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Divaldo em São Paulo e Minas Gerais




Em novembro deste corrente 2006, Divaldo P. Franco esteve em São Paulo e sul de Minas Gerais, onde desenvolveu um ciclo de Palestras e Seminários de Estudos em prol da divulgação do Evangelho de Jesus. Apresentando, como de hábito, seu cativante sorriso e uma irradiante alegria, capaz de gerar espontâneos e positivos estímulos ao contato de sua harmoniosa e otimista psicosfera, iniciou seu roteiro pelo bairro de Itaquera, zona leste daquela megalópole, na manhã do dia 18.

Recebeu-o a Instituição Casa do Cristo Redentor, que está no auge de suas comemorações alusivas ao cinqüentenário da data de sua fundação, realizada pelo casal Dona Matilde Barros e Dr. Nelson Barros (já desencarnados). A nós, brasileiros, em razão da imensidão do país, por vezes nos escapam as percepções de quanto de bom o amoroso coração brasileiro é capaz de apresentar, em tradução aos sentimentos de paz e fraternidade que caracterizam a índole nacional, entorpecidos que nos quedamos ante as notícias preocupantes que a mídia nos oferece, mostrando somente do ser humano suas más tendências. Pois esta notável Instituição é a expressão do lado positivo do ser humano! Situada em uma área de 170.000 m² (o dobro da Mansão do Caminho), é uma pequena cidade, com ruas asfaltadas, oficinas de marcenaria, costura, mecânica, que acolhe e abriga crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, proporcionando atendimento desde a idade pré-escolar, em regime de semi-internato e externato, oportunizando atividades sócio-educacionais e profissionais, tendo como lema cinqüenta anos acreditando que o amor faz a diferença.

Fato rotineiro, Divaldo tem sido sempre o orador requisitado para todos os Congressos e os grandes eventos que se realizam no Brasil e no mundo onde é recebido efusivamente deixando-nos apreciar sua verve esplendorosa que emerge com naturalidade, encantando quantos o escutem. Daí a razão de ter já percorrido 62 países, nos cinco continentes, numa eloqüente folha de serviço prestado a empreendimentos que promovem a criatura humana, o trabalho modelar empreendido por um homem de ação, que exemplifica e fomenta a aproximação, o esclarecimento e a paz entre todos os segmentos sociais. Evidenciou, portanto, mais outro esforço de apoio e estímulo a companheiros outros, os abnegados idealistas do bem, que o aguardavam no auditório para 600 pessoas daquela Casa do Cristo Redentor.

Ao iniciar sua palestra, Divaldo mencionou a presença espiritual de Dona Matilde Barros, que sugeriu-lhe apresentar o tema enfocado em sua primeira vinda àquele educandário, há 35 anos, onde inaugurara um Centro Espírita. Assim o notável baiano desenvolveu uma temática sobre Deus, e as provas científicas da Sua existência, colocando, ao final, a comovente história da fundação da Universidade de Stanford em Palo Alto nos Estados Unidos, pela Sra. Jane Stanford, atendendo a um pedido de seu filho Leland, quando de sua desencarnação, ainda muito jovem, o que acarretou a transformação moral da progenitora, de uma mulher vaidosa para uma benfeitora exemplar. Fazendo uma comparação entre a fundadora daquela Universidade e a da Casa do Cristo Redentor, assim se pronunciou Divaldo: “Deus é amor. Dona Matilde escutou também, um dia, a voz de Deus em uma criança que necessitava de agasalho, e que lhe disse: ― ‘Você que não tem filhos, torne-se a mãe dos filhos que não têm mãe.’ Graças à sua mediunidade, que lhe havia dado a certeza da imortalidade da alma, de Deus, e, ao amor transcendente do Dr. Nelson, seu devotado companheiro, ela ergueu este santuário, não apenas para albergar corpos, mas sobretudo para que o amor de Deus daqui se expanda como um sol, na direção da sociedade em sombras. Esta obra gloriosa de amor universal prossegue ajudando-nos e dizendo-nos que Deus é amor.”

Deixando para trás sublime mensagem, Divaldo buscou, na parte da tarde, outros horizontes, em sua incansável faina, dirigindo-se para Araras, onde nesse mesmo dia foi entrevistado pela TV Opinião, local, em que o espaço de sessenta minutos teve de ser estendido para uma hora e meia, para que as centenas de perguntas que não paravam de chegar pudessem ter uma resposta, evidenciando a grande audiência atingida.

Em Araras, no dia 19, um tema muito oportuno para o período social que estamos passando: Conflitos Existenciais. Exímio observador das características humanas, dentre outros aspectos, ressaltou que as conflagrações geradas pelo ódio, grande causador do mal-estar social na Terra, podem ser evitadas pelas atividades do amor, desdobrando esta proposta com diversos e eloqüentes fatos, um dos quais destacamos na seqüência, indutores ao autodescobrimento das causas de nossos conflitos.

