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Divaldo Pereira Franco, o missionário da auto-iluminação




No dia 5 de dezembro de 1944, Divaldo Pereira Franco, um jovem de 17 anos, sob a orientação de dona Ana Ribeiro Borges, assistiu, por primeira vez, uma sessão mediúnica, no Centro Espírita Jesus de Nazaré, na cidade de Feira de Santana (BA), sob a presidência do Sr. Manuel Ferreira, notário daquela urbe.

Nessa feliz oportunidade, comunicou-se por psicofonia através da sua mediunidade, o seu irmão recém-desencarnado José, que o vinha afligindo psiquicamente, em face de encontrar-se em perturbação espiritual.

Convenientemente esclarecido, José deu-se conta do sofrimento que estava causando e libertou o médium da indução desequilibrante de que se fazia portador.

Posteriormente, Divaldo foi orientado a ler, a princípio, e depois a estudar, O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, desse modo iniciando-se no conhecimento da Doutrina libertadora.

Mais tarde, encontrando-se na cidade de Aracaju (SE), em férias concedidas pelo Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Estado (IPASE), onde trabalhava desde o dia 5 de Dezembro de 1945, na residência do casal Ederlindo e Lucília Sá Roriz, foi convidado pelos anfitriões a comentar algo a respeito dos fenômenos mediúnicos de que era instrumento, na sede da União Espírita Sergipana.

Na ocasião, inspirado pelo Espírito Humberto de Campos, na noite de 27 de março de 1947, proferiu a sua primeira palestra, semi-mediunizado, dando início à saga auto-iluminativa que se vem prolongando por quase 60 anos.

Logo depois, no dia 7 de Setembro do referido ano, conosco e um grupo de amigos fundou o Centro Espírita Caminho da Redenção, na cidade do Salvador (BA), onde residimos até hoje.

A sua palavra, inspirada e eloqüente, de imediato sensibilizou os auditórios que o escutavam, sendo convidado a contínuas palestras na União Espírita Baiana e em outras instituições, na cidade de sua residência.

Posteriormente, no dia 1º de Janeiro, a convite da senhora Zaira Pitt, que o levou à capital de São Paulo, Divaldo foi apresentado ao seleto auditório da Federação Espírita do Estado de S. Paulo, pelo inesquecível mestre Vinícius, que muito se sensibilizara com o médium baiano, após um contato particular com ele mantido em sua residência.

A partir dessa data, nunca cessaram, aumentando sempre consideravelmente, os convites para proferir palestras em Sociedades Espíritas, de Beneficência, Clubes de Serviços, Lyons, Rotary, Amigos da Cidade, Maçonaria, Instituições Culturais, Organizações religiosas não espiritistas, Universidades e países estrangeiros.

Encontrava-se Divaldo realizando a sua já tradicional temporada de palestras na Cidade do Rio de Janeiro, no mês de Julho de 1967 quando, participando de um estudo do Evangelho no Lar, na residência dos senhores Emílio e Lygia Ribeiro, foi indagado pelo senhor Júlio Trindade por que ainda não visitara Portugal. Naturalmente, Divaldo respondeu que nunca havia sido convidado para esse fim.

Divaldo já houvera visitado o Uruguai e a Argentina, onde granjeara a simpatia de um expressivo público espírita.

Sensibilizado com a resposta franca, o casal Trindade convidou-o a proferir palestras no querido país, informando que a divulgação do Espiritismo encontrava-se proibida terminantemente pelo governo ditatorial de Salazar que, igualmente intolerante, considerava desacato às Leis, a Maçonaria e o Comunismo…

Através dos confrades Eduardo de Mattos, verdadeiro missionário da divulgação espírita, através da publicação da revista Fraternidade e do devotado trabalhador Casimiro Duarte, o casal Trindade e Divaldo chegaram a Lisboa, no dia 2 de Agosto do referido ano, iniciando-se uma saga incomum, de coragem e devotamento, a serviço da Doutrina dos Espíritos.

