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Compromisso com o Espiritismo – Parte I


Quando um ideal superior incendeia o ser com entusiasmo, iluminando-o interiormente, a sua existência adquire o verdadeiro sentido psicológico, definido como a busca da plenitude.
 
É o que acontece com Divaldo Franco abraçando o Espiritismo desde a sua juventude.
 
Fascinado pelos extraordinários conteúdos da doutrina, entregou-lhe a existência, tanto na ação quanto no comportamento, vivendo toda a jornada terrestre em contínua vinculação com os objetivos propostos pelos seus paradigmas.
 
Graças à mediunidade, que o colocou em contato contínuo com o mundo espiritual, Divaldo tem sido o trabalhador incansável que não somente divulga a mensagem como a vive integralmente.
 
Viajando, sem cessar, no próximo passado [abril] dia 8 iniciou um novo périplo a Portugal, no qual o acompanhamos na condição de amigo devotado, que busca servir silenciosamente, mas sempre vigilante para o auxiliar no que se lhe faça necessário.
 
Apesar do atraso de cinco horas do voo com destino a Lisboa, chegamos à capital portuguesa, no dia 9, às 16h30, onde éramos aguardados pelo Engenheiro Victor Mora Féria e Helena Basílio, sendo conduzidos ao seu apartamento, que nos tem servido de base para as atividades naquela região.
 
Mesmo com a diferença de fuso horário com 4 horas para mais, logo depois já nos encontrávamos na sede da Federação Espírita Portuguesa, no Alto da Damaia, em Amadora, a fim de ser pronunciada a conferência programada, que contou com um público de 300 pessoas aproximadamente. O seu atual presidente, Victor Féria, embora reconhecendo a exiguidade do espaço, ali realizou o evento a fim de atrair os confrades de Lisboa e adjacências para apoiarem a Instituição máter do Espiritismo em Portugal.
 
Por sugestão de Victor, Divaldo discorreu sobre o tema Sesquicentenário de O Livro dos Médiuns, que teve lugar no dia 15 de janeiro passado, fazendo uma análise do fenômeno mediúnico na História, citando os magnos exemplos dos denominados livros sagrados de muitos povos da Antiguidade, assinalando também a Bíblia como fonte inexaurível das manifestações do mundo espiritual. Referiu-se a um pensamento de Cícero e outro de Lorde Bacon, desenvolvendo a tese com sabedoria, provocando no público um grande entusiasmo e mantendo-lhe a atenção.
Durante setenta minutos o nosso querido irmão manteve o auditório em suspenso, encerrando a conferência com a Oração da gratidão, de autoria do Espírito Amélia Rodrigues, que a muitos levou às lágrimas.
 
Encerrado o verdadeiro banquete de luz, retornamos ao lar.
 
No dia 10, teve lugar, no mesmo recinto, o seminário sobre o tema Transição planetária, inspirado na obra do mesmo nome, ditada pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda. Os ingressos esgotaram-se com muita antecedência, e embora fosse acrescentada mais uma sala com telão para mais trinta interessados, foram muitos os que não puderam participar.
 
O seminário esteve a cargo da União Espírita de Lisboa, e transcorreu em dois módulos: das 11h às 12h30 e das 15h às 18h.
 
No primeiro módulo, Divaldo estudou vários conceitos a respeito do fim do mundo, segundo ao calendário maia, os estudos a respeito do Sol, os desastres sísmicos e os astronômicos, iniciando as reflexões mais profundas em Power-point
 
Houve um intervalo de trinta minutos e, às 12h30, foi suspenso o labor para o almoço.
 
Nos intervalos, como sempre acontece, Divaldo esteve às ordens do público, respondendo perguntas, autografando, deixando-se fotografar com o prazer que lhe é habitual.
 
Às 15h, reiniciou-se o labor, quando foram estudadas as teses contidas no livro, especialmente a respeito da reencarnação prevista para os nobres Espíritos do passado e de Alcíone, uma das estrelas da constelação das Plêiades, a fim de facilitar o processo de transição planetária.
 
