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Divaldo Franco, a voz engenhosa do mundo espiritual


Enquanto caminha lento e silenciosamente, parece orar. A cada passo uma pausa e pessoas emocionadas se aproximam como se quisessem, por osmose, arrancar um pouco da energia que vibra dos olhos cerrados deste cidadão baiano, de Feira de Santana. Na altura dos seus 88 anos, Divaldo Pereira Franco impressiona pela sua disposição. No gigante Ginásio de Esportes Doutor Nicolino de Lucca - Bolão, falta lugar para ouvir o maior médium espírita brasileiro. Ele contesta o título de líder espiritual. Prefere ser reconhecido como trabalhador da doutrina. Sente que sua missão está prestes a acabar e lembra que só o amor pode salvar. Nesta entrevista, concedida com exclusividade ao JJ Regional, Divaldo fala do Espiritismo, da morte, da felicidade e dos valores da sociedade.

JJ Regional: O senhor esteve em Jundiaí há dez anos para comemorar o centenário de uma casa espírita e agora está de volta pelo mesmo motivo. Por imaginar que o senhor não acredita em coincidências, como vê este reencontro com o jundiaiense?

Divaldo Pereira Franco: É uma sincronicidade do ponto de vista psicológico e é uma coincidência que pode ter alguma fatalidade histórica. Mas a minha demora a vir para Jundiaí é porque sempre diziam que não tinha um auditório. De qualquer forma, constitui um prazer encontrar uma cidade tão próspera que, nos últimos dez anos, deu salto gigantesco do ponto de vista tecnológico, populacional. Estou encantado por ter voltado.

JJ Regional: O senhor acaba de lançar alguns livros. Qual foi o processo de criação destas obras?

Divaldo Pereira Franco: Nós temos 250 livros publicados e, recentemente, durante um encontro que tivemos em Salvador, lançamos Perturbações Espirituais, que faz parte da trilogia (Transição Planetária, Amanhecer de uma Nova Era). Outra novidade é Segue em Harmonia, fruto de estudos filosóficos desenvolvidos em parceria com a escritora Suely Caldas Schubert, em que o Espírito Joanna de Ângelis envia uma mensagem e ela comenta. Mas devo adiantar que estamos com mais dois livros saindo em breve.

JJ Regional: Como o senhor vê o futuro do Espiritismo?

Divaldo Pereira Franco: De uma maneira muito plena, porque estamos no fim de um ciclo evolutivo da sociedade terrestre. A humanidade sempre evolui através de ciclos, surge aquela curva da evolução, depois uma pequena parada, uma descida para a fixação dos valores e mudam-se os aspectos. Hoje, graças à ciência e à tecnologia, estes avanços são muito rápidos e nos proporcionam uma vida de muito estresse para o qual o nosso organismo não foi preparado. Em consequência, nós vivemos as dificuldades que resultam desta aceleração da tecnologia, a necessidade de ganhar tempo, de estar informado e, simultaneamente, em vários lugares. De um lado, isso nos leva a certos transtornos psicológicos. De outro, desenvolve habilidades de sermos capazes de estar diante de vários acontecimentos ao mesmo tempo e poder classificá-los e vivenciá-los cada um por sua vez.

Márcia Mazzei.
Jornal de Jundiaí, SP, em 28.11.2015.
Em 2.12.2015.

 
     
 
 
 
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