A primeira palestra teve lugar na Casa de Arganil, no coração de Lisboa, na Rua da Fé, para um público expectante de mais de 200 pessoas, que ali se encontravam para ouvir o divulgador baiano, correndo o risco de sofrer algum constrangimento por parte da Polícia.

A terrível PIDE (Polícia Internacional do Estado), a tudo vigiava com rigor, e provavelmente tomou conhecimento da ocorrência, no entanto, nunca gerou qualquer impedimento.

Divaldo, com os senhores Mattos, Duarte e Trindade, percorreu o país de norte a sul, realizando uma tarefa digna dos tempos apostólicos, falando em verdadeiras catacumbas, em horários variados, qual ocorreu na aldeia de Escondida, próxima a Viseu, cuja palestra teve início depois da meia-noite para um público ansioso e fiel.

Assim recomeçou o Movimento Espírita Português, que também era mantido pelas informações e seguros comentários exarados pelo senhor Isidoro Duarte dos Santos, fundador e diretor da revista Estudos Psíquicos, de inolvidável memória, que foi mantida, após a sua desencarnação, por sua viúva, Sra. Maria Raquel Duarte dos Santos.

Ainda nessa viagem, Divaldo seguiu à Espanha, a sós, inspirado pelos bons Espíritos, repetindo a façanha de reiniciar as atividades doutrinárias naquele país, que também padecia, à constrição imposta pela intolerância, a proibição do ditador Generalíssimo Francisco Franco.

A sua mediunidade levou-o a telefonar à Dra. Dolores Paz y Pérez, por orientação de um venerando Espírito, sem que o médium a conhecesse, naquela mesma noite mantendo um encontro no quarto da residência de uma senhora viúva, que era costureira. Desse modo, a presença de diversas pessoas não chamaria a atenção dos vizinhos.

Ali estiveram, entre outros convidados, espíritas que eram impedidos de exercer a sua crença, dentre os quais, o senhor Jesús Armenteros, que mantinha uma Livraria na Praça de Espanha e que, fascinado pelo que ouvira, convidou Divaldo a proferir uma palestra numa das salas do edifício sob sua responsabilidade, à qual foram atraídas 56 pessoas.

Logo depois, Divaldo falou ao ar livre, nos arredores da Universidade de Madrid, para mais de cem pessoas.

Assim, reiniciou-se a atividade espírita no País, que culminou com a fundação, mais tarde, da Federação Espírita Espanhola, graças à dedicação do senhor Rafael Molina, que chegara a Madrid procedente de São Paulo, onde travara contato com o Espiritismo.

Terminado o labor em terras madrilenhas, Divaldo seguiu a Paris e Londres, não havendo logrado proferir palestras, na capital francesa, por desconhecer totalmente alguém que o pudesse ajudar e também porque a Unión Spirite Française encontrava-se em férias, conseguindo, porém, em Londres, visitar o Santuário onde trabalhava o famoso médium Edwuards, que se celebrizou pelas curas momentâneas de que se fazia instrumento.

Divaldo retornou a Portugal em 1970, tendo viajado a Angola e Moçambique, no ano seguinte, a convite da Sra. Maria Cleofé Coutinho de Oliveira, que era espírita e sofria a injunção dolorosa que se alongara pelo além-mar português. Graças à ajuda do senhor João Xavier de Almeida, Divaldo proferiu a sua primeira Conferência na Casa dos Estudantes de Coimbra, em Luanda, e percorreu aquela antiga Colônia.

A Sra. Cleofé acompanhara, por correspon-dência e pelas Revistas referidas, os resultados excelentes das visitas de Divaldo ao Continente português e ficara profundamente estimulada.

Acostumada à comunicação social, pois que fora a primeira mulher a dirigir um programa de rádio em Angola e fazia parte de diversos clubes de serviços e correspondência internacional, encorajou-se a aceitar o desafio de levar o trabalhador baiano às terras africanas.

