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Trabalhadores da última hora – segunda parte


 

Viena - Áustria

 

O dia 25 foi reservado ao descanso, à organização das atividades futuras e Divaldo passou o dia psicografando, após arrumar as malas e programar os trabalhos em pauta.

Nada obstante, como fosse noite de estudos na Associação de Estudos Espíritas Allan Kardec, dirigida por Josef Jackulak e, convidado a fazê-lo, Divaldo aceitou. Às 18h30, seguimos à Associação e encontramos os confrades que vieram do Brasil, Edith, Vânia e mais alguns dos frequentadores habituais, num total de 24 pessoas.

Divaldo narrou a conferência proferida pelo Dr. Viriato Corrêa, na sede da Federação Espírita Brasileira, no século passado, comentando o significado de ser-se espírita e das responsabilidades. Terminada a palestra, abriu espaço a perguntas que foram respondidas com sabedoria.

Encerrada a reunião e apresentadas as despedidas, retornamos ao lar,a fim de repousarmos e prosseguirmos nos labores programados.

No dia 26, às 7h, saímos de Viena com o grupo de brasileiros que veio acompanhar-nos com destino a Debant (Tirol), onde estivemos, há dois anos. Após uma viagem, relativamente longa, pois que foram 6 horas de automóvel, chegamos e fomos recebidos pela nossa anfitriã, Sra. Hanna Manuncredo, que nos hospedou a todos (11 pessoas) no seu e no lar de uma das suas filhas. A alegria transbordava do seu para o nosso coração.

Às 19h, recebemos as pessoas que se haviam inscrito para a atividade doutrinária, cujo tema proposto era O mundo espiritual e como entendê-lo.

Estiveram presentes 64 austríacos tiroleses de diversas cidadezinhas e mais os companheiros de viagem, num total de 75. O auditório foi um lindo espaço no seu próprio lar, que atendeu bem a finalidade do trabalho.

Com a tradução de Edith, Divaldo fez uma análise histórica da crença no mundo espiritual, culminando com as informações de Allan Kardec, André Luiz e Manoel Philomeno de Miranda, durante 80 minutos. Embora houvesse reservado um espaço para perguntas. não houve nenhuma. Após o encerramento, Divaldo concedeu entrevistas de orientações particulares a diversas pessoas que ficaram tocadas pelo tema.

 

Villach – Áustria

 

No dia 27, rumamos a Villach, para a primeira experiência dessa natureza.

Uma brasileira, Beatriz Cerqueira Grundner, foi a intermediária de Josef, que organizou o evento em um hotel onde todos nos hospedamos e, para nossa surpresa, compareceram 24 austríacos, num total de 37 pessoas, incluindo os amigos que nos acompanharam e mais a Dra. Rejane Planas que viajou de Viena especialmente para participar do ágape.

O tema proposto foi Iluminação interior, que Divaldo trabalhou com maestria, analisando as conquistas do conhecimento moderno valioso e os sofrimentos que tomam conta da sociedade. Em um estudo da personalidade humana, convocou o pensamento à reflexão em torno da autoiluminação, facultando a visão das perspectivas para a conquista da felicidade.

Durante 70 minutos Divaldo, traduzido por Edith, explanou o tema, absorvido com grande interesse pelo grupo.

Antes, Josef projetou o DVD sobre a Mansão do Caminho, que a todos sensibilizou, e fez a apresentação de Divaldo, a fim de que se tomasse conhecimento dos seus feitos e valores, porque se tratava da primeira vez que se abordava o Espiritismo na região.

Mesmo facultando que se fizessem perguntas, não foram propostas em público, reservando-se alguns presentes a fazê-las particularmente. Com a sua proverbial gentileza, Divaldo os atendeu a todos, deixando um rastro luminoso e a possibilidade do surgimento da primeira célula espírita na cidade.

No dia 28, retornamos a Viena a fim de nos prepararmos para a viagem a Budapeste.

