mesma oportunidade, Divaldo foi homenageado por seu trabalho filantrópico e pelas suas atividades em favor dos ideais de pacifismo e de amor ao próximo pela Dra. Lúcia Teixeira, presidente da Universidade Santa Cecília (Unisanta), que organizou o evento em comemoração aos vinte anos do Curso de Extensão em Ciência, Saúde e Espiritualidade.

Após a entrega da comenda, Divaldo, num gesto de humildade, transferiu-a para Allan Kardec, o codificador da Doutrina Espírita, o lídimo merecedor de todas as homenagens. Contudo, o orador não abriu mão de abrigar no coração a emoção, o carinho e a bondade pelo ato que ele considerou um estímulo a lhe permitir seguir, intimorato, na sua trajetória.

Após essas observações, Divaldo Franco silenciou por alguns segundos e então, deu início à palestra fazendo uma rápida incursão desde a antiga Grécia onde se considerava ser Atenas o centro do Universo, passando pelo avanço de Nicolau Copérnico e Galileu Galilei estabelecendo a realidade do heliocentrismo.

Em seguida, relembrou o Iluminismo, movimento cultural no século XVIII, que procurou mobilizar o poder da razão, a fim de reformar a sociedade e o conhecimento herdado da era medieval.

O epicentro do Iluminismo deu-se na França, resultando na publicação da grande Encyclopédie,  editada por Denis Diderot com contribuições de inúmeros intelectuais como Voltaire  e Montesquieu.

A Humanidade, oprimida até então, pela intolerância religiosa e privilégios aos nobres e ao clero, ansiava por se libertar desses jugos.

A partir desses ideais e a par de uma severa crise o povo revoltou-se e, em 14 de julho de 1789, com a queda da Bastilha, teve início a Revolução Francesa.

Dando continuidade, Divaldo buscou um personagem símbolo desses dias:

Pierre Gaspard Chaumette (1763 –1794), político francês, pertencente ao grupo dos radicais fanáticos no período da Revolução Francesa e que considerava ser a religião uma relíquia das superstições da era medieval, não mais correspondendo às conquistas intelectuais obtidas com o Iluminismo.

Chaumette considerava a Igreja e os inimigos da Revolução Francesa como sendo a mesma coisa e, apoiado em seu fanatismo, iniciou o movimento de descristianização do povo francês.

Essa descristianização é uma extensão da filosofia materialista, também mesclada de ressentimento e revanchismo contra a Igreja e o Clero, com o confisco dos bens da Igreja, o calendário Gregoriano sendo substituído pelo Calendário Republicano francês, com a abolição dos dias santos.

O auge ocorreu na Catedral de Notre Dame de Paris, no dia 10 de novembro de 1793, quando se deu a destruição do altar da catedral e a entronização da deusa Razão (representada pela atriz Candeille) em substituição a Deus. A partir de então, nesta data, passou-se a comemorar o Festival da Razão.

Em 1801, Napoleão Bonaparte assinou com o Papa Pio VII o acordo de restabelecimento da religião, que ficou conhecido como  Concordata de 1801, trazendo de volta Deus para a França.

O século XIX representa um período novo, onde a ciência não mais atormentada pelos dogmas religiosos inicia uma trajetória de avanços em todas as áreas.

Surge em 1857, a Doutrina Espírita fazendo a ponte entre ciência e religião e apresentando uma nova visão, ao mesmo tempo lógica, e que valoriza Deus.

Mas os anos da intolerância religiosa apresentam ainda as suas graves consequências: o Materialismo que enfatiza a razão gerando uma exacerbação do egoísmo.

A humanidade empanturrada de tecnologia experimenta, porém, sofrimentos emocionais e morais a se refletir nas imensas multidões de depressivos.

O comportamento pendular da sociedade humana desloca-se uma vez mais e tem início a volta dos cientistas e da ciência para Deus, minimizando as crises passadas.

A inexistência do Espírito, antes apoiada por grande parte dos cientistas começa a desmoronar e a comprovação de que existe algo além do corpo físico surge em todo o globo.

Marco dessa nova situação desponta em 1975, com o surgimento da Psicologia Transpessoal que enxerga o homem holisticamente: corpo e alma, fato comprovado pelo psiquiatra Stanislav Grof, com suas pesquisas sobre os estados alterados de consciência e a comprovação da existência de dois tipos de memórias: a cerebral e a extracerebral, brilhantemente documentada e comentada em seu livro Além do cérebro.