Algo inusitado aconteceu, na cidade do Lobito, quando Divaldo recebeu uma mensagem psicográfica, ditada pelo Espírito Monsenhor Manuel Alves da Cunha, eminente antropólogo português que ali exercera o seu ministério sacerdotal, intitulada KiaNgola, Suku Akale Kumue Lene! (KiaNgola - Angola a nossa terra (aqui, Angola) Suku Akale Kumue Lene! - Deus te abençoe!), com diversas expressões do dialeto Kimbundu, que foi publicada, posteriormente, na revista Reformador, editada pela Federação Espírita Brasileira e, quando enviada a Angola, foi interceptada pela PIDE, que fiscalizava todo material cultural e informativo que entrava no país.

A referida mensagem encontra-se publicada no livro Sol de Esperança, de diversos Espíritos, editado pela LEAL.

Os fatos narrados na mensagem eram tão reais, que os policiais interrogaram a Sra. Maria Cleofé, então funcionária dos Correios e Telégrafos, em Luanda, ameaçando-a de demissão e de prisão, por haver fornecido as informações, ditas sigilosas, a respeito daqueles lamentáveis episódios a que o Espírito se referira, de todos, porém, desconhecidas.

Igualmente, havia sido publicado no Brasil o livro Dimensões da Verdade, ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis, no qual está exarada uma mensagem intitulada O Céu e o Inferno e que, apreendido pelo clero católico, foi inscrito no Índex Expurgatorius, sendo proibido de circular no País e nas colônias ultramarinas.

Dessa forma, Divaldo experimentou a resposta perversa à sua audácia cristã de levar a Mensagem às terras que sofriam o tacão da intolerância, havendo sido considerado persona non grata em Portugal e nas Colônias, a partir de então, o que somente seria ultrapassado, após a Revolução dos Cravos, em 25 de abril de 1974. O médium pôde retornar, no ano seguinte, para Angola, Moçambique e Portugal continental.

Nestas quase quatro décadas de serviços doutrinários em Portugal e Espanha, Divaldo já retornou 35 vezes ao solo português, incluindo também a Ilha da Madeira e os Açores, repetidas vezes.

***

Fazemos este intróito, aliás largo, para reportar-nos à nova jornada espírita de Divaldo Pereira Franco, por terras portuguesas, a convite da Federação Espírita de Portugal, iniciando-a no dia 17 de Outubro do corrente ano, na cidade de Malveira.

A conferência teve lugar na Associação dos Bombeiros Voluntários, sob os auspícios da Associação Fraterna Mensageiros do Bem, fundada há quase 20 anos, em dezembro de 1986, mantendo atividades doutrinárias numa pequena, mas confortável sede, com excelente programação espírita.

Antes da Conferência, fomos recepcionados na sede da Associação, para um pequeno lanche, em companhia de nosso irmão Engº. Vítor Mora Féria, Vice-Presidente da Federação Espírita Portuguesa, que nos aguardou no Aeroporto de Lisboa e se encarregou da execução da primeira parte da programação.

Compareceram ao ato, embora a chuva que desabou sobre a cidade, 116 pessoas, de diversas comunidades próximas e local. O ato iniciou-se às 21h30, tendo sido proposto o tema Amor: semear para colher.

Divaldo esteve magnífico, elucidando a necessidade do amor, porém iluminado pelo conhecimento (pela instrução, conforme proposta do Espírito de Verdade, inserta em O Evangelho Segundo o Espiritismo).

As pessoas, comovidas, ante a dissertação, acercaram-se do médium baiano durante os autógrafos de livros e materiais doutrinários, mantendo agradável conversação por largos e agradáveis minutos.

Logo após, retornamos a Lisboa, a 30 quilômetros de distância.

Passamos o dia 18 em atividades doutrinárias, visitando algumas Instituições e, às 21h, em Amadora, na sede da Federação Espírita, para um público de 106 trabalhadores, especialmente convidados, sob a presidência do confrade Cel. Arnaldo Costeira, que se deslocou da cidade de Viseu, foi proferida uma Conferência sobre o Auto-de-Fé de Barcelona, ocorrido no dia 9 de Outubro de 1861. Após as considerações, que se prolongaram por quarenta minutos, Divaldo abriu espaço a perguntas por escrito, atendendo as questões que lhe foram propostas pelo público interessado.