 

Budapeste – Hungria

 

Pela manhã do dia 29, com os amigos brasileiros e outros que vieram de Zurique, alguns de Viena que se uniram à Caravana, rumamos a Budapeste, a 240 quilômetros de distância.

A gentil intérprete Anne Lisa foi encontrar-nos na Citadelle, onde almoçamos em Budapeste, e, muito agradável, a todos nos cativou. Ela viveu em São Paulo onde fez o curso de psicologia, e há pouco tempo retornou à pátria.

Às 14h, descemos na direção da cidade de Peste para a palestra no local onde, nas vezes anteriores, havíamos estado.

Tratava-se de um dia com muitas atividades desde as 10h, com diversos oradores húngaros convidados.

Divaldo começou a falar às 15h sobre Comunicações espirituais conscientes e inconscientes, tema que havia sido eleito pelos diretores da instituição.

Divaldo fez uma bela abordagem, demonstrando que as comunicações entre os dois mundos sempre se deram, porém, foi Allan Kardec quem as pôde catalogar, apresentar a sua finalidade, estabelecer paradigmas e regras de equilíbrio para os médiuns e ser o primeiro experimentador consciente da fenomenologia que iria permitir o surgimento do Espiritismo. Logo depois, narrou algumas experiências pessoais que fascinaram o público.

Estavam presentes 62 pessoas, algumas vindas do Brasil, da Suíça, da Áustria, da República Checa, e, naturalmente, os húngaros.

Após dissertar por 65 minutos, houve as perguntas já tradicionais e, respondendo a um Espírito nobre que o acompanhava, citando o nome e dando detalhes, que foram confirmados. Outras perguntas também sobre familiares presentes foram atendidas e outras mais de referência ao tema receberam o melhor carinho do orador.

Terminado o labor às 17h, retornamos felizes a Viena.

No dia 30 pela manhã permanecemos no lar, enquanto se organizava o seminário intitulado A vitória sobre a depressão, patrocinado pelo Centro de Estudos Espíritas Allan Kardec, de Viena.

Às 12h50minutos rumamos ao local, uma linda sala no centro da cidade, havendo comparecido 61 interessados, alguns provenientes da República Checa, da Suíça, do Brasil, da Alemanha, e, naturalmente, os austríacos...

No primeiro módulo, Divaldo fez um estudo histórico da depressão sob o ponto de vista psiquiátrico, dando um intervalo de trinta minutos, após os quais apresentou a tela de El Greco, O sepultamento do conde de Orgaz, entretecendo considerações à luz da psicologia profunda, em torno do simbolismo existente na notável pintura de 1588. Após 70 minutos de considerações fascinantes, houve um outro intervalo de vinte minutos e logo depois foram atendidas as perguntas.

Às 19h, foi encerrado o seminário com grande brilhantismo, ocorrendo as despedidas dos amigos da Áustria e de outros países que retornaram aos lares, exceção do grupo de brasileiros que prosseguiu acompanhando-nos.

 

Istambul – Turquia

 

No dia 31, viajamos a Istambul com os amigos brasileiros, Josef Jackulak, Rejane Planas e Edith Burkhard, chegando à velha cidade em clima de paz.

À tarde,vindos de Zurique, juntaram-se à nossa caravana Mônica, Sandra e o seu genitor e esposa.

Ali nos aguardava o Dr. Halluk Beckman, responsável pela Associação Anatoliana de Estudos Filosóficos das religiões, que nos conduziu em veículo especial (uma van) ao hotel.

Duas horas depois, atravessamos o Bósforo em navio com destino à cidade no lado asiático, sendo conduzidos a um belo edifício onde se realizou a conferência.

Foi comovedora a forma gentil com que nos receberam os membros da Associação, que organizara o evento há dois anos.

Feita a apresentação de Divaldo pelo Dr. Halluk, teve início a conferência com tradução. Divaldo encontrava-se preocupado e algo tenso, por haver constatado a incapacidade do tradutor, que se anunciara com conhecedor dos idiomas português e espanhol e tinha documento como juramentado.

