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Conferência na Federação Espírita Brasileira – Sede Histórica



Na manhã  de 29 de agosto[2015], o médium e orador espírita Divaldo Pereira Franco esteve presente na sede histórica da Federação Espírita Brasileira, na cidade do Rio de Janeiro, onde proferiu uma conferência pública para seiscentas pessoas. 

Após a prece inicial e algumas palavras do Brigadeiro Jorge Godinho, presidente daquela instituição, Divaldo iniciou sua palestra comentando uma das epístolas do apóstolo Paulo, falando da necessidade de mantermos contato com a Divindade e com os Espíritos nobres e de nos impregnarmos da mensagem libertadora do Espiritismo. 

Nessa conferência, foi abordado o tema Mediunidade, sob a ótica da Doutrina Espírita.

Conforme elucidou o orador, o momento da reunião mediúnica nos centros espíritas representa a comunhão dos encarnados com as forças espirituais superiores.

Fazendo uma viagem através dos fatos, ao longo da história da Humanidade, Divaldo demonstrou, com base nos estudos da Paleontologia, que os fenômenos mediúnicos são de todos os tempos e sociedades, surgindo já nos primeiros momentos da razão humana.

Se analisadas as escritas rupestres, ali estão retratados os contatos com o mundo transcendente. A mediunidade também esteve presente nas civilizações ancestrais do Egito, da Caldeia, da Índia, da Síria, do Japão, da China. Foi destacado que, na filosofia dos pré-socráticos, como de Anaxímenes, ou nos ensinamentos de Sócrates, na doutrina de Platão, ou na teoria de Aristóteles, as afirmativas sobre a imortalidade da alma, a comunicabilidade dos Espíritos e a reencarnação eram seus princípios constitutivos.

Foram narrados fatos sobre a vida do rei Creso da Lídia, do escritor italiano Dante Alighieri, do Papa Pio V, de Emanuel Swedenborg, polímata sueco, do Papa Pio XII, que evidenciavam a interferência de seres espirituais na vida física.

Propondo o questionamento Qual seria o sentido da vida sem que houvesse a imortalidade da alma e a reencarnação?, o palestrante discorreu sobre a justiça e a misericórdia divinas, que nos proporcionam os meios hábeis para que possamos nos reabilitar de nossas faltas, reencontrando o equilíbrio em nós e realizando a nossa autoiluminação espiritual.

A mediunidade, portanto, seria aquela luz a ser derramada sobre todos e prometida pelo Cristo, sendo, no entanto, necessário que os médiuns deixassem se impregnar por essas luzes da espiritualidade superior.

Explicando sobre o que é a mediunidade, seus mecanismos e fisiologia, benefícios e perigos, com base nas lições contidas na obra O Livro dos Médiuns, de Allan Kardec, Divaldo ressaltou que o que diferencia um médium de outro é o caráter moral do portador da faculdade mediúnica, que oferece qualidade ao fenômeno. Portanto, a mediunidade só poderia florescer e oferecer bons frutos quando exercida com Jesus, isto é, dentro dos preceitos do Seu Evangelho. 

Evocando os cento e cinquenta anos da vida missionária de Fernando de Lacerda, foi-lhe feita uma homenagem pela dedicação cristã à mediunidade enobrecida, com um apelo a todos os médiuns para que exerçam a mediunidade com simplicidade, unção, dignidade, total desinteresse pessoal, em regime de renúncia e amor.

Afirmou Divaldo, no encerramento de sua conferência, que a mediunidade é uma porta de serviços para o amor e o bem e que todos podemos adentrá-la, na condição de médiuns dos Espíritos, de médiuns da boa palavra, do pedaço de pão ofertado aos famintos, do copo d’água oferecido aos sedentos, do agasalho entregue aos que têm frio, do sorriso concedido aos que estão tristes...

 

Júlio Zacarchenco.
Em 4.9.2015
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