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13º Movimento Você e a Paz com Divaldo Franco – 2010


Decorridos 45 anos e tendo acumulado uma expressiva bagagem de trabalho de dedicação e assistência a milhares de pessoas socialmente carentes, à frente da Mansão do Caminho, tendo visitado centenas de presídios masculinos e femininos, bem como diversas casas de correção, Divaldo Franco sente que ainda não era o suficiente. Fortemente sensibilizado com o cenário estampado no tecido social, fruto dos seus relacionamentos, resolve, portanto, colocar em prática um novo e altamente significativo sonho: a construção de um Movimento sobre Você e a Paz.

 

Como um verdadeiro semeador, sai a lançar a semente da Paz conclamando todas as pessoas para a imprescindível reflexão em torno da paz pessoal, sendo esta o fulcro gerador daquela que estará presente no seio da humanidade.

 

Ação de tal envergadura leva-nos a lembrar, por associação, da proposta apresentada pelo Mestre Jesus na parábola do semeador. Muitos nos encontramos entre aqueles nos quais o nível de consciência não possibilita a compreensão da mensagem em sua profundidade de significado ou entre os que não têm estrutura para suportar as tribulações da vida, ou à semelhança do moço rico e daqueloutro jovem que necessitava primeiro enterrar o seu próprio pai, das citações neotestamentárias, suas buscas estão direcionadas para as posições de destaque, o poder, a estabilidade financeira, o gozo, etc; contrapondo-se a estes últimos, uma parcela significativa da mole humana estagia entre os que se constituem em verdadeiro solo fértil produzindo em abundância.

 

Com a convicção de que o seu sonho de agora – hoje, é bem provável que por parte de alguns, encarado como utopia -, amanhã será uma realidade, Divaldo Franco realizou no dia 19/12 o XIII Movimento Você e a Paz com o mesmo entusiasmo do primeiro, aliás, corrigindo, pareceu-nos bem mais vibrante, mais vigoroso, mais uma vez contagiando a todos nós. E, convenhamos, tratando-se de uma culminância, não podia ser de outra forma o encerramento do XIII Movimento Você e a Paz, na praça do Campo Grande.

 

Foi, indubitavelmente, um momento de grande significado, um grandioso espetáculo em prol da paz, da não – violência, no qual experimentamos inesquecíveis emoções. O público que se fez presente – estimado em cerca de vinte e cinco mil pessoas – participou de maneira ativa e contagiante, vibrando e aplaudindo cada momento do conjunto de atividades. Além do significativo público presente na praça do Campo Grande, o evento pôde ser acompanhado por um número expressivo de telespectadores no território nacional e internacional, já que transmitido ao vivo via internet e satélite pela TV CEI. O site teve um total de 2.542 visitantes, sendo 2.124 do Brasil e 318 de outros países.

 

A parte artística, composta de conjuntos musicais, causou um bom impacto, particularmente nas duas últimas apresentações, incluindo a do cantor e compositor Nando Cordel que encerrou o momento de arte, mais uma vez encantando e fazendo com que a emoção brotasse nos sentimentos de todos os presentes, como também na sua própria, ao adentrar o palco conduzido pelas mãos de Divaldo P. Franco.

 

Após a apresentação de Nando Cordel tivemos um outro momento de grande emoção e rara beleza que foi a execução do Hino Nacional Brasileiro.

 

Durante a apresentação do cerimonial o responsável pelo mesmo destacou uma citação da veneranda Joanna de Ângelis, que sintetiza a míope visão da sociedade atual a respeito da temática: Inegavelmente, os horizontes do futuro apresentam-se, do ponto de vista imediato, sombreados pelo desespero e pela anarquia, porquanto é visível e assustadora a presença do crime de todo jaez ante os braços cruzados da cultura submetida ao talante dos dominadores de um dia... Apesar dessa paisagem triste, que se vem alastrando pelos diversos quadrantes do orbe terrestre, uma tênue luz de esperança começa a diluir-lhe as sombras dominantes, no rumo de um meio-dia claro de Sol e de bênçãos.