Permanecemos no local, ensejando aos amigos e confrades agradável conversação e, simultaneamente autógrafos em algumas das obras mediúnicas recebidas por Divaldo. Às 23h30 retornamos ao lar, para o lanche e o repouso.

Amadora fica na grande Lisboa e, graças ao labor da Federação Espírita, vem experimen-tando uma saudável transformação, em alguns dos seus habitantes.

O dia 19 transcorreu em clima de convívio espiritual com amigos e confrades. Divaldo permaneceu trabalhando, conforme o seu hábito e, à noite, seguimos à Associação dos Comerciantes de Lisboa, onde teve lugar a Conferência programada pela União Espírita de Lisboa, sob os auspícios da Federação Espírita Portuguesa.

Um público de aproximadamente 400 pessoas comprimia-se nas dependências do Auditório, adornado por um mezanino, ensejando a Divaldo abordar o tema Iluminação interior, sensibilizando profundamente a todos.

Após os autógrafos, seguimos viagem de automóvel com o Engº. Vítor Mora Féria ao Algarve, vencendo os 290 quilômetros de distância pela madrugada, com alegria evangélica e emoção.

Na manhã do dia 20, visitamos o Jardim Sol, dirigido pelo nosso anfitrião Engº. Vítor Féria e Divaldo permaneceu nas atividades que lhe dizem respeito.

À noite, às 20h30min., rumamos à Associação Espírita de Quarteira, Grupo O Consolador, a 15 kms. de Loulé, onde nos hospedamos, a fim de participarmos da atividade doutrinária. Divaldo pronunciou Conferência a respeito dos Compromissos espíritas ante os tempos novos, para um público constituído por 86 pessoas que se acotovelavam na pequena sede da Instituição, dirigida pela Sra. Maria dos Anjos Féria. Ao término da palestra, o venerável benfeitor Dr. Bezerra de Menezes, em momentosa psicofonia através de Divaldo, trouxe a palavra de conforto moral e espiritual para os participantes, que se comoveram até às lágrimas, dando lugar a uma psicosfera elevada. Terminada a comunicação, os trabalhos foram encerrados e, logo após, aos primeiros minutos do dia novo, seguimos de retorno a Loulé.

As chuvas chegaram torrenciais, e, nada obstante, às 11h30min., do dia 21, viajamos em direção a Setúbal, a 270 quilômetros de distância, onde Divaldo deveria proferir nova Conferência, a partir das 15h30min., sobre o tema Desafios do espiritismo na atualidade, no belo salão do Coral Luísa Todi.

Carinhosamente recebidos, mais de 280 pessoas superlotavam o Auditório, quando Divaldo abordou o tema proposto com beleza e bom humor, conduzindo os ouvintes a emoções variadas, que culminaram com a Oração da gratidão, com a qual foi encerrada a Conferência.

Logo após rápido convívio com os interessados, assinaturas de autógrafos, seguimos à cidade de Viseu, distante 320 quilômetros, onde nos hospedamos, estando mais próximos dos futuros compromissos.

Na manhã de 22, às 7h. seguimos a Aveiro, a fim de ser realizado o Seminário sobre o tema Iluminação interior, no horário das 10h. às 13h. e das 15h. às 18h. Estavam inscritas 280 pessoas, que lotaram as dependências do Salão da Junta de Freguesia de Santa Joana, onde o médium baiano a todos encantou com a sua palavra bela e fácil, rica de tons emocionais e de cultura.

Nota-se a qualificação do público, em razão das perguntas propostas haverem sido de elevada qualidade doutrinária, demonstrando o interesse pelo conteúdo do Seminário e a sua assimilação prática.

Terminado o labor, aureo-lado por bela comunicação psicofônica do Espírito Joanna de Ângelis, houve um agradável convívio e o retorno a Viseu, conduzidos pelo Cel. Arnaldo Costeira, Presidente da Federação Espírita Portuguesa, que esteve presente no Seminário.

