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Livro espírita bate recorde de venda em lançamento em livraria leiga




No lançamento do livro “Quedas e Ascensão”, do médium Divaldo Pereira Franco foi um marco para a literatura espírita do Brasil.

Foi a primeira vez que o orador espírita fez uma noite de autógrafos, fora do meio espírita. O local foi o Shopping D, em São Paulo, na Loja da Siciliano, na noite de quinta-feira, dia 29 de janeiro.

Em quatro horas, Divaldo cumprimentou mais de 1.000 pessoas e autografou 780 livros, batendo todos os recordes num lançamento. O presidente do Conselho da Editora Siciliano, Oswaldo Siciliano, se fez presente, mostrando-se surpreso pelo público que compareceu, superando todas as expectativas.

“Quedas e Ascensão” é da autoria espiritual de Victor Hugo, o renomado escritor francês. É um romance cativante, que prende a atenção do leitor desde as primeiras páginas. O cenário inicial é a Espanha do século XIX, e nos reporta às touradas, através dos olhos e sentimentos de Pilarzito, El Conquistador, personagem central da obra.

Dos louros das touradas para os louros da vitória ante as batalhas da transformação íntima, mais de 300 páginas de emocionante leitura e propostas para reflexão.

“Quedas e Ascensão” é o 5º romance de Victor Hugo, pela mediunidade psicográfica de Divaldo Pereira Franco, encontrando-se o 6º em fase final de elaboração.

Quem pense, contudo, que o tribuno baiano descansou, após o significativo evento, se engana. Sua maratona, em nome da divulgação espírita, não cessa. Ainda em São Paulo, coordenou Workshopp, no final de semana que sucedeu o lançamento, dali seguindo ao Rio Grande do Norte, a convite da Federação Espírita daquele Estado, onde a atividade englobou uma palestra em um Ginásio e um Seminário de dia inteiro, em um Hotel.

A tarefa seguinte foi em Minas Gerais, onde proferiu palestras nas cidades de Sete Lagoas, Barbacena, Belo Horizonte e Betim.

Ao longo de sua incansável trajetória como divulgador da Doutrina Espírita, realizou mais de 10.000 Conferências em cidades brasileiras e estrangeiras. Já visitou cerca de 60 países em quatro continentes.

Fabiano Ferreira, em Miami (EUA), entrevistou Divaldo, no dia 25 de janeiro, cujo conteúdo ocupou página inteira do caderno Vida e Arte, do Jornal Diário da Região, de São José do Rio Preto (SP), com a chamada: FRANCO E O ESPIRITISMO EM VERSO E PROSA.

Da entrevista, destacamos: “Os números impressionam tanto quanto o carisma.(...) Seus livros falam de amor, compaixão, revisão de valores e crescimento espiritual.

Todos são psicografados pelo médium, que afirma ter suas obras ditadas por mais de 260 espíritos, entre eles Joanna de Ângelis, Manoel Philomeno de Miranda, Marco Prisco, Eros, João Cléofas e Victor Hugo, nomes reverenciados no meio espírita.(...)

Diário da Região – Depois de ter viajado por vários países, percebe diferenças na maneira como os ensinamentos de Allan Kardec são passados para os seguidores do Espiritismo?

Divaldo Franco – É comovedor constatar o esforço dos espíritas nos diferentes países que tenho visitado no que diz respeito à divulgação da doutrina, pois eles se empenham com abnegação para torná-la conhecida.

A grande dificuldade tem sido a falta de livros nos idiomas das nações em que se encontram. Em pesquisas em bibliotecas, os confrades têm conseguido recuperar as obras que foram traduzidas no passado, atualizam a linguagem ou fazem um trabalho correto de versão dos textos do original francês para cada língua.

Diário – Como o senhor analisa o fato de muitas pessoas se declararem católicas ou de outras religiões e ao mesmo tempo freqüentarem centros espíritas?

Franco – O Brasil é um País especial no que diz respeito à miscigenação de raças, à complexidade de crenças e culturas, e ao sincretismo religioso.

Talvez, em razão das heranças africanistas que vivenciavam o animismo (doutrina segundo a qual uma só e mesma alma é o princípio da vida e do pensamento) e o mediunismo, os fenômenos espíritas são aceitos com relativa facilidade pelos brasileiros em geral, salvo algumas exceções.

Embora de tradição religiosa católica, muitos adeptos do romanismo vinculam-se às reuniões espíritas sem abandonar o comportamento anterior, o que somente ocorre após o estudo do espiritismo e a absorção dos seus conteúdos preciosos.

Considero muito natural este fato, que também tem lugar em outros países, pelo menos durante o trânsito entre uma e outra convicção.

Diário – O IBGE aponta 2,5 milhões de espíritas, com base no Censo de 2000. O senhor acha que a religião deverá crescer? Como vislumbra o espiritismo no futuro?

Franco – Embora tendo respeito pelo IBGE, acredito que os números referentes aos espíritas não correspondem à realidade. O método utilizado pelo Censo de 2000 parece que não oferece os resultados esperados em diversas áreas, inclusive em referência ao Espiritismo. Nossa comunidade em Salvador, por exemplo, não foi recenseada, e lá somos muitos militantes da doutrina espírita. Acreditamos que em nosso País há, pelo menos, 4 milhões de adeptos.

Diário – É possível psicografar um texto ao contrário? Em todos esses anos, o que mais o surpreendeu?

Franco – Sim, é possível psicografar um texto ao contrário, fenômeno que é conhecido como escrita especular, por necessitar de um espelho para ler a página. Muitos médiuns conseguem isso com certa freqüência.