Também referiu-se ao socorro ministrado pelos Mentores da Humanidade às vítimas do tsunami no Oceano Índico e, consequentemente, em todas as catástrofes que vêm ocorrendo, em particular, na atualidade, quais as que aconteceram no Chile, no Haiti e no Japão...
 
Houve um intervalo e, ao reiniciar-se a atividade, um coral da União Espírita de Lisboa apresentou três números de canto e de instrumentos de corda e flauta mais deleitando o auditório que o aplaudiu com entusiasmo.
 
No módulo final, Divaldo considerou as bênçãos do futuro, especialmente as ocorrências que virão depois das tragédias programadas para este período de provações planetárias, quando a nossa Terra querida ascenderá na escala dos mundos.
A seguir, foi feita uma visualização tendo como fundo musical o Salmo 21, na belíssima composição de Gregório Allegri, adaptada por Mozart, no século XVIII, a mesma a que se refere o Espírito Miranda, num dos primeiros capítulos da sua obra.
 
Concluindo a música, Divaldo recitou a prece de São Francisco, também descrita pelo autor no citado livro.
 
Todos saíram emocionados, depois de um longo silêncio e de parecer que ninguém desejava afastar-se do auditório.
 
Só então nos foi possível descansar, retornando ao lar de Victor Féria.
 
No dia 11 pela manhã, após algumas atividades, viajamos à Maia, onde almoçamos, cerca de trezentos e dez quilômetros de jornada, seguindo, às 19h30 ao Centro Espírita Luz do Caminho, na cidade de Braga, para prosseguimento das atividades.
 
A viagem, que seria breve, em razão de um acidente na autoestrada, prolongou-se, sem que houvesse prejudicado o labor, em razão do tempo suficiente reservado para o mister.
 
Recebidos carinhosamente como sempre ocorre, estiveram presentes à palestra quase quinhentas pessoas que se instalaram no amplo salão da Sociedade Espírita e aguardavam ansiosamente o seu início.
 
Após alguns números musicais, o seu presidente fez a apresentação do Divaldo, havendo-lhe passado a palavra.
 
Divaldo abordou o tema sempre atual da mediunidade, fazendo-lhe um belo histórico e culminando com o trabalho de Allan Kardec, especialmente em O Livro dos Médiuns, sensibilizando a imensa plateia que o aplaudiu ao encerramento oitenta minutos depois.
 
Houve autógrafos e contatos com amigos de diversos anos, após o que foi servido um lanche como de hábito e retornamos à Maia, sempre conduzidos por Victor, chegando ao lar acolhedor, na Vila do Anjo, a uma hora da madrugada.
 
Ficamos hospedados em bela chácara numa das aldeias de propriedade da irmã La Salete, que dirige a bela obra no Porto, Coração da cidade, dedicada aos sem teto, aos toxicômanos, aos sofredores, como também o Núcleo Espírita Migalha de Amor.
 
No dia 12 pela manhã, mantivemo-nos em atividades diversas, viajando a Coimbra, às 16h, distante cento e dez quilômetros, a fim de inaugurarmos, às 18h, a Associação O Ninho de Mariazinha, departamento assistencial do Grupo de Estudos Espíritas Allan Kardec, dirigido pela nossa consóror Leonor Santos.
 
O local recebe as famílias necessitadas, que escolhem os alimentos, vestuários e calçados de que necessitam, uma vez por mês, sendo que os vegetais são oferecidos semanalmente. Trata-se de quarenta famílias que são promovidas e, surpreendentemente, algumas, após vencida a fase difícil, tornaram-se, na atualidade, cooperadoras.
 
Estiveram presentes algumas autoridades e um grupo folclórico que abriu a solenidade de inauguração – embora o trabalho já venha sendo realizado há mais de um ano – quando a Dra. Tyrsa dos Santos expôs o significado da obra.
 
Posteriormente, Divaldo foi agraciado com o Diploma de Associado Honorário, havendo usado, também, a palavra.
 
Concluído o labor, rumamos para a Quinta das lágrimas, local histórico na trágica existência de Leonor de Aragão, a fim de ser proferida a conferência no edifício novo, construído para esse fim. Foi a primeira vez que se realizou nesse local uma conferência espírita, vencendo-se tabus e superando-se dificuldades.
 