Todo o dia 23 passamos no Hotel, atendendo aos compro-missos habituais. Divaldo psicografou e deu prosse-guimento aos seus labores mediúnicos. Às 18h. fomos conduzidos pelo Cel. Arnaldo Costeira à cidade da Figueira da Foz, onde foi proferida a palestra programada na Associação Espírita, dirigida pela veneranda trabalhadora dona Lucinda que, aos 81 anos é um exemplo de dedicação ao Espiritismo. O tema da palestra foi Os adversários do espiritismo, que o médium baiano abordou, a partir das 21h00, referindo-se aos cientistas e acadêmicos que se compraziam em informar que todos os fenômenos mediúnicos eram farsa, ou personalidades duplas ou anômalas (Tese do prof. Pierre Janet) ou distúrbios e transtornos psíquicos ou emocionais. Outros adversários eram aqueles vinculados às religiões dominantes – católica e protestante – que afirmavam ser o Espiritismo uma proposta demoníaca, tendo por objetivo conduzir os seres humanos aos Infernos, ou, por fim, a simplória, pertencente aos ignorantes, que diziam ser a Doutrina Espírita um labor pertencente às pessoas de má vida, irresponsáveis, pobres e miseráveis. Estavam presentes aproxima-damente 280 pessoas interessadas.

Divaldo examinou com sabedoria as três correntes e demonstrou a excelência do Espiritismo, bem como a sua inestimável contribuição para a felicidade do ser humano.

Após o lanche, retor-namos a Viseu, em uma viagem de 115 km, chegando pela madrugada.

Durante o dia 24, visi-tamos o casal José e Benvinda Lopes Ferreira, trabalhadores da Doutrina Espírita e benfeitores do Movimento nessa cidade, retornando ao Hotel após o almoço.

A chuva torrencial prosseguiu por todo o dia, alongando-se noite adentro.

Saímos de Viseu às 19h. com destino a Coimbra, onde seria lançado o Movimento Você e a paz, que Divaldo iniciou em Salvador, no ano de 1998, com grande êxito.

Leonor e Fernando dos Santos, Diretores da Associação Espírita Allan Kardec, de Coimbra, tiveram a idéia de trazer esse nobre projeto de Salvador (BA) para Portugal e realizaram um admirável Evento, que teve lugar na Escola Superior de Enfermagem da Universidade de Coimbra. A parte artística, inicial, contou com a cooperação do grande cantor português José Cid, da cantora lírica espanhola Maria Pazos, da poetisa portuguesa Joana Oliveira, do cantor moderno português Banda Z.D. Zé, que deram brilho especial à festividade.

Músicas especialmente compostas para o Evento foram apresentadas, bem como duas lindas páginas declamadas pela atriz, poetisa e declamadora Joana Oliveira, após o que, Divaldo Franco abordou o tema Você e a paz, analisando o Manifesto 2000, apresentado pela Unesco e que se constitui de seis itens: Respeitar a paz, Rejeitar a violência, Ser generoso, Ouvir para compreender, Respeitar o planeta e Redescobrir a solidariedade.

Um público de mais de 400 pessoas acorreu ao ato e permaneceu comovido até ao seu encerramento.

Divaldo foi homenageado com uma placa de prata pelos serviços prestados à Humanidade, agora na condição de Embaixador Internacional da Paz nº 205, conforme nomeado pela Ambassade Universelle pour la Paix, (Cercle Universel des Ambassadeurs de la Paix), sediada em Genebra, na Suíça.

Após um jantar oferecido aos convidados e membros da Associação Espírita Allan Kardec, retornamos a Viseu, distante 100 km de Coimbra, onde permanecíamos sediados.

No dia 25, dedicamo-nos ao atendimento fraterno de algumas pessoas, e, às 18h, rumamos a Santarém, a uma distância de 230 km de Viseu, conduzidos pelo Cel. Arnaldo Costeira e o confrade sr. Matos, que também esteve conosco nos últimos três dias.

