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Ampliando os horizontes espirituais da Terra - Parte III


 
Fomos recebidos por amigos que nos conduziram imediatamente ao hotel.
 
Às 17h, seguimos ao edifício, que foi considerado, antes da guerra, como o mais belo do país. Destruído e reedificado, ainda ostenta as glórias do passado, na sua arquitetura magistral. É constituído de diversas salas para conferências.
 
Konrad organizou um seminário de dia inteiro com oradores convidados de diversas religiões, incluindo terapeutas alternativos.
 
Às 18h, iniciou-se a nossa atividade.
 
Visitamos a Polônia desde o ano de 2005, quando Divaldo proferiu a primeira conferência espírita no país, depois da Segunda Guerra Mundial, conforme relatamos oportunamente.
 
Desde então, retornamos cinco vezes com esta jornada de divulgação da doutrina.
 
Em razão da primeira jornada, no ano seguinte foi criado o Grupo de Estudos Espíritas Léon Denis, hoje membro do Conselho Espírita Internacional.
 
Estiveram presentes 94 pessoas, número superior ao do ano passado, o que demonstra o crescimento da proposta libertadora entre os poloneses.
 
Divaldo abordou o tema proposto Em busca da felicidade, sendo traduzido por Konrad, em excelente, dupla. O público, a princípio, manteve-se numa atitude de reserva, que Divaldo soube superar de maneira magistral, conseguindo romper o gelo, facultando a transformação radical do auditório.
 
Divaldo fez um estudo da felicidade, conforme os padrões do Oriente e do Ocidente, passando pelos grandes filósofos de ontem e de hoje, culminando com Jesus e a Doutrina Espírita, deixando indelével impressão, que originou um aplauso demorado.
 
De imediato, vieram as perguntas, que deveriam ser cinco, mas o interesse do público era tão grande que Divaldo aquiesceu em responder a doze, e seguiria, caso houvesse mais tempo no auditório.
 
Logo depois, Divaldo autografou as traduções dos seus livros mediúnicos ao polonês: Vida feliz, Momentos de meditação e Momentos de saúde, sendo que o primeiro foi traduzido pela Ana Bartesch. Está traduzido já, também, pelo Konrad o Após a tempestade, que foi o tradutor dos dois outros, todos ditados pela benfeitora espiritual Joanna de Ângelis.
Pessoalmente, Divaldo atendeu a várias solicitações, demonstrando a grandeza e autenticidade, ao descrever Espíritos que acompanhavam alguns pais desolados e que vieram em busca de consolação, levando-os a demoradas lágrimas.
 
CRACÓVIA/POLÔNIA
 
Às 21h30, retornamos ao hotel, e, no dia 30, pela manhã, seguimos com os amigos-irmãos gaúchos à estação ferroviária, a fim de rumarmos à Cracóvia, em uma viagem de 2h40.
 
Alguns poloneses de Varsóvia acompanharam-nos à Cracóvia, o que foi uma bela demonstração de fraternidade. A Cracóvia é cidade veneranda da Polônia, a segunda mais importante do país, onde se encontram museus evocativos da última guerra, pois que, o gueto judeu da cidade foi terrivelmente destruído pelos nazistas. Ali estão os campos de concentração e de extermínio, o museu dedicado a Schindler, o benfeitor e salvador de milhares de judeus.
 
Sandra e Mônica foram da Suíça para participar dos eventos nessa cidade e em Auschwitz.
 
A conferência, no auditório do hotel, no qual nos hospedamos, teve como tema central a Reencarnação, para um público de 41 pessoas, sendo essa a primeira palestra espírita pública na cidade, onde o Espiritismo é totalmente desconhecido.
 
Divaldo abordou o tema, utilizando-se das quatro posturas das pessoas, segundo Dr. Banerjee, a respeito da reencarnação: as que não creem, as que afirmam que a sua religião não a aceita, as que aceitam e aquelas que mantêm uma atitude neutra, buscando provas...
 
Em cada etapa, o nosso médium superou-se, dedicando-se à interpretação do pecado original, do batismo e do renascimento pela água (a fecundação), produzindo grande impacto no auditório. Logo depois, numa análise científica bem elaborada citando os melhores investigadores da atualidade, tais como o próprio Banerjee, Drs. Ian Stevenson, Ernani Guimarães Andrade, os estudiosos de 2.000 casos na Universidade de Virgínia (USA), Brian Weiss, narrando casos sobre reencarnações, os exemplos de meninos prodígios e daqueles que se recordavam de haver vivido antes: Mozart, Kim Wong Yang, Zerah Colburn e outros.
 
Divaldo falou por 80 minutos, após os quais atendeu a 10 perguntas verbais com a excelente tradução do Konrad e dispôs-se a autografar os livros. Nesse momento, um imenso grupo formou-se a sua volta com perguntas e sofrimentos pela morte de familiares queridos que Divaldo identificou, demonstrando a excelência das suas faculdades mediúnicas e provocando muitas lágrimas nos que ficaram na Terra, encontrando consolo nas mensagens que lhes foram transmitidas. Duas horas e trinta minutos depois foi o encerramento entre abraços e promessas de retorno.
 