Foi um desastre total, porque o cavalheiro não falava um nem o outro idioma. Era guia de ônibus de turismo. Ante a dificuldade que gerara um ambiente de profundo constrangimento, a benfeitora Joanna de Ângelis informou a Divaldo que a tradução estava sendo adulterada e que deveria encerrar a conferência. Com sinceridade e gentileza Divaldo disse ao falso intérprete que ele não tinha condições de prosseguir e, assim, foi encerrada.

Membros da Associação entraram em contato com outro tradutor, esse, sim, que logo chegou, vinte minutos após, e tudo transcorreu em belo clima de paz e de júbilo, em razão do tema Imortalidade e comunicação dos Espíritos, que recebeu tratamento especial, tendo em vista as investigações de neurocientistas que constataram a realidade do ser, assim como de psicólogos transpessoais.

De imediato, após a conferência, foram apresentadas perguntas, muito bem respondidas e o ato foi encerrado.

Divaldo foi homenageado com um lindo ramalhete de lírios e um presente de porcelana delicada pintada à mão.

Divaldo agradeceu e foi aplaudido por mais de um minuto e trinta segundos, ininterruptamente.

Retornamos ao hotel, na parte asiática, emocionados e agradecidos a Deus, por mais essa bênção incomun do Seu amor.

Pela manhã do dia 1º de junho, estando o nosso hotel na parte velha da cidade, fomos visitar as Mesquitas Azul e de Santa Sofia, na busca de reflexões e de conhecimentos.

Ambas, deslumbrantes, são marcas históricas dos períodos primevos do Cristianismo e do Islamismo.

Todos ficamos tomados de espanto pela grandeza da Azul e pela edificação da tradicional Santa Sofia (que significa divina sabedoria), hoje transformada em museu.

Descansamos um pouco e mantivemos contato com membros da Associação, interessados em conhecer o Espiritismo. Trata-se do início de um futuro possível grupo de estudiosos do Espiritismo, porquanto Divaldo atendeu diretamente após a conferência do dia anterior a pessoas portadoras de mediunidade, conhecedoras da reencarnação e interessadas em informações espíritas.

Lamentavelmente não temos conhecimento da existência das obras de Allan Kardec em turco, e iremos procurá-las para encaminhar a esses novos amigos.

À noite, voltamos a conviver com os novos amigos de orientação sufi e dialogamos sobre a Doutrina Espírita, comprometendo-nos em enviar-lhes material doutrinário para seu conhecimento.

Reservamos os dias 2 e 3 para visita a diversos monumentos históricos e, à noite do dia 3, no hotel, reunimo-nos com os amigos da nossa caravana para ouvir a leitura de mensagens psicografadas pelo nosso Divaldo, nos dois dias anteriores e realizarmos comentários evangélicos e doutrinários sobre a jornada, discutindo os temas da divulgação do Espiritismo em Istambul, encerrando com oração de agradecimentos, após duas horas de saudáveis estudos espíritas. Culminando a atividade, a nossa benfeitora comunicou-se através da psicofonia do nosso Divaldo e falou-nos a todos sobre as responsabilidades que nos dizem respeito, considerando-se a nossa convicção espírita e as oportunidades de serviço que o Senhor nos tem concedido. Emocionados, agradecemos a Deus em lágrimas a bondade do Seu amor.

No dia 3, reunimo-nos a fim de visitarmos alguns monumentos históricos, incluindo a primeira igreja do Cristianismo na cidade. Juntaram-se ao grupo, Mônica, Sandra Fassler (ambas de Zurique), seu genitor e madrasta que se encontravam na cidade e participaram da conferência de Divaldo.

Alugada uma van com lugares para nós e um automóvel para a família Fassler, visitamos as muralhas, alguns edifícios e percorremos parte do Bósforo, cujo nome procede de uma lenda grega.

Almoçamos num bairro discreto e muito belo, retornando ao hotel às 15h, para um estudo especial do Evangelho.

