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Um silêncio incompreensível


O Movimento Espírita enfrenta múltiplas dificuldades para manutenção de suas atividades, tanto quanto para o trabalho de expansão. Vem superando, vem crescendo, mas as lutas são grandes e variadas.
Não bastassem as dificuldades próprias de tal intento, bem como os reveses externos, há os problemas originados no seu próprio seio, por espíritas.
Mais recentemente, o meio espírita se viu, novamente, às voltas com a antiguíssima questão em que buscaram envolver Divaldo Pereira Franco e Francisco Cândido Xavier, a qual volta a circular, como se novidade fosse.
No afã de tentarem afligir Divaldo, utilizam-se da pessoa de Chico, e, ao fim, mediante exame mais imparcial de qualquer um com um mínimo de bom senso, conclui-se que tais pessoas acabam agredindo a ambos.
Fiel ao dever de gratidão, reconhecida pelo trabalho inconfundível e pelo incomparável benefício ao Movimento Espírita do Paraná que Divaldo Franco tem produzido, em mais de cincoenta anos ininterruptos de atuação, como também pelas mesmas razões e pelas mesmas dimensões que resultou dos labores dessa outra expressão magna do Movimento Espírita Mundial, que é Chico Xavier, a Federação Espírita do Paraná-FEP resolveu romper esse silêncio incompreensível, por parte das Instituições Espíritas, que dura tantas décadas, a respeito desses ataques que buscam minar o trabalho de Divaldo e, também nesse caso, redundando em ataques à pessoa de Chico Xavier, diante da posição que o colocam no contexto.
Como forma de manifestação de solidariedade e de repúdio a tais agressões e agressores, a FEP enviou carta aos Membros do Conselho Federativo Nacional - CFN, quesão as Federativas Estaduais, assim como às Entidades Especializadas; também o fez à Federação Espírita Brasileira - FEB e aos Centros Espíritas do Paraná, cujo teor logo abaixo vai transcrito em sua íntegra. No mesmo sentido está propondo ao CFN que se manifeste formalmente a respeito, quando da sua próxima reunião ordinária, no mês de novembro deste ano.
Prezados companheiros,
 
De quando em quando o nosso meio espírita se vê às voltas com novidades, nem sempre positivas e úteis.
Algumas surgem motivadas pelo desconhecimento, outras, pela imprudência de alguns, algumas chegam carregadas da má-fé de seus autores.
No momento presente, nosso irmão e amigo Divaldo Pereira Franco é o alvo de ataques dos malevolentes de plantão, que foram buscar celeuma e mal entendidos havidos em passado distante, para, requentando-as rapidamente, viessem a ter aparência de situação nova ao serem reintroduzidas no meio Espírita e não Espírita. Ao tempo em que atacam Divaldo, também o fazem com outro grande homem a serviço do Espiritismo, mesmo não se dando conta disso: Francisco Cândido Xavier.
É a velha, mas, pelo visto, insepulta questão do plágio, que há cerca de quarenta anos, tentaram imputar a Divaldo, como se esse, nas suas recepções mediúnicas, estivesse plagiando mensagens também recebidas mediunicamente por Chico Xavier, lançando mão de engodo.
Nesse intervalo de tempo, Chico consolidou imensurável obra de Difusão Doutrinária através do livro espírita e por sua exemplar vida de amor ao próximo. Divaldo também o vem fazendo, não somente pelos livros psicografados, mas pela palavra que é ouvida em todos os Continentes de nossa Terra, e, de maneira não menos importante, pela robusta obra social que mantém sobre seus ombros há décadas.
"Pelos frutos é que se conhece a árvore", máxima que se faz conhecida em vários momentos do Evangelho, mas, tudo indica, não tem servido como roteiro de identificação da verdade para alguns poucos, quando olham para o trabalho Espírita de Divaldo. As infelizes circunstâncias reincidentes que tais pessoas insistem em manter em voga, ainda também conduzidas pelos mesmos autores, nos levam a concordar com Eclesiástico (23,20) que diz “um homem habituado a palavras injuriosas não se corrigirá em toda a sua vida”.
Por mais evidente a obra levada a efeito por Divaldo e Chico Xavier, trabalhadores Espíritas da primeira hora, construída com fidelidade doutrinária e cristã, não tem sido suficiente para fazer ver àqueles olhos revestidos com lentes de má-fé, que estamos diante de vida de virtudes. O Cardeal Richelieu dizia: “Dai-me seis linhas escritas pela mão do homem mais honrado, e acharei nelas algum motivo para enforcá-lo.” Mais de meio século a serviço do Cristo dão mais do que seis linhas escritas com tintas de luz.
Ambos os personagens se fizeram silentes nesses anos todos, pois concluíram que apenas o silêncio é o desprezo soberano. Até porque, segundo São Francisco de Sales, “o ruído faz pouco bem, o bem faz pouco ruído”.
O Movimento Espírita do Paraná muito deve a Divaldo e a Chico Xavier.
A Federação Espírita do Paraná - FEP vem a público para registrar seu reconhecimento e gratidão a esses dois baluartes da Difusão Doutrinária, manifestando seu desagrado pelo desserviço que determinadas pessoas causam ao Movimento Espírita Nacional e Internacional, ao se lançarem nessa frenética e infelicitadora empreitada de falsas acusações e calúnias.
Ato contínuo, a FEP propugna às demais Federativas do País e Membros do Conselho Federativo Nacional - CFN, que, na próxima reunião do Colegiado, haja deste formal Manifesto de solidariedade e gratidão ao dedicado trabalho de Divaldo Pereira Franco e Francisco Cândido Xavier, em prol da melhoria e consolidação do Movimento Espírita Mundial, pois todos somos grandemente devedores dos dois, verdadeiros titãs da Divulgação Doutrinária e do trabalho caritativo, numa demonstração e testemunho de que “o trabalho é o amor tornado visível” conforme recita Khalil Gibran. É o mínimo que nossa razão aconselha para o momento, e a razão deve ser a luz e a lâmpada da vida.
E até lá, fica a sugestão para que as Federativas, responsáveis pelo Movimento organizado e pela dinâmica da tarefa da Unificação, cerremos fileira, nos solidarizando com esses baluartes da Divulgação Espírita, esclarecendo às respectivas Instituições filiadas de cada Estado, para que façam o mesmo, robustecendo com nossos testemunhos de gratidão e solidariedade, os valores nobres tão bem vivenciados e exemplificados por esses insuspeitos Missionários do Bem na Terra. Que as manifestações de apoio ganhem os mais variados meios de divulgação, hoje, infelizmente, sendo fartamente utilizados para disseminar as sombras da inverdade e espalhar desconforto e desserviço no meio Espírita e não Espírita.
Realmente, pelos frutos é que se conhece a árvore. Algumas árvores dão frutos saborosos e altamente nutritivos. Outras dão frutos amargos, bem do sabor da calúnia e da maledicência.
“A caridade e a fraternidade não se decretam em leis. Se uma e outra não estiverem no coração, o egoísmo aí sempre imperará.” É o alerta que nos traz o Evangelho segundo o Espiritismo, em seu cap. XXV, item 8.
 
Fraternalmente.
Maria Helena Marcon
Presidente
 
Publicado no Jornal Mundo Espírita, em setembro de 2007.
 
     
 
 
 
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