Apreciemos um breve trecho: “A criatura humana é genericamente boa, e quando essa bondade não se exterioriza, há uma série de patologias que podem explicar as ações desvairadas e os conflitos que ameaçam a paz mundial.”

Divaldo, tomando como exemplo o idealismo de uma jovem americana que lutou pela paz no Oriente Médio e foi trucidada por um tanque de guerra israelita, dissecou-nos o terrível conflito existencial do rapaz que conduzia aquele mortífero veículo, educado em uma cultura de ódio, bebendo desde cedo a taça de veneno da perturbação, com a predominância da força, um atavismo ancestral, como na maioria de nós...

Utilizando-se dos ensinamentos doutrinários, com a citação de suas localizações nas Obras Básicas, Divaldo foi permeando a temática com o contexto doutrinário, permitindo que a platéia, de aproximadamente 500 pessoas, percebesse quão extraordinária é a contribuição espírita para o desvendar do enigma “Ser Humano”, permitindo um auto-encontro através do desfile do histórico das personagens em análise, a fim de que compreendêssemos a predominância da natureza animal sobre a natureza espiritual do indivíduo, o que lhe deixa marcas profundas e geram conflitos.

Estudando os estados pelos quais estagiou temporariamente e a conseqüente evolução do pensamento humano, demonstrou que o homem ainda não atingiu a plenitude por causa do egoísmo, que acarreta as convulsões sociais, as injustiças, os preconceitos bárbaros e absurdos, as discriminações religiosas, raciais, políticas e econômicas.

“É necessário que trabalhemos este estado racional e lógico que nos caracteriza, eliminando a raiz, que é o egoísmo, vencendo-o através do altruísmo”. Lembrando Jesus e o Amor por Ele ensinado, assim concluiu o primeiro módulo: “O amor é a solução para todos os enigmas; faça a outrem o que gostaria se lhe fizesse”.

Após um breve intervalo de 30 minutos, Divaldo fez uma análise das causas do sofrimento humano e trabalhou recursos para dele nos libertarmos citando Buda, que aconselhava: “Pensar retamente; falar retamente; agir retamente; perdoar corretamente.”

Nestes aspectos, fez inúmeras citações, exemplificando-as para cada um desses procedimentos, conduzindo os ouvintes a profundas reflexões, despertando a atenção e a sensibilidade para os vários aspectos do comportamento individual ante as oportunidades que a vida física enseja, na grande jornada evolutiva em curso.

Comentando a Parábola dos Talentos, acrescentou a narrativa comovedora de um fato, em que um cego perdera-se na trajetória à sua residência, indo culminar sua caminhada, desesperado, em uma ponte, tendo sido reconduzido ao lar por uma jovem mulher que lá fora para se suicidar, e que esqueceu seus conflitos pessoais, Divaldo, como exímio educador que é, concluiu: “Nossa vida é muito importante. Podemos auxiliar muita gente. Não é o fato de que tenhamos perdido uma afeição, ou a condição econômica favorável, que a vida possa ter perdido o sentido... Esta é a finalidade precípua da vida: amar. Não aumentemos a onda do desespero. A paz do Mundo começa em nós.”

E enquanto encerrava sua Conferência didática com uma oração, sumamente sensibilizado, por detrás, descerrada a cortina de fundo, foi projetada a imagem do Sol no momento do crepúsculo, formando um painel de extraordinária beleza. Era, então, 13:00h do dia 19.

Já às 19:00h, o Mensageiro da Paz estava em outra cidade, Amparo, onde proferiu excelente Palestra para um público de aproximadamente 1.000 pessoas. Um tema novo, que vem despertando a atenção de educadores: Crianças índigo. Divaldo relata que milhões de Espíritos provenientes de Alcíone, uma estrela de terceira grandeza, pertencente à constelação das Plêiades, já estão reencarnando na Terra, a qual chega no momento de proceder sua mudança na escala dos mundos, passando à categoria de Mundo de Regeneração, quando o Sistema Solar, a partir da década 1970/1980 passou a atravessar o grande cinturão de fótons de Alcíone, fato também comprovado pela Ciência. Esses Espíritos têm formado uma nova sociedade, que tem preocupado psicólogos, pedagogos, psiquiatras e sociólogos, caracterizando-se como crianças rebeldes, portadoras de distúrbios de atenção e hiperatividade e que estão chegando à Terra com uma finalidade especial, a de criar outro biótipo humano, desenvolver na área do neocórtex funções de natureza transcendental, porque o ser humano do futuro será portador de seis sentidos, acrescentando a sensação parafísica, preparando a terra para a Nova Era, conforme Allan Kardec já houvera previsto no livro A Gênese, em seu último capítulo. Reproduzindo-lhe: “A partir de 2012, quando a Terra e o Sistema Solar mergulharem totalmente no cinturão de fótons de Alcíone, o mundo receberá a grande legião dos Espíritos formadores da Nova Era, prevista por Kardec, anunciada por João, proposta por Jesus, e constante dos textos antigos da Bíblia.”

