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Conferência de Divaldo Pereira Franco em Catanduva, SP – 18.11.2015


Divaldo Pereira Franco proferiu, na noite de 18 de novembro, a conferência pública, no Clube de Tênis, de Catanduva/SP, para um público de duas mil pessoas.

A sua dissertação teve como ponto de partida as reflexões do psicólogo russo Pedro Ouspensky, para quem a sociedade está dividida em dois biótipos: um de natureza fisiológica e outro de natureza psicológica.

Os pertencentes ao primeiro grupo vivem para o atendimento dos instintos básicos de comer, dormir e ter sexo e, invariavelmente, são egoístas. Os do segundo grupo, além de atenderem àqueles instintos, também possuem ideais a que se dedicam.

Prosseguindo na análise da Psicologia de Ouspensky e nas considerações de Joanna de Ângelis, Divaldo asseverou que as pessoas estagiam em diferentes níveis de consciência, desde o estágio de sono sem sonhos até o nível cósmico, sendo-lhes possível a ascensão dos níveis primários aos superiores mediante o exercício do amor.

Referindo-se aos grandes impérios do mundo, como o babilônico, o macedônico, o chinês e o romano, destacou que, após atingirem o ápice, todos desmoronaram, em razão de estarem fundados sobre bases morais pouco desenvolvidas.

As guerras, as crises geopolíticas, econômicas, sociais, nas palavras do médium, são todas frutos de um só fator: a crise moral dos indivíduos, que ainda não lograram ser pacíficos e nem pacificadores. O super avanço científico-tecnológico do planeta não teve o correspondente desenvolvimento ético-moral de seus habitantes humanos.

A proposta do amor, contida na mensagem de Jesus -  esclareceu Divaldo, não tem apenas uma conotação religiosa ou mística, mas sobretudo psicoterapêutica, como hoje demonstra a moderna Psicologia, assim como a Medicina e a Física Quântica. Amar gera bem-estar emocional, psicológico, espiritual e físico, estimulando o sistema imunológico e promovendo a saúde integral da criatura humana.

Esse amor lecionado e exemplificado por Jesus teria duas formas de manifestação: o autoamor, identificando-se o indivíduo como ser divino, filho de Deus, e o amor ao próximo, com o reconhecimento no outro da Paternidade Divina.

Para ilustrar sua dissertação a respeito da felicidade e da paz no ser humano, Divaldo narrou a história contada pela escritora americana Ruth Stout em sua autobiografia, a qual fala a respeito das duas janelas existentes na vida de todos nós, aquela cuja vista dá para a alegria e a outra, cuja vista dá para o sofrimento, a tristeza. A sabedoria estaria em, toda vez que estivermos na janela do sofrimento, demandarmos o outro lado, em busca da janela da alegria, e, toda vez que estivermos na janela da alegria, recordarmos que muitos de nossos irmãos estão detidos na janela da dor, sendo, assim, necessário movimentarmo-nos da direção deles para lhes oferecer a nossa solidariedade.

Foi também recordada a história da composição da Sonata ao Luar, por Ludwig van Beethoven que, compadecido da limitação visual de uma senhora, criou a referida peça musical para lhe retratar, melodicamente, a beleza de uma noite de luar, em perfeita demonstração da vivência do ideal do amor ao próximo.

Explorando os postulados básicos do Espiritismo a respeito de Deus, da imortalidade da alma, da reencarnação e do Evangelho de Jesus, o palestrante asseverou que a Doutrina Espírita oferece-nos uma ética superior, um roteiro de vida dignificante e iluminativo, tendo a caridade como base central de toda ação.

A conferência foi encerrada com a narrativa da belíssima história da meretriz babilônica e de seus dois encontros com o Mestre Galileu: o primeiro, nos seus dias de gozo e glória transitórios, e o segundo, já vitimada pela hanseníase em estado avançado, quando, finalmente, libertou-se das ilusões da matéria para aceitar o Amor Transcendente de Jesus.

Júlio Zacarchenco.
Em 19.11.2015.

 
     
 
 
 
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