Às 20h, em nosso apartamento, reunimo-nos todos. Paulo proferiu a prece de abertura, Divaldo leu uma página de O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, nós fizemos a interpretação em português, seguidos por Rejane que a fez em inglês, Jacqueline em português, Edith em alemão, Rosane em português, Josef em checo, Lúcia em português, Délcio em francês, Carmem em alemão, Divaldo em espanhol e Jorge em português, num clima de alta espiritualidade. Antes da prece final que foi proferida por Divaldo, em agradecimento, foram aplicados passes coletivos, flluidificada a água e encerrada a atividade, concluindo mais um ciclo da jornada de bênçãos.

No dia 4 pela manhã começaram as despedidas de Josef e Rejane, que retornaram a Viena, enquanto nós outros e o grupo seguimos a Bonn (Alemanha), para os labores que se encontravam programados.

 

Bonn – Alemanha

 

Aguardavam-nos no aeroporto, Eric, Euda e Warren, o cantor americano, que nos levaram à Andreas Hermas Akademie, onde deveria desenvolver-se o seminário.

Os amigos brasileiros que nos acompanharam hospedaram-se em outro edifício, tal o número de candidatos que superlotou a academia.

Vieram participar do ágape Dominique, Armandine  e família, de Paris, Lu e Ana, de Viena, Manuel, Dolores e Dra. Sandra, de Réus, Espanha, Gorete Newton, de Winterthur, Suíça e alemães de diversas cidades.

Na manhã do dia 5, tivemos o início do seminário O amor incondicional e a importância do perdão.

Com tradução de Edith Burkhard e com um público de 130 pessoas, a maioria hospedada no local, foram apresentados números de piano por Warren, que cantou Old man river; a apresentação de Divaldo foi feita por Eric, um dos organizadores do evento, em alemão, e Teresa, outra organizadora, em português.

Fomos convidado a proferir a prece de abertura e a palavra foi passada a Divaldo.

O querido conferencista narrou linda história sobre Mohamet, o Justo, demonstrando a grandeza do amor e do perdão. Entreteceu considerações sobre os objetivos da vida, conforme as propostas do Espiritismo e da psicologia junguiana, depois concedeu o intervalo regular.

Concluído o intervalo, Divaldo abordou as características do ser humano, provocando emoções variadas no auditório, de riso e de lágrimas, conforme o desenvolvimento do tema.

A benfeitora Joanna de Ângelis sugeriu a Divaldo que torne os seminários oportunidades psicoterapêuticas, ensejando o riso saudável, a alegria espontânea e a harmonia que todos devem cultivar.

Após o intervalo do almoço, às 14h teve início o segundo módulo.

Divaldo prosseguiu no estudo da individualidade, demonstrando que a mesma é o Espírito imortal. Através da citação de autores contemporâneos, cientistas e pesquisadores, explicou o que é a imortalidade, a fenomenologia mediúnica, as comunicações, narrando a experiência da desencarnação de D. Anna, sua genitora.

Houve o intervalo de trinta minutos, e antes de dar prosseguimento ao estudo em torno da imortalidade, referindo-se ao significado existencial, conforme a Logoterapia de Victor Frankel, tivemos um número de canto por Maurício, que a todos nos arrebatou pela sua voz privilegiada, cantando uma ária da ópera Carmen, de Bizet, denominada O toreador, que o público acompanhou com palmas, e culminando com belas experiências pessoais.

Houve o intervalo para o jantar e, a partir das 20h, foi realizada uma visualização de grande porte, abrindo o espaço para a vivência do perdão e do autoperdão, mediante o amor incondicional.

Iniciou-se a atividade, com explicações em torno da visualização terapêutica, tendo em vista a necessidade do perdão e do autoperdão, com uma interiorização e viagem a uma área abençoada por um lago, onde foram levados afetos, inimigos e cada qual sentiu-se banhado pela luz divina.

Num clima de especial vibração de amor e paz, foi encerrada a visualização e antes de concluir o módulo, Maurício cantou a Ave Maria, de Gounot, acompanhado ao piano por Flávio, exