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Conferência de Divaldo Pereira Franco no Rio de Janeiro



No último dia 24 de agosto [2015], o médium e orador espírita Divaldo Pereira Franco realizou uma conferência no Clube Hebraica, na cidade do Rio de Janeiro, com a participação de um público de mil e seiscentas pessoas, tornando lotado o salão nobre da instituição.

O evento foi promovido pelo 5º Conselho Espírita de Unificação – CEU do Conselho Espírita do Estado do Rio de Janeiro - CEERJ, como parte do XXX ciclo de palestras espíritas, que teve como tema central Céu e Inferno, você acredita?, marcando a celebração dos 150 anos da obra O Céu e o Inferno, de Allan Kardec.

O tema da conferência foi Provas Científicas da Existência de Deus.

Divaldo iniciou sua oratória evocando o pensamento do filósofo inglês dos séculos XVI e XVII, Francis Bacon, exarado nos seguintes termos: Um pouco de filosofia leva a mente humana ao ateísmo, mas a profundidade da filosofia leva-a para a religião.

Embasado nessa assertiva, o conferencista realizou verdadeiro périplo histórico de exploração do conhecimento filosófico e científico dos séculos XVII, XVIII, XIX, XX e XXI, referindo-se, também, ao pensamento filosófico da Antiguidade grega.

Demonstrando que o século XVII representou um marco histórico de mudança profunda do pensamento humano, Divaldo apresentou suscintamente as teorias de Pierre Gassendi, John Locke, Thomas Hobbes e Johannes Kleper.

Avançando na linha da História, trouxe para as suas análises as ideias do século XVIII, como as do iluminista Voltaire, as do político e revolucionário francês Pierre Gaspard Chaumette, assim como do matemático Jacob Dupont.

Do século XIX, discorreu sobre a filosofia do pai do Positivismo, Auguste Comte, e sobre o pessimismo de Friedrich Nietzsche, destacando o surgimento da Doutrina Espírita, resultado do ensino coletivo dos Espíritos Superiores e do trabalho meticuloso de codificação desse conhecimento pelo Professor Rivail, mais conhecido como Allan Kardec.

A respeito do século XX, recordou o surgimento do hippieismo, que exaltava o materialismo.

O estudo histórico do pensamento universal realizado pelo orador mostrou que a ideia e o sentimento de Deus sempre estiveram presentes nas sociedades de todo o mundo e de todos os tempos, como algo inato no ser humano, malgrado as tentativas de alguns pensadores e cientistas de os negar ou aniquilar.

Referindo-se ao trabalho e às descobertas de eminentes cientistas, como Sir William Crookes, Albert Einstein, Carl Gustav Jung, Charles Richet e outros, demonstrou a excelência dos postulados espíritas e a sua perfeita concordância com a Ciência. Segundo o orador, vivemos um momento histórico em que os nobres cientistas realizam um movimento de retorno a Deus, promovendo, mesmo sem que o saibam, uma nova aliança entre a Ciência e a Religião.

Em seguida, Divaldo apresentou a tese do Dr. Abraham Cressy Morrison, químico americano e presidente da Academia de Ciências de Nova Iorque, que descreve sete razões pelas quais um cientista acredita na existência de Deus: a lei de probabilidades, a vida, o instinto dos animais, os genes e cromossomos, a inteligência/razão, o equilíbrio do ecossistema e a imaginação.

Essa constatação do cientista americano estaria perfeitamente concorde com os ensinamentos espíritas, notadamente no que diz respeito ao conteúdo das perguntas e respostas de números 1 e 4 de O Livro dos Espíritos, no qual está afirmado que Deus é a inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas, e que a prova de sua existência está no axioma aplicado à Ciência: Todo efeito tem uma causa; todo efeito inteligente tem uma causa inteligente.

Após narrar a comovente história de Leland Stanford Junior e de sua família, que deu origem à Instituição Stanford, nos Estados Unidos, uma das mais reconhecidas universidades no mundo, Divaldo falou da proposta da Doutrina Espírita e dos benefícios proporcionados por ela em nossas vidas.

O Espiritismo, segundo afirmou Divaldo, leva-nos além da simples crença nos seus postulados básicos, porquanto oferece-nos as provas da existência de Deus, da imortalidade da alma, da comunicabilidade dos Espíritos e da reencarnação, convidando a todos a cultivar a beleza da vida e a alegria de viver, por meio da adoção de um sentido psicológico profundo para a existência e da transformação moral para melhor.

Como de hábito, a conferência foi concluída com o Poema da Gratidão, de autoria do Espírito Amélia Rodrigues.

 

Júlio Zacarchenco.
Em 28.8.2015.

 
 
     
 
 
 
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