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Divaldo Franco em Amparo, celebrando os 40 anos do SEPI


Um mundo novo todo dia! Esta é a motivação e o efetivo trabalho do Serviço Espírita de Proteção à Infância - SEPI, instituição que comemorou, os seus quarenta anos de existência. A obra, sediada na cidade de Amparo, no interior paulista, foi fundada no ano de 1975, pelo casal Waldyr Beira e Ana Maria Veroneze Beira, que se uniram a alguns amigos para o grande desafio. No início, eram vinte crianças assistidas; hoje, o atendimento alcança seiscentas e vinte crianças e adolescentes, quatrocentas e setenta famílias, sessenta e quatro bairros de Amparo e mais dois bairros de municípios vizinhos. O SEPI presta serviços de convivência e fortalecimento de vínculos, proteção social básica, atendendo a crianças e adolescentes pertencentes a famílias em situação de risco e vulnerabilidade social.

A celebração desse especial aniversário foi marcada pela presença do médium, educador e orador espírita Divaldo Franco, que participou da cerimônia comemorativa dos quarenta anos da obra, na sexta-feira, 19 de junho, e, no sábado, proferiu conferência pública no ginásio poliesportivo da instituição.

Mais de duas mil pessoas, de diversos Estados do Brasil e visitantes do Exterior estiveram presentes para assistir à palestra no sábado, lotando não apenas o ginásio, como também o espaço adjacente, de onde puderam acompanhar o evento pelo telão.

Antecedendo à palestra, Priscila e Giovanna Beira e Matheus Moretti fizeram belíssima apresentação musical, encerrada com solo ao piano da magistral obra Sonata ao luar, de Beethoven.

Na sequência, Divaldo Franco recebeu das mãos da Sra. Ana Maria Veroneze Beira uma placa de homenagem por seu extraordinário trabalho na Seara de Jesus. Como de hábito, o médium agradeceu a deferência e transferiu a homenagem a Jesus, aos Bons Espíritos e à própria Sra. Ana Beira, por sua trajetória de vida exemplar e de amor ao próximo.

Mostrando vigor e a excelente recuperação de seu recente problema de saúde, Divaldo iniciou a conferência realizando uma jornada histórica desde a fundação de Roma, por volta do ano 753 a. C., pelos etruscos, passando pela formação da República Romana, o primeiro triunvirato, o segundo triunvirato, o fim da República e o surgimento do período do Império Romano, no qual assumiu o poder Otávio Augusto. Fato marcante no governo imperial de Otávio, que era de caráter nobre, foi a chamada Pax Romana, período em que Roma esteve em paz e no qual as artes e o conhecimento desenvolveram-se sobremaneira. Conforme elucidado, tal sucedeu por razões espirituais: em vez de Espíritos belicosos, muitos Espíritos de escol reencarnaram, para preparar o cenário terrestre para a chegada de Jesus, nosso governador planetário.

Dentro dessa análise histórica, o advento do nascimento de Jesus recebeu menção especial, tendo sido evocado o pensamento de Ernest Renan, historiador e filósofo francês, que asseverou que Jesus foi um ser tão grandioso que não coube na História da Humanidade, dividindo-a em antes e depois dEle.

Divaldo discorreu com grande beleza e riqueza de detalhes sobre a infância de Jesus, passada em Nazaré, o seu relacionamento com os pais, José e Maria, o encontro com o primo João, o Batista, apresentando ao público peculiaridades da personalidade incomparável de Jesus, como o fato dEle, desde a infância, referir-se a Deus como Seu Pai e repetir à Sua mãe que estava na Terra para cuidar dos negócios desse Genitor Espiritual.

Outro ponto de destaque a respeito do Cristo referiu-se ao Seu irresistível magnetismo, que conquistou aqueles que se tornariam os Seus discípulos e simplesmente arrebatava as multidões.

Divaldo recordou que Jesus foi o primeiro, na História, a falar sobre a excelência do Amor, sob qualquer ângulo que se o possa analisar, histórico, psicológico, sociológico, médico, elevando-o à condição de a mais eficiente e profunda psicoterapia. Foi o primeiro também a desenvolver a técnica da auto-cura, por meio do autoamor e do autoperdão. Nas palavras do médium, nunca houve ninguém na Terra que tenha falado sobre o Amor como Jesus, nem antes e nem mesmo depois de Sua passagem pelo orbe, sendo a Sua mensagem toda fundada nesse sentimento sublime, que é a base da vida universal.

A importância desse vulto histórico foi reafirmada por eminentes filósofos, escritores, cientistas, como o referido Ernest Renan, Carl Gustav Jung, Sigmund Freud, Albert Einstein, Dra. Hanna Wolff, entre outros.

Divaldo se reportou a que Jesus não fundou nenhuma religião e não falou em nome de nenhuma das religiões existentes à época, embora fosse judeu de nascimento; Ele falou em nome de Deus, a quem chamava de Pai, e em nome do Amor Transpessoal, que é a essência de todos os Seus ensinamentos. Foi também recordado que Jesus previu que Sua mensagem seria adulterada e esquecida, de maneira que prometeu enviar, no tempo oportuno, o outro Consolador, o Espírito de Verdade, que nos recordaria os Seus ensinamentos e revelaria muitas outras facetas da Verdade à Humanidade. Esse Consolador é a própria Doutrina Espírita, que surgiu na Terra no século XIX, em Paris, pelo trabalho extraordinário de Allan Kardec e de uma plêiade de Espíritos nobres, sob a coordenação geral do Cristo.

Foi narrada uma história extraída do livro Perdão Radical, de Brian Zahnd, que reporta-se ao genocídio armênio, provocado pelos turcos, no ano de 1915, ocasião em que a família de uma jovem foi brutalmente assassinada: pais e irmãs. Ela é tornada escrava sexual do comandande da tropa, conseguindo, posteriormente, fugir e refugiar-se na Turquia, onde se formou em enfermagem e foi reconhecida como uma das melhores enfermeiras da região. O ponto alto da narrativa foi o reencontro da vítima com o algoz. O ex-comandante, envelhecido, vitimado por estranha enfermidade que lhe devora a existência, é levado ao hospital, inconsciente, e passa a ser atendido por aquela enfermeira, que se lhe dedica incondicionalmente, salvando-lhe a vida. Lúcido e curado, o algoz a questiona sobre o porquê de não o ter assassinado, quando teve a chance. A resposta: Porque sou cristã e Jesus nos ensinou a perdoar sempre.

E você - indaga o autor - perdoaria?

Na conclusão, Divaldo asseverou que o Espiritismo é o próprio Cristo que retornou para estar conosco para sempre, conclamando-nos à vivência do Amor incondicional e do autoamor, desdobrados no perdão e no autoperdão, para que possamos nos libertar das mágoas, ressentimentos e de todas as nossas imperfeições, que nos atrasam a marcha evolutiva e o encontro com a plenitude.

A conferência foi encerrada com o Poema da Gratidão, de autoria do Espírito Amélia Rodrigues, declamado com profunda emoção, deixando aos presentes a mensagem de esperança, de fé e de caridade e mostrando que todos podemos, com pequenos gestos, construir um mundo novo todo dia!

Júlio Zacarchenco.
Em 28.7.2015.

 
 
     
 
 
 
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