O psiquiatra canadense Ian Stevenson publica uma obra de grande impacto nos meios acadêmicos. Trata-se do livro Twenty Cases of Suggestive Reincarnation (Vinte Casos Sugestivos de Reencarnação) sobre os fenômenos do que ele chama de recordação espontânea de informações sobre vidas anteriores por jovens e crianças. O livro apresenta os resultados de vinte casos investigados pelo autor, que comprovam a reencarnação.

Narrativas de Experiência de Quase Morte (EQM) vividas por algumas pessoas foram sempre contestadas por cientistas que enxergavam nelas mais superstição do que realidade. Assim também pensava o neurocirurgião americano Eben Alexander III, um cético com mais de vinte e cinco anos de experiência em sua especialidade.

Essa postura, contudo, sofreu uma grande reviravolta quando, em 2008, após contrair uma meningite bacteriana que destruiu seu neocórtex cerebral e o fez viver uma EQM por sete dias. Em estado vegetativo e com poucas chances de se recuperar, ele abriu os olhos no sétimo dia.

Recobrando a consciência – fato inusitado para a devastação provocada pela bactéria – o Dr. Eben Alexander III chocou a toda comunidade científica ao detalhar a odisseia transcendental que experimentou durante a semana em que esteve em coma profundo. Nesse período, conta que, embora seu corpo estivesse em coma, sua consciência viajava para uma outra dimensão que ele nunca sonhou que existisse, um novo mundo onde somos muito mais do que nossos cérebros e corpos e a morte não é o fim da consciência.

O neurocirurgião documenta suas experiências e narrativas por meio dos livros: Uma Prova do Céu (2012, editora Sextante) e O Mapa do Céu (2015, editora Sextante).

Eu creio no Deus que fez os homens, e não no Deus que os homens fizeram, do jornalista francês Jean-Baptiste Alphonse Karr, citada no século XIX começa a ser, também, o pensamento dos cientistas e dos pesquisadores do século XXI.

Deus retorna à pauta das considerações científicas e o homem deixa de ser apenas um amontoado de átomos, moléculas e células fadado ao túmulo após uma breve existência para se transformar em herdeiro do Universo.

Deus, Espírito e Matéria - as três formas de energia em estados diferentes de manifestação passam a fazer parte das cogitações científicas.

Trabalho, Solidariedade e Tolerância, a sublime trilogia de Kardec constitui lema plataforma permanente que começa a se expandir pela Humanidade, pois a solidariedade aperfeiçoa e a tolerância eleva.

O trabalho edifica, como nos ensina a mentora Joanna de Ângelis.  Os mecanismos da evolução utilizam-se do trabalho como meio de disciplinar a vontade, domar os instintos, desenvolver a razão e sublimar os sentimentos. (Sendas luminosas)

Solidariedade, a exprimir o sentimento que leva os homens a se auxiliarem mutuamente.

Tolerância é admitir, nos outros, modos de pensar, de agir e de sentir diferentes dos nossos. É agir com indulgência.

Para vivermos a prática essa trilogia é necessária uma condição imprescindível: amar.

Viver o amor como nos ensinou Madre Teresa de Calcutá: O amor, para ser verdadeiro, tem de doer. Não basta dar o supérfluo a quem necessita, é preciso dar até que isso nos machuque.

Amar, como nos convidou Jesus, o tipo mais perfeito que Deus deu aos homens para lhes servir de Modelo e Guia.

A tecnologia e a ciência auxiliam, mas somente o amor edifica permanentemente.

Divaldo Franco conclui sua palestra emocionando a todos os presentes com a narrativa da página psicografada por Chico Xavier, de autoria do Espírito Irmão X, intitulada No Caminho do Amor e que faz parte do livro Contos e Apólogos (ed. FEB).

Nessa emocionante história vemos retratado, uma vez mais, o amor incondicional de Jesus por todos nós.

As palavras de Divaldo, reproduzindo o diálogo final entre Jesus e a pobre mulher iludida em seus sentimentos e agora portadora de lepra, comove o público.

O Cristo estendeu-lhe os braços, tocados de intraduzível ternura e convidou:

— Vem a mim, tu que sofres! Na Casa de Meu Pai, nunca se extingue a esperança.


Djair de Souza Ribeiro.
Em 29.6.2016.

 
     
 
 
 
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