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Conferência no Colégio Militar, bairro da Tijuca, Rio de Janeiro





Encerrando a temporada de divulgação doutrinária no Estado do Rio de Janeiro, o médium e orador espírita Divaldo Pereira Franco esteve no domingo, dia 30 de agosto [2015], no Colégio Militar, no bairro da Tijuca, onde, a partir das 9h, ocorreu o grande Feirão em prol das atividades da Mansão do Caminho, obra socioeducativa fundada e dirigida pelo tribuno baiano, que atende à comunidade carente do bairro do Pau da Lima, em Salvador/BA, oferecendo educação gratuita para três mil e duzentas crianças e inúmeros outros serviços para elas e suas famílias.

O evento, com entrada franca e organizado pelo Grupo Espírita Caminho da Esperança, completou, neste ano, a sua 25a. edição e atraiu, ao longo do dia, um público de cerca de dez mil pessoas, que pode circular por entre as mais de quarenta barracas espalhadas no grande pátio do colégio, que ofereciam uma infinidade de produtos: grande variedade de comidas, artesanatos, roupas, calçados, serviços de estética, produtos eletrônicos, música ao vivo.

Vale lembrar que todos os trabalhadores desse evento são voluntários e que a renda integral nele obtida é destinada à Mansão do Caminho.

Durante a feira, o público pôde ver e cumprimentar Divaldo, que percorreu todas as barracas, cumprimentando e agradecendo os voluntários pelo esforço e trabalho.

Ainda pela manhã, das 11h às 13h, ocorreu um minisseminário aberto ao público, no auditório do colégio. Nesse encontro, Divaldo realizou uma análise do pensamento humano, nos campos da filosofia e da ciência através dos séculos, referindo-se a eminentes pensadores como Nicolau Copérnico, Blaise Pascal, Johannes Kleper, Galileu Galilei, Francis Bacon, Pierre Gassendi, John Locke, Thomas Hobbes, Immanuel Kant, Arthur Schopenhauer, Friedrich Nietzsche, Voltaire, Montesquieu, Diderot e outros, demonstrando o esforço da criatura humana para compreender a Divindade, as leis cósmicas e a nossa própria realidade profunda. Nesse sentido, afirmara Lord Bacon que uma filosofia superficial levaria a mente do homem ao ateísmo, mas que uma filosofia profunda o levaria à religião.

Foi, também, apresentada a proposta de Blaise Pascal, que dizia que a Humanidade encontrava-se, já em sua época (século XVII), em verdadeira encruzilhada, porque houvera desenvolvido a razão, a que chamava de espírito de geometria, sem o correspondente desenvolvimento da gentileza, da solidariedade, o que denominava de espírito de finesse, o que levaria as criaturas a se entre devorarem. A sabedoria, afirmava, estava no equilíbrio desses dois elementos, como duas asas que ensejariam ao ser humano o voo da plenitude.

Após esse introito, o orador falou a respeito do surgimento do Espiritismo na Terra, o que ocorreu em abril de 1857, em Paris, França, por meio do extraordinário trabalho do respeitado pedagogo Hippolyte Léon Denizard  Rivail, mais conhecido como Allan Kardec, que reuniu, organizou e codificou os ensinamentos dos Espíritos nobres, dando luz à Doutrina Espírita. Conforme foi explicado, essa doutrina tem tríplice aspecto (científico, filosófico e religioso) e está assentada sobre seis princípios basilares: a existência de Deus, a imortalidade da alma, a comunicabilidade dos Espíritos, a reencarnação, a pluralidade de mundos habitados e o Evangelho de Jesus como roteiro moral e recurso terapêutico para as nossas vidas. Divaldo discorreu sobre cada um desses postulados, explicando-os, apresentando suas aplicações práticas no cotidiano das pessoas, fazendo pontes entre eles e a Ciência, nas suas diversas ramificações, demonstrando que a Ciência tem, dia após dia, corroborado os princípios espíritas.

Na parte final do seminário, foi abordada essa situação de grandes conflitos e sofrimentos de toda espécie, em que se encontra o mundo, elucidando que experimentamos hoje os efeitos, as consequências de nossos atos pretéritos, perpetrados em outras reencarnações, como a colheita de nossa semeadura infeliz, em virtude da lei de ação e reação, também chamada de lei de causa e efeito. Nesse sentido, asseverou Divaldo, o nosso dever perante a existência e os seus desafios é de não esmorecermos, assumirmos a responsabilidade pelos nossos atos e trabalharmos para nos libertarmos das ilusões, de nossas más inclinações morais, das mágoas, enfim, autoiluminando-nos e amando sempre, colaborando, dessa forma, com a instauração de um mundo mais feliz, justo e harmônico para todos.

No período da tarde, Divaldo esteve à disposição do público para autógrafos e cumprimentos, durante cerca de duas horas. E, às 17h, proferiu ali mesmo, no pátio do colégio, sobre uma escadaria, a palestra de encerramento do feirão.

A mensagem proferida pelo médium baiano foi em torno do perdão e do autoperdão. Com base no livro Os pantanais da alma, do escritor e psicanalista junguiano James Hollis, Divaldo narrou o caso de uma senhora que experimentou os horrores do campo de concentração nazista e sobreviveu ao holocausto, ficando, no entanto, com uma terrível marca psicológica por um fato ocorrido naquele período, uma culpa que arrastou por décadas e, provavelmente até o fim de sua existência. Segundo o autor da obra, a culpa é o grande algoz de nossa alma.

Analisando a questão da culpa, Divaldo utilizou-se dos postulados espíritas da imortalidade da alma, da reencarnação, da lei de causa e efeito, para esclarecer que somos exatamente aquilo que fizemos de nós mesmos no passado, mas que temos o hoje para trabalharmos em prol do nosso futuro luminoso e pleno.

Um ponto que mereceu grande destaque nessa abordagem, foi sobre a misericórdia divina, que nos faculta infinitas possibilidades de recomeço e reajuste, por meio das reencarnações, demonstrando o excelso Amor de Deus por todas as criaturas. E com base nesse ponto, o orador falou sobre a necessidade de também amarmos o nosso próximo mas, antes de tudo, a nós mesmos. O autoamor, nada tendo a ver com o egoísmo, nos conduziria ao autoperdão, à libertação de nossas culpas, que são profundamente perturbadoras e comprometem a nossa saúde espiritual, emocional e física. A partir do exercício do autoamor e do autoperdão, passaríamos a reconhecer em nossos semelhantes as mesmas dificuldades e sofrimentos que enfrentamos e disso surgiria em nós o amor aos nossos irmãos e o perdão às faltas alheias.

Divaldo encerrou a sua palestra dizendo que a crise do mundo, seja no aspecto político, social ou econômico, é sempre resultado da crise moral dos indivíduos e que, por essa razão, é indispensável que trabalhemos para superarmos as nossas más paixões e realizarmos em nós mesmos a transformação moral para melhor, adquirindo hábitos mais saudáveis, sendo mais gentis e fraternos, diluindo as culpas de nossa consciência, perdoando as faltas alheias, cultivando a alegria de viver e estabelecendo para a nossa existência um sentindo psicológico profundo, que deve ser o Amor. Amar sempre e mais.

Sob a claridade dos últimos raios de sol daquele entardecer, foram encerrados a conferência e o 25o. Feirão Pró-Mansão da Caminho, com os transcendentes versos do Poema da Gratidão, de Amélia Rodrigues.

Júlio Zacarchenco.
Em 9.9.2015.

 
     
 
 
 
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