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Conferência de Divaldo Pereira Franco em Ribeirão Preto, SP – 20.11.2015


Divaldo Pereira Franco esteve no dia 20 de novembro de 2015, em Ribeirão Preto, onde realizou um seminário para mil, duzentas e cinquenta pessoas, no Centro de Convenções: Encontro com a paz.

O pensamento filosófico de Cícero abriu a exposição do tema: A História é a pedra de toque que desgasta o erro e faz brilhar a verdade.

Com base nisso, foi ressaltada a necessidade de observarmos e reflexionarmos a respeito dos fatos históricos, a fim de melhor compreendermos a realidade, na busca da verdade.

O século XVII, como afirmado, foi o período em que houve a ruptura entre a ciência e a religião. Thomas Hobbes, Pierre Gassendi e John Locke, eminentes representantes do pensamento do seu século, romperam com a religião e resgataram o atomismo grego, que, antes, era a teoria adotada por Leucipo, Lucrécio e Demócrito, os quais discrepavam, frontalmente, do idealismo socrático.

Curiosamente, o filósofo Francis Bacon, também do século XVII, escreveu que uma filosofia superficial inclina a mente do homem para o ateísmo, mas uma filosofia profunda conduz as mentes humanas para a religião. E Johannes Kepler, astrônomo e matemático, apresentou as grandes leis universais que falavam a respeito de uma causalidade inteligente.

No século XVIII, surgiu o Iluminismo francês. E o ateísmo grego, recuperado no século XVII, perdurou até o XIX, para atingirmos o século presente, XXI, nas experiências e vivências do homo virtualis.

Ao longo dessa jornada do desenvolvimento intelecto-moral, o ser humano sempre buscou a felicidade, fracassando nesse intento, na maioria das vezes. E assim até os nossos dias.

Divaldo discorreu sobre o desenvolvimento antropossociopsicológico da criatura humana, conforme a doutrina de John B. Watson, psicólogo americano, que afirmou que as primeiras emoções que surgiram nos indivíduos foram: o medo, a ira e, por último, o amor. Sendo o amor relativamente recente em nossas experiências humanas, seria natural concluir que ainda estejamos iniciando o aprendizado e a educação dessa emoção.

Também foi referida a tese de Gurdjieff e de seu discípulo Pedro Ouspensky.

Viktor Frankl e Carl Gustav Jung, ambos psiquiatras, ensinaram que todos devemos encontrar e vivenciar um sentido existencial profundo, a fim de evitarmos nos tornar um peso morto na economia social. A ausência de um sentido nobilitante em nossa vida levar-nos-ia ao estado de vazio existencial e, por consequência, a problemas depressivos, bipolares e ao próprio suicídio.

Com base na lei de ação e reação, explicou Divaldo, colheremos no Além exatamente os frutos de nossa semeadura na Terra.

Não por outra razão, disse o orador, foi estabelecido por Allan Kardec, codificador do Espiritismo, que o verdadeiro espírita ou o verdadeiro cristão pode ser reconhecido por sua transformação moral e pelos esforços que empreende para não ser arrastado por suas más inclinações. Esse indivíduo, naturalmente, já compreendeu a realidade e estabeleceu para si a meta da imortalidade gloriosa e rica de paz.

Divaldo asseverou que Jesus foi o único personagem da História que estabeleceu o Amor como diretriz de segurança para o encontro com a paz. Ao anunciar A minha paz vos dou e vo-la dou como o mundo não a pode dar, Jesus estabeleceu a paz como fruto do Amor transcendente, sem exigências, sem condições.

Foram analisados pelo palestrante os seis itens que compõem o Manifesto 2000 Por Uma Cultura de Paz e de Não-Violência, estabelecido pela UNESCO e dirigido não aos governantes das nações mas a todos os cidadãos do planeta, que deveriam assumir, individualmente, tais compromissos: 1.) preservar a paz e respeitar a vida; 2.) rejeitar a violência; 3.) ser generoso; 4.) ouvir para compreender; 5.) preservar a natureza; 6.) redescobrir a solidariedade.

Em suas finais considerações, Divaldo afirmou que, mediante o autoconhecimento, consoante apregoado na resposta à pergunta de número 919 de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, é possível identificarmos os nossos pontos vulneráveis, as nossas fragilidades emocionais, e corrigi-las,  pouco a pouco, para que as nossas imperfeições morais sejam convertidas em manifestações do amor e, assim, em nossa jornada, deixemos pegadas luminosas que apontem um caminho de felicidade para os que vêm atrás. 

Júlio Zacarchenco.
Em 23.11.2015.

 
     
 
 
 
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