A Conferência teve lugar no Auditório do Instituto Português da Juventude, sob os auspícios da Associação Espírita de Santarém – Grupo Espírita Estrada de Damasco –, que inaugurou sua sede nova. Essa Associação originou-se nos tempos da ditadura salazarista, no lar da consóror Maria Luísa, que recebeu Divaldo em Santarém, no ano de 1967, quando foi realizada uma palestra, altas horas da noite, em sua intimidade doméstica. Hoje, aos 89 anos, lúcida e dedicada, a irmã Maria Luísa é um exemplo de fé e trabalho, que estimula os lidadores da Causa na cidade.

Divaldo abordou o tema As curas físicas e as morais, narrando as notáveis realizações de Jesus junto aos infelizes que O buscavam para a recuperação do organismo, quando Ele, no entanto, viera para a cura da alma, portanto, mais significativa, porque é do Espírito que procedem os males ou a felicidade que tomam conta dos indivíduos.

Depois de 70 minutos de Conferência e alguns autógrafos, fomos para a nova sede da Associação, de onde retornamos a Viseu, chegando pela madrugada.

No dia 26, fomos conviver com os confrades da Associação Espiritualista de Viseu, onde almoçamos com os trabalhadores e amigos. Tratou-se da comemoração dos meus 82 anos de existência.

Às 19h, seguimos com o Cel. Costeira a Espinho, a uma distância de 110 km. A Conferência teve lugar no excelente salão da Junta de Freguesia, para um público de 270 pessoas, quando Divaldo abordou o tema Vida depois da morte, durante 80 minutos. Ao término da Conferência, Divaldo foi homenageado com um livro sobre a história da cidade e um prato pintado à mão com a foto da Junta, oferecidos pelo sr. Antônio Manuel, representante do Presidente da Entidade, significando uma grande distinção. O prato tem o número 26 de um total de 100.

Vítor e Helena vieram de Loulé, para participarem do Evento, após o qual seguimos com ambos rumo a Viseu, onde continuamos hospedados.

No dia 27, permanecemos no Hotel, atendendo a compromissos inadiáveis: Divaldo respondendo a correspondência por e-mail e psicografando pela manhã. Às 18h, seguimos para São João de Ver (Quinta do Areeiro), a fim de ser realizada a Conferência programada na escola Beneficente Caridade Espírita, dirigida por Ana Maria, abnegada servidora da Causa. Compa-receram 180 pessoas e Divaldo abordou, por solicitação da dirigente da Casa, o tema O espiritismo e sua influência na sociedade contemporânea, por 70 minutos. Logo depois, Divaldo recebeu os amigos, autografou livros e CDs e retornamos a Viseu, acompanhados de Armandine e Dominique, que vieram de Paris, de Loli e filha, Mateo, esposa e irmã, que vieram de Réus, na Espanha, e que se integraram às atividades do fim-de-semana.

No dia 28, foi realizado, na Associação Cultural Espiritualista, sob a direção do Cel. Arnaldo Costeira, o Mini-Seminário sobre O amor como solução. Compareceram mais de 360 pessoas, entre as quais o confrade Arlindo Silva, que veio do Funchal (Ilha da Madeira), especialmente para o Evento, que abrangeu o período das 9h. às 13h., com um intervalo. Após o almoço com os confrades, rumamos ao Porto, a fim de atendermos aos compromissos dos dias imediatos.

Na manhã do dia 29, rumamos à cidade da Maia, onde foi realizado o Seminário sobre o tema Desperte e seja feliz, para 350 pessoas, no belíssimo Auditório cedido pela Câmara da Cidade, denominado VENAPOR, a partir das 9h30 min. até às 17h30min., com os intervalos normais (meia hora em cada módulo e duas horas para o almoço). O Seminário revestiu-se de incomum beleza, em face da exposição e da interação mantida com o público, sempre fascinado, absorvendo os conceitos e vivenciando-os com emoção. Na etapa final, Divaldo abriu espaço para perguntas e respostas, havendo sido caracterizado esse período pela oportunidade das indagações e a profundidade dos esclarecimentos.

Terminado o Seminário, do qual partici-param também os espanhóis e o casal de franceses, rumamos ao Porto, indo visitar a nobre Instituição Coração da Cidade, que atende a centenas de pessoas carentes, promovendo-as com assistência social dignificante, e conseguindo trabalho para a grande maioria.

