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Sofrimentos e testemunhos de um médium - Parte 1




(Divaldo enfrentando acusação de loucura, excomunhão e obsessão de 30 anos)

Quem conhece hoje o médium Divaldo Franco (1927- ), jovial e sorridente, não imagina o seu idealismo e as lutas que enfrentou nestes sessenta anos (1947-2007) de mediunidade, na sua jornada de semeador do Evangelho Restaurado pelas luzes do Espiritismo. A vantagem deste artigo é concentrar os fatos pois os mesmos já foram comentados em livros biográficos (ou artigos) sobre Divaldo, os quais podem ser consultados por quem queira. Mencioná-los-emos topicamente só para registrar.

ALGUMAS PERSEGUIÇÕES E INCOMPREENSÕES QUE ENFRENTOU

Que estes testemunhos marcantes na vida de Divaldo não visem engrandecê-lo mas servir de estímulo e coragem aos médiuns novatos, que devem conscientizar-se de que em um mundo de expiações e provas não devemos esperar benesses em nosso favor, mas sim lutas e testemunhos, que traduzem a parte que nos cabe e que merecemos, em virtude da Lei de Ação e Reação (colhe-se o que se planta). Então exemplifiquemos:

• desde a adolescência até à fase adulta, por muitos amigos, familiares e no trabalho, foi considerado como doente mental e louco, em função da manifestação de sua mediunidade, que ninguém compreendia, chegando várias vezes quase a ser internado;

• em 1947, foi excomungado pela Igreja Católica, em Salvador, porque foi à Cúria solicitar apoio para a Mansão do Caminho, obra que fundara para crianças órfãs e carentes e por ser espírita foi considerada “obra do demônio”;

• em 1948, recebeu injúrias e cusparadas no rosto várias vezes por pessoas que, quando sabiam de sua condição espírita, o consideravam endemoninha-do e por isso se negavam a prestar-lhe auxílio em favor das crianças órfãs que ele começava a cuidar;

• no início da década de 1950 um menino, que tinha sido acolhido havia meses na Mansão do Caminho, apresentava alterações neurológicas que afetavam seu comportamento. Certa feita, o garoto estava sendo atendido pelo médium Divaldo, numa necessidade alimentar e, descontroladamente, o garoto derramou o conteúdo cheio do urinol na cabeça do médium. Divaldo parou, respirou fundo e compreendeu o inusitado da situação, percebendo que nada havia a fazer, lavou-se, e continuou a atender o menino no que era preciso, como se nada tivesse ocorrido, num admirável testemunho de evangelização;

• por mais de trinta anos, Divaldo sofreu o assédio de um Espírito, desafeto do passado, que queria destruí-lo, e que criou inúmeras situações de constrangimento e até tentava matá-lo. Resignado, Divaldo nunca se abateu com essa influência negativa, mas continuou otimista em sua missão de divulgação espírita. Até que um dia, sem o saber, Divaldo acolheu na Mansão um bebê achado no lixo, o que fez com que o Espírito perturbador encerrasse seu instinto de perseguição, porque o bebê acolhido era a reencarnação do Espírito da mãe do Espírito vingativo.

Na próxima edição veremos outros casos interessantes e instrutivos.

Washington Luiz Nogueira Fernandes

Fonte: Jornal Mundo Espírita - Abril/2007

 
     
 
 
 
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