Esteve presente o excelente Coral Orquestrado Magno Dei, constituído por trinta cantores e dez instrumentistas, que ofereceram três números que cativaram o público.
 
Embora o salão somente comportasse duzentas e cinquenta pessoas sentadas, estiveram presentes mais de quatrocentas interessadas na conferência, que não arredaram o pé do lugar, embora a falta de comodidade, em consequência do espaço exíguo.
 
O tema que Divaldo abordou dizia respeito à Saúde e Espiritualidade.
 
O nosso irmão fez um histórico sobre a lenta aceitação de diversos cientistas do componente espiritual no ser humano, a partir das experiências com ácido lisérgico utilizado pelo escritor e cientista inglês Aldous Huxley, que publicou o resultado no livro de sua autoria Às portas da percepção. De imediato, Divaldo narrou outras notáveis pesquisas, incluindo os célebres seminários realizados em Big Sur, na Califórnia, nos anos 1907/75 que alteraram completamente o conceito terapêutico a respeito das doenças e dos doentes, dando origem, também, ao surgimento da Psicologia transpessoal.
 
Por oitenta minutos Divaldo entreteceu sábias considerações, narrando algumas experiências pessoais e, ao terminar, foi demoradamente ovacionado de pé.
 
Antes e depois da conferência permaneceu atendendo a todos, assinando livros e outros materiais, assim como conversando com todos quantos se aproximaram para saudá-lo, e que não foram poucos...
 
Aos cinco minutos da madrugada, com Victor Féria entramos no automóvel e rumamos a Loulé (Algarve), distante quatrocentos e oitenta quilômetros, chegando às 4h do novo amanhecer.
 
No dia 13, após o breve descanso, percorremos as instalações da residência do nosso anfitrião, num recanto bucólico, com jardins e pomar, os consultórios médicos e fizemos o almoço.
 
Às 19h, rumamos à Universidade do Algarve, para que fosse proferida a conferência sobre o tema Em busca da saúde e da paz, título do mesmo livro ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.
 
O belo auditório com capacidade para duzentas e trinta e oito pessoas esteve superlotado com mais de trezentas e cinquenta pessoas, que lotavam os corredores, os degraus das escadas e todo o recinto.
 
Estiveram presentes pela primeira vez o presidente da Câmara de Faro e sua senhora, que ficaram surpresos com a multidão.
 
O mestre de cerimônias apresentou a pianista Joana, que tocara em Lisboa, e que nos ofereceu dois números clássicos, que a todos sensibilizaram.
 
Organizada a mesa sob a presidência de Victor Moura Féria, teve início a reunião, havendo sido convidado a falar o presidente da Câmara, o próprio Victor e, depois de apresentado, Divaldo fez uma inesquecível abordagem do tema, estudando a visão freudiana da vida entre os impulsos de Eros e Thanatos, concluindo pela proposta espírita em torno da imortalidade. Logo depois, examinou o conceito do sentido psicológico da existência humana, conforme Jung, Victor Frankl e o Espiritismo. Por oitenta minutos, Divaldo manteve o auditório em quase êxtase, terminando sob uma explosão de palmas com todo o auditório de pé, demoradamente.
 
Divaldo foi, então, homenageado com um livro especial. Cada Associação Espírita do Algarve, nove ao todo, apresentou um pensamento retirado de um dos autores espirituais psicografados por Divaldo, sendo uma página do livro especial, cuja capa era a frase proposta pela Federação Espírita Portuguesa, sendo-nos entregue, na condição de editor das obras recebidas pelo nosso médium. Logo depois, o livro original foi-lhe oferecido e a solenidade encerrada.
Divaldo continuou autografando, conforme o fizera ao chegar, terminando, por fim, a longa e abençoada jornada e seguindo ao lar, aonde chegamos às 23h50.
 
Nilson de Souza Pereira.
Fonte: Presença Espírita, novembro/dezembro de 2011.
Em 30.01.2012.
 
     
 
 
 
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