Retornamos ao Hotel, em busca do necessário repouso, considerando-se o dia de atividades exaustivas.

No dia 30, a atividade teve lugar na cidade de Vigo, Espanha, a 150 km do Porto. Fomos com Vítor Féria e Helena, Armandine e Dominique e o grupo espanhol de Réus. A Conferência teve lugar na Associação Espiritualista e Parapsicológica, onde Divaldo houvera falado, quando da primeira viagem a Vigo. Coincidentemente, Divaldo estivera em Vigo, naquela mesma data, dez anos antes. O tema proposto foi Morte e imortalidade, para um público de 170 pessoas. Divaldo discorreu com o habitual brilhantismo sobre o tema, a todos sensibilizando. Terminada a Conferência, houve perguntas e respostas por mais 40 minutos, seguido de um jantar coletivo com os membros da Entidade.

No dia 31, fomos conhecer Santiago de Compostela, famosa pela sua aura mística e pelas inumeráveis peregrinações feitas a pé, de diversas cidades européias, bem como por outros meios de transportes, praticamente de todo o mundo cristão. Retornamos à cidade do Porto, despedindo-nos de Armandine e de Dominique, que rumaram a Paris e dos amigos que nos acompanharam, procedentes da Catalunha, que volveram felizes aos seus lares.

No dia 1º de Novembro, às 15h., com Vítor e Helena, seguimos ao Centro Espírita Caminheiros de Jesus, para o Encontro com os trabalhadores e dirigentes espíritas da cidade e da região norte do país. Compareceram 115 pessoas. A reunião foi dirigida pelo Presidente da Direção Espírita do Norte, Sr. Alexandre Ramalho. Esteve presente o Presidente da Instituição o Sr. Castanheira, que a fundou, no passado, com a ajuda de Divaldo. Embora enfermo e afastado da Casa, há vários anos, o irmão Castanheira veio e saudou Divaldo com palavras comovedores, recordando os dias heróicos do Movimento, quando conduzia o então jovem baiano em suas atividades doutrinárias por essa Região. A reunião constituiu-se de perguntas adrede formuladas, em número de 28, divididas em temas sobre Livros, Mediunidade, Reuniões de Passes, Reuniões Mediúnicas, Relações Humanas, Outras Reuniões, Temas, Movimento Espírita, que foram respondidas em 2h30min., com um intervalo de 10min., brilhantemente pelo convidado, aplaudido de pé, conforme ocorreu em todas Conferências e Seminários, durante a temporada.

Estando presente o Cel. Arnaldo Costeira novamente exaltou a contribuição de Divaldo ao Movimento Espírita português, que considera como de 80% em decorrência do esforço do querido médium.

Vítor Féria e Helena Basílio encerraram o périplo, retornando a Loulé, após o infatigável e memorável esforço desenvolvido para o êxito do trabalho que realizaram, e de que foram também promotores com o Presidente da Federação e das Instituições visitadas.

No dia 2, a atividade teve lugar na cidade de Barcelos, onde Divaldo estivera em abril passado, estimulando os companheiros a criarem uma Associação Espírita. A Conferência foi programada para a Sala da Biblioteca Municipal, com capacidade para 117 pessoas. Nada obstante, ficaram de pé mais de 120 pessoas, constituindo um verdadeiro fenômeno local, totalizando mais de 240 pessoas. O tema programado teve como título O ser consciente e o evangelho à luz da psicologia profunda, que Divaldo explanou com rara felicidade, a todos comovendo e esclarecendo. Retornamos ao Hotel e, sob as bênçãos dos Céus, foi encerrada a atual jornada.

No dia 3, conduzidos pelo confrade Antônio Fortes, que se encarregou de levar-nos a Barcelos e trazer-nos ao Porto, fomos carinhosamente levados ao aeroporto, considerado o melhor da Europa, de onde retornamos a Salvador, via Lisboa, assim concluindo o abençoado labor.

Nilson de Souza Pereira

Fonte: Jornal Mundo Espírita - Dezembro/2006

 
     
 
 
 
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