MUSEU DO HOLOCAUSTO EM AUSCHWITZ
 
No dia 31, tomamos um ônibus com os amigos gaúchos e outros que vieram de Varsóvia com destino a Auschwitz, a cidade onde se encontra o terrível campo de extermínio.
 
Uma hora e meia de viagem e eis-nos em Auschwitz, cujo nome polonês é Oswiecim.
 
Após irmos à pousada Salesiana, na instituição fundada na Itália por Dom Bosco, seguimos ao campo de extermínio com uma jovem guia, para conhecermos a triste história, além de tudo quanto já sabíamos. Não tínhamos ideia do que nos aguardava...
 
Inicialmente, o lugar é hoje visitado por milhares de pessoas de diversos países do mundo, diariamente. Logo após acompanharmos a história das atrocidades abomináveis, por mais serenidade que mantivemos, ficamos profundamente chocados. Todas ou quase todas as mulheres e crianças que chegavam ao campo, tanto neste número um como em Birkenau, eram sumariamente enviadas à câmara de gás e logo depois incineradas nos fornos, ou ao livre, quando os fornos não davam vencimento aos milhares de assassinados por dia. Basta recordarmos que no verão de 1944, em 66 dias foram assassinadas mais de 500.000 pessoas, cuja culpa era haver sido judias ou polonesas, ou de outras nacionalidades odiadas pelos nazistas...
 
O cinismo e a crueldade nazista colocaram no portão de entrada, através do qual as vítimas não sairiam, a frase hoje muito conhecida: Arbeit macht frei (O trabalho liberta), ironizando os escravos que morreriam de fome, exaustão e doenças terríveis...
 
Somente de cabelos foram cortadas e amontoadas sete toneladas, não se considerando os que eram enviados a Berlim para serem transformados em tecido para adornos e camisetas para os soldados que desconheciam de como eram feitas as mesmas. O depósito de óculos, outro de pentes, outro de próteses para deficientes, inclusive, alemães, que eram assassinados em nome da raça superior que não podia produzir pessoas inválidas e os milhares de maletas, de sacos, que foram salvos de ser queimados quando os nazistas perceberam a chegada dos aliados, causou-nos a todos tremendo mal-estar. A câmara de gás e, ao lado, os fornos crematórios são de produzir horror...
Depois de várias horas visitando os barracões e ouvindo as histórias horripilantes das experiências científicas e ver as fotografias das vítimas esfaimadas, retornamos à cidade, preparando-nos para a conferência, que teve lugar no Palácio da cultura, na Universidade de terceira idade.
 
Esteve presente um público de 116 pessoas para ouvirem Divaldo abordar o tema sobre a Felicidade,  o que foi realizado com brilhantismo, apesar do cansaço visível em nosso orador, conseguindo arrebatar o público que o aplaudiu três vezes, na bela tradução de Konrad e que, ao terminar, ovacionou-o de pé, algo muito raro naquela instituição nobre do país.
 
Divaldo foi homenageado com um bouquet de rosas vermelhas e, a seguir, autografou as cadernetas dos alunos, como o fazem os professores, prosseguindo com assinatura dos seus três livros psicografados, um dos quais, Vida feliz, esgotou.
 
Saímos do auditório em júbilo e agradecidos a Deus por tanta misericórdia e com novo convite para retorno, que somente o Senhor poderá definir...
 
PRAGA E BRNO/REPÚBLICA CHECA
 
Chegando ao Salesiano, antes de Divaldo deitar-se, o Espírito Vianna de Carvalho escreveu a mensagem intitulada Crueldade inimaginável (...)
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No dia 1º de junho, viajamos de retorno a Cracóvia, onde tomamos o avião com destino a Praga, havendo sido recebidos por Josef Jackulak e Alzier Cosenza que nos conduziram à residência do embaixador da Suíça, André Regli, onde ficamos hospedados.
 
Às 18h, seguimos ao auditório habitual em Praga e tivemos 38 pessoas que participaram da atividade, cujo tema foi Mediunidade : nosso contato consciente ou inconsciente com o mundo espiritual, com tradução ao checo por Josef Jackulak, que o fez de maneira brilhante, durante 75 minutos. O público aplaudiu uma vez durante a mensagem e, ao terminar, foi uma verdadeira ovação.
 
Foram feitas algumas perguntas, que Divaldo respondeu com a claridade intelectual e emocional que lhe são peculiares.
 
Tanto no intervalo como depois da palestra Divaldo esteve autografando os livros mediúnicos traduzidos ao checo por Vlado e Josef.
 
