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Conferência de Divaldo Franco em São José do Rio Preto, SP – 17.11.2015


Divaldo Pereira Franco realizou, na noite de 17 de novembro [2015],  palestra pública, no espaço do Hospital Dr. Adolfo Bezerra de Menezes. Mesmo sob forte temporal, o público foi de cerca de quatro mil pessoas.

Evocando a teoria do físico britânico Peter Higgs e a sua recente comprovação a demonstrar a existência do bóson de Higgs, também conhecido como a partícula de Deus, discorreu sobre a jornada da Ciência ao longo da História, ressaltando que, se no século XVII a Ciência apartou-se da religião, retomando a proposta do atomismo grego – e desse contexto teriam participado cientistas e filósofos como Thomas Hobbes, Pierre Gassendi, John Locke e Francis Bacon – após séculos de avanços do conhecimento humano, a Ciência e a Religião, finalmente, estariam fazendo as pazes, sendo Deus compreendido como o Ente supremo do Universo e a Causa primária de todas as coisas.

Destacou o pensamento de Blaise Pascal, físico e matemático francês, que asseverou que a Humanidade de seu tempo encontrava-se em uma grande e perigosa encruzilhada. Segundo esse pensador, a conduta humana teria dois guias fundamentais: o primeiro, denominado espírito de geometria, que seria a razão, a lógica; o segundo, o espírito de finesse, que seria a gentileza, a bondade. O equilíbrio do indivíduo e, por via de consequência, a harmonia social, dependeriam do equilíbrio entre esses dois elementos, a formar o espírito do coração.

Divaldo trouxe inúmeras demonstrações no sentido de que a Ciência, realmente, está abrindo-se para a exploração do transcendente e, por meio dessas investigações, provando a realidade imortalista, corroborando, mesmo que involuntariamente, os postulados espíritas.

De acordo com o palestrante, constitui-se um grande paradoxo esse estado calamitoso da Humanidade, nas áreas moral, emocional, psicológica e espiritual, face ao expressivo progresso científico-tecnológico por ela alcançado, inclusive considerando esses avanços nos estudos da transcendência.

Para abordar essa crise individual, de natureza ético-moral - gênese de todas as outras crises no mundo-, Divaldo discorreu sobre o ser denominado fisiológico, isto é, aquele cujo nível de consciência, ainda adormecida, estabelece como metas exclusivas a alimentação, o sexo e o repouso. Falou, também, sobre os aspectos comportamentais predominantes das pessoas: o individualismo, a sexolatria e o consumismo.

Evidenciando o perfeito diálogo entre a Ciência e o Espiritismo, apontou a missão consoladora e libertadora de consciências da Doutrina Espírita, a nos responder às indagações fundamentais sobre quem somos, de onde viemos, qual a nossa destinação e qual o sentido profundo de nossa existência, que é amar, dentro daquele padrão proposto por Jesus na Sua exortação: Amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei.

O amor, explicou, é psicoterapêutico e liberta-nos de todos os conflitos que jazem em nosso mundo íntimo, promovendo-nos a um estado de equilíbrio e saúde integral, devendo ser vivenciado tanto na manifestação dirigida ao próximo, especialmente dentro do lar, como no autoamor e autoperdão.

Concluindo sua dissertação, Divaldo afirmou que somos todos bem-aventurados pela simples oportunidade da reencarnação e, como exaltação de agradecimento, declamou os versos do Poema da Gratidão, do Espírito Amélia Rodrigues.

  Júlio Zacarchenco.
Em 18.11.2015.

 
     
 
 
 
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