Tive ocasião de psicografar mensagens especulares durante um programa de televisão na cidade de Uberaba, chamado ‘Bigorna’, quando fui agraciado com o Título de Cidadania.

Ocorreu também nos Estados Unidos, em Ellon College (NC) e em San Antonio (Tx), após uma conferência, diante do público, com textos em inglês, idioma que desconheço.

Esse foi um dos fenômenos que muito me surpreendeu em forma de contentamento. Outros que me felicitaram foram os prefácios psicografados pelo apóstolo da mediunidade, agora desencarnado, Francisco Cândido Xavier, em Uberaba, para diversos livros, inclusive, ditados pelo Espírito Victor Hugo.

 


Diário – Além da psicografia, que outros recursos mediúnicos o senhor utiliza?

Franco – Entre as comuns faculdades mediúnicas de que sou objeto, anoto além da psicografia, a intuição, comum a todas as pessoas em variados graus de percepção, a psicofonia, a clarividência, a clariaudiência, e mais raramente fenômenos de efeitos físicos.

Diário – No Brasil, algumas religiões têm participado no Congresso Nacional com bancadas de deputados e senadores. O espiritismo tem representação política?

Franco – No momento, que eu saiba, não. Os espíritas estão muito preocupados em realizar a política de Jesus Cristo, embora consideremos de muita importância aquela que administra os povos. Os espíritas são livres para votar e ser votados. Já houve em nosso Congresso Nacional excelentes vultos que ali se destacaram vivenciando a convicção espírita, porém, sem confundir os ministérios, como no século 19, Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcante, e no século 20, Campos Vergal e Freitas Nobre.

Diário – Como o senhor analisa toda essa onda de violência que assola o mundo? Quais serão os desdobramentos?

Franco – A violência é condição inerente ao ser humano, como herdeiro das experiências passadas, quando o psiquismo transitou pelas fases primárias de evolução. Como o planeta Terra está em fase de transição para um mundo de regeneração, muitos espíritos em estágios primitivos encontram-se reencarnados e reencarnando-se, com o objetivo de apressar o próprio progresso e testar nossas resistências morais.

Infelizmente, espíritos carentes e aflitos não têm tido valores para enfrentar a realidade, o que os leva à agressividade e à violência. Por outro lado, em face das injustiças sociais, da falta de escolas, atendimento médico, trabalho, recreação, oportunidade e espiritualidade, desenvolvem mais a natureza animal do que a espiritual e derrapam na alucinação e no crime. O mal, porém, é transitório. Logo mais, a questão será resolvida quando aqueles que consideramos lúcidos e responsáveis compreenderem que somente através do amor e das leis resolveremos os problemas que afetam a todos.

 

Diário – O senhor diria que atualmente há mesmo uma forte tendência de buscar a espiritualidade? É algo concreto ou modismo passageiro?

Franco – Em todas as criaturas vige a presença divina, o Deus interno que deve ser conquistado através da oração, da meditação e do autoconhecimento. Diante disso existe, inata, uma necessidade de espiritualização do ser humano, especialmente quando defronta com aflições ou se sente esvaziado de metas e sem respostas imediatas.
A sede de Deus é um impositivo da evolução do ser espiritual. Acredito que é um fenômeno psicológico natural essa busca – a do encontro com a divindade.

Diário – O senhor acredita que hoje as pessoas assimilam mais os ensinamentos? Em que grau de evolução a humanidade se encontra?

Franco – O ser humano evolui incessantemente. Graças aos infinitos avanços da ciência e da tecnologia contemporâneas o conhecimento tornou-se essencial para uma vida feliz. A informática, a telecomunicação e outras doutrinas científicas, filosóficas, éticas e morais, ampliaram os horizontes do saber no mundo, ensejando rapidamente informações e respostas sobre inúmeras questões, o que vem facilitando a aceitação dos ensinamentos espíritas.

Isso porque as mentes estão mais lúcidas e capacitadas para entendê-los. Assim, a humanidade se encontra em um grau significativo de evolução de cultura e de entendimento, embora os numerosos bolsões de ignorância e de miséria ainda permaneçam como efeito do egoísmo e da soberba de outros indivíduos.

Acredita-se, no entanto, que o mal prevalece na sociedade, o que não é verdade. Nunca houve tanto amor e fraternidade, respeito pela vida, pelos direitos das minorias, da mulher, do cidadão, da ecologia e dos valores humanos como na atualidade. Acontece, porém, que o bem e o amor ainda não chamam a atenção da mesma forma que o crime, a hediondez, a loucura, por provocarem impacto negativo e assustador.

Mas vivemos um período de progresso incontestável, que facultará em breve a mudança das paisagens aflitivas que ainda defrontamos.


Diário – Que mensagem o senhor manda para a humanidade?

Franco – Fundamentando-me no sublime ensinamento de Jesus, quando se refere que não devemos fazer ao próximo aquilo que não gostaríamos que ele nos fizesse, convido as pessoas à reflexão, para que nunca devolvam o mal pelo mal e procurem sempre fazer todo o bem que esteja ao alcance.

Assim, se alguém não nos ama, desculpemos, porque esse não é um problema nosso.Quando, porém, não amamos, isso sim deve ser preocupante porque, então, não estamos bem. Se alguém nos odeia, perdoemos, porque ele está enfermo e o seu mal não nos faz mal. No entanto, quando somos aqueles que odeiam, isto é grave, porque nós estamos desequilibrados. Desse modo, a felicidade consiste em amar, em doar, em desculpar, em fazer todo o bem possível e avançar no rumo do grande bem. A bênção máxima da existência humana é conseguir uma consciência de paz, decorrente do bem pensar, do bem falar, do bem agir.”

( Jornal Mundo Espírita – março.2004)

 
     
 
 
 
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