O Sr. Embaixador da Suíça e vários funcionários estiveram presentes, assim como Edith Burkhard que veio de Winterthur e Rejane Planas que chegou de Viena, a fim de estarem conosco nos dias que se seguiram, a partir daquele.
Terminada a conferência, retornamos ao lar, a fim de fazermos a refeição e o necessário repouso.
 
No dia 2, seguimos a Brno, na República Checa, em dois automóveis e os gaúchos acompanharam-nos em uma van especialmente alugada para seu transporte, durante duas horas de marcha, rumando diretamente ao local da conferência cujo tema foi Transição planetária.
 
Encontravam-se presentes 38 pessoas e o tema, com a tradução feita por Josef Jackulak, foi excelente. Embora a abordagem fosse numa técnica menos complexa, em razão do público, os resultados foram surpreendentes, o que pôde ser constatado pelas perguntas que vieram após o intervalo habitual.
 
VIENA/ÁUSTRIA
 
Ao concluirmos o labor com entusiasmo comovedor, rumamos a Viena, durante mais duas horas de automóvel e hospedamo-nos na residência do Josef.
 
No dia imediato, dirigimo-nos à cidade de Villach, distante 390 quilômetros de Viena, em automóvel e van, demorando-nos quatro horas e trinta minutos, em razão de parada na estrada encantadora.
 
Fomos diretamente ao hotel do ano passado, porquanto a sala era a mesma reservada pela consóror Beatriz Grundinger, naquela bela região da Cárnia austríaca.
 
Para o nosso encantamento a consóror Euda Kummer e dois dos seus filhos foram participar do evento, viajando seis horas em automóvel, assim como diversos amigos de Viena que seguiram de trem, dando um sabor emocional muito enriquecedor.
 
Igualmente tivemos a visita das senhoras Hanna Manuncredo, da cidade de Debant, no Tirol, que já havia ido a Paris para ouvir Divaldo e impor-lhe a presença em 2012, que agora confirmava o pedido, acompanhada de sua filha Manuela e uma peruana...
 
O tema elegido foi Transição planetária e suas consequências na sociedade moderna, traduzido muito bem por Edith Burkhard que veio de Winterthur especialmente para as atividades em língua alemã, num minisseminário de três horas.
 
Estiveram presentes 42 pessoas e o tema tornou-se muito atraente, em especial por causa de um incidente de humor que colocou os presentes muito à vontade.
Após 70 minutos de conferência, foi facultado o intervalo e, logo depois, apenas 5 perguntas foram encaminhadas ao orador que as respondeu com brilhantismo e muita delicadeza. Estando presente uma senhora italiana que informou ser católica fervorosa, Divaldo narrou comovedora história sobre o Papa João Paulo II conseguindo levar o auditório às lágrimas.
 
Terminada a reunião, todos estávamos muito cansados, como era natural, e após o jantar, recolhemo-nos ao repouso.
 
No dia 04, pela manhã, retornamos a Viena, num percurso belo e longo de 4h30 minutos, conforme nos referimos anteriormente, chegando às 14h, sendo esse o primeiro dia para repouso, após 28 outros de atividades ininterruptas, isto porque, no dia 05, seria o seminário de dia inteiro.
 
No dia 05, a partir das 10h, iniciou-se o seminário sobre o mesmo tema Transição planetária e as consequências para a sociedade contemporânea, com o auxílio do Power-point  e a tradução de Edith, que se transformou em um verdadeiro sucesso para um público de 56 pessoas, sob o patrocínio do Verein fur spiritistische Studien Allan Kardec (Sociedade para estudos espíritas Allan Kardec), dirigido por Josef Jackulak.
 
Divaldo esteve na Áustria, especialmente em Viena, nos últimos 22 anos, sem solução de continuidade, e hoje existem 4 grupos, sendo essa a sociedade mais antiga e a que nos acolhe com maior frequência.
 
Fazendo oportuna e sábia abordagem do tema, Divaldo recordou os fenômenos sísmicos, os desafios modernos e as demonstrações das mudanças planetárias, fez um intervalo e prosseguiu até as 13h, quando houve o almoço
 
A partir das 14 horas, deu continuidade ao labor com belas páginas espirituais demonstrando as consequências que advêm para a sociedade contemporânea, durante este período, dando mais um intervalo e culminando com as perguntas e respostas, atingindo o clímax com a meditação terapêutica baseada na música Miserere.
 
Terminado o abençoado trabalho, todos saímos magnetizados pelo bem e pela paz, viajando à vila de Oberhauzental, em que reside Rejane Planas para um jantar confraternativo com a família e os amigos gaúchos.
 
No dia 05, saímos pessoalmente com os companheiros para darmos uma volta pela cidade, enquanto Divaldo permaneceu no lar em atividades pertinentes ao seu labor.
 
Nilson de Souza Pereira.
Fonte: Presença Espírita – Encarte Especial – julho/agosto 2011.
Em 13.09.2011.
 
     
 
 
 
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