 

 A entrega do Troféu Você e a Paz, láurea instituída pela Mansão do Caminho no ano de 2000, que objetiva homenagear três importantes segmentos que se destacaram em favor da paz no mundo – Empresa que viabiliza, a Instituição que faz e a Personalidade que se doa -, este ano alcançou os dois últimos segmentos e os agraciados foram: CEBRAPAZ (Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz); Fundação Arte de Viver; IBR – Instituto Bahiano de Reabilitação; Escola Picolino de Artes do Circo; o artista plástico Sr. Alberto José Costa Borba ( Bel Borba); a produtora, empresária, historiadora e fundadora do Instituto Educativo e Cultural Araketu, Sra. Vera Lacerda; e o ator Renato Prieto,  que desempenhou o papel de André Luiz no filme Nosso Lar.

 

Contamos, também, com a presença dos representantes de alguns países. Tais como: Sr. Milciades Lezcano, Presidente da Federação Espírita do Paraguai; Sr. Oliver Spranger da Suíça; Sr. Miguel e Sra Dulce Bertolucci de Montreal – Canadá; Dr. Miguel e Sra. Terezinha Sardano de São Paulo; Sra. Suely Caldas Schubert, da cidade de Juiz de Fora; Sr. Lucas Milagres da cidade de Divinópolis e Sr. Paulo Salerno com a caravana do Estado do Rio Grande do Sul.

 

Após a solenidade de entrega do Troféu, a palavra foi franqueada aos oradores Ruth Brasil Mesquita, Deputado Luiz Bassuma e Marcel Mariano, que focaram seus discursos no patamar em que a humanidade ainda se encontra, agressiva, violenta.

 

Apesar desta constatação, os atos violentos não são compactuados pela maioria, destacaram. O homem, embora ainda não conseguindo desarmar-se e praticar a não-violência, tem alcançado, com grande esforço, construir na sua intimidade a paz, pacificando-se para tornar-se um pacificador, como tantos vultos da humanidade e do Brasil lograram alcançar.

 

Divaldo Pereira Franco, pregoeiro da não-violência, educador por excelência, fez uma historiografia da trajetória de violência da humanidade, afirmando que as conclusões são as mais lamentáveis possíveis.

 

A falta de educação, os lares que foram destruídos, a desintegração da família em nome do modernismo, a exaustão das funções sexuais, que para poder prosseguir na sua libido, necessitam do auxílio de substâncias químicas, as injustiças sociais, a impunidade são algumas das causas de aflições, geradoras de violências praticadas pela criatura humana.

 

O embaixador da paz reiterou que a solução para tão graves problemas encontra-se em uma assertiva do ínclito codificador da Doutrina Espírita, Allan Kardec, na questão 685ª, na qual assevera que a educação é a única solução para o problema do materialismo e da iniquidade, não a educação formal, dos livros, a curricular, mas a educação dos sentimentos morais, com valores éticos.

 

Destacou, ainda, os feitos de várias personalidades na construção da paz permanente, isto é, a paz íntima que se exterioriza em ações pacificadoras. Na sua magistral oratória, e apoiado em ações, Divaldo demonstrou que todos são capazes de implementar a paz, modificando paulatinamente a estrutura psicossocial da humanidade através de ações educativas e dignificadoras da criatura humana, não silenciando diante das mais variadas formas de violência, e sentenciou: O nosso silêncio é covardia moral e aquele que deseja a paz não pode se acovardar diante do poder arbitrário dos que são injustos e indignos. É necessário que a nossa paz seja dinâmica; nós não discordamos para a luta, por isso nós abrimos a mão e afagamos a não-violência, jamais a conivência.

 

A violência morre no algodão da compaixão, ela silencia a sua voz no silêncio grandioso do amor, da ternura, da solidariedade, elucidou o querido embaixador da paz.

 

Para sermos realmente pessoas de paz é necessário recordar as palavras do profeta Elias, o fruto da justiça é a paz.

 

O amor é o nosso grande desafio, é um convite da vida para aqueles que amam. Que amem mais e não tenham vergonha de proceder bem, como foi versado pelo insigne Rui Barbosa.

 

A criatura humana é investimento de Deus. A paz é possível quando o homem tornar-se pacífico e consequentemente ser pacificador, finalizou.

 

Ao final, emocionada, a grande massa humana presente, em uníssono, cantamos a canção Paz pela Paz, capitaneada por Nando Cordel e Divaldo Franco. As pessoas abraçavam-se na praça. Estava encerrada, de forma magistral, a 13ª edição do Movimento Você e a Paz.

 

João Araújo.

Fonte: Revista Espírita, janeiro/fevereiro de 2011.

Em 18.03.2011.

 

 

 
     
 
 
 
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