Em razão da importância deste tema, que registramos em gravação de áudio, estaremos preparando sua divulgação através de um CD, obviamente após solicitarmos autorização de Divaldo, disponibilizando a quantos queiram inteirar-se destas notáveis observações projetadas.

A etapa seguinte da peregrinação de Divaldo foi realizada em São João da Boa Vista, última localidade no estado de São Paulo já bem próximo de Minas Gerais, por onde nos adentraríamos posteriormente. Ali, tendo por auditório o Cine Ouro Branco, fizeram-se presentes 1.000 pessoas, que escutaram atentas as dissertações doutrinárias elaboradas por este emérito palestrante, que tomou por tema a afligente questão das drogas, inserindo em sua narrativa um fato real e emocionante, juntamente com os aspectos essenciais da Doutrina Espírita e que serviu, também, de prova documental da realidade imortalista, analisada criteriosamente, mediante a condição de Ciência de Observação em que igualmente se constitui o Espiritismo, na atualidade, o grande decifrador das incógnitas que outras crenças não atendem, e que nos traz respostas hábeis que nos conduzem ao entendimento e à consolação.

Em 21 de novembro chegava Divaldo ao Estado mineiro, na cidade de Poços de Caldas. Cedo, uma enorme fila dobrava o quarteirão onde se situa o Teatro Maison, local para 1.300 pessoas, que tiveram que se acotovelar e aguardar o início das atividades, que começaram às 19:00h com a apresentação de um coral infanto-juvenil, que auxiliou a trabalhar a ambiência, preenchendo-a de harmonias.

Reportando-se à questão da depressão, Divaldo fez proveitosas reflexões em torno deste transtorno de natureza psicológica que está atingindo milhões de criaturas na Terra, enunciando a predominância dos fatores psicossociais como o medo, a solidão, a ansiedade, presentes em nossa cultura, como os agentes que levam aos neurônios cerebrais as disfunções, estas culminando com interferências nocivas sobre os hormônios fundamentais preservadores da harmonia orgânica e mental.

Com uma bela análise sobre a conduta humana desencadeadora dessa anomalia, Divaldo enfatizou, dentre vários aspectos, a necessidade da mudança da postura mental, a adoção dos ideais enobrecedores, o cultivo de idéias positivas como meios necessários à superação desse mal, sugerindo aos ouvintes observar o quanto a Doutrina Espírita é capaz de contribuir, no sentido de conduzir as criaturas humanas à aquisição de uma consciência integral de si mesmas.

No quinto e último dia de sua jornada divulgadora doutrinária, esteve ele em Pouso Alegre, para mais outro Seminário de estudos, agora sob o título Iluminação Interior, perante 700 assistentes acomodados na Casa de Campo de Pouso Alegre, das 19:30h às 22:30 horas.

Historiando o processo de Iluminação de Buda, através de seu isolamento da sociedade, o insigne Pregador observou: “A Iluminação, nos tempos modernos, já não é mais a fuga a um lugar bucólico, de solilóquio, de distância, e, sim, é neste atrito do quotidiano, na convivência com aqueles que fazem parte do nosso cardápio evolutivo. Não é uma fuga. É um estado de autodescobrimento”.

Foram três horas de grande conteúdo educativo, com pequeno intervalo, e que passaram céleres, pois a convivência com os ensinamentos de Divaldo é extremamente gratificante, e contribue para a formação de um mundo melhor, que já começou, pois estamos no momento do grande trânsito para o Mundo de Regeneração.

Concluiu, citando Jesus: “Eis que vos mando como ovelhas mansas para um mundo de lobos rapaces. Nós somos as ovelhas. Não nos vistamos de lobos, não sejamos patrulhadores da vida alheia; as diretrizes a seguirmos estão na Doutrina; e quando menos esperarmos estaremos com os olhos brilhantes como Buda, com a ternura de Chico Xavier, com a nobreza de Eurípedes Barsanulfo, com a doçura de Madre Teresa de Calcutá, ou com a elevação sublime de pessoas anônimas que estão construindo o reino dos céus, para um mundo melhor”.

Não cabe a menor dúvida de que Divaldo Pereira Franco é, na atualidade, o maior Pregador Espírita mundial, representando com elevação e dignidade a Doutrina, por onde passa. Antecipamos nesta coluna a merecida homenagem que o Estado de São Paulo lhe dedicará neste próximo dia 21 de abril de 2007 por seus sessenta anos de divulgação espírita, quando o Espiritismo também será homenageado ao completar os 150 anos da sua existência. Será, possivelmente, o maior acontecimento espírita do Brasil, a realizar-se no salão de eventos situado na Rodovia dos Imigrantes, com as atividades começando as 10:00h e com término previsto para as 22:00h, e onde estarão presentes os mais destacados oradores nacionais, sendo aguardados cerca de quinze mil assistentes de todas as procedências do Brasil.

Delcio C. Carvalho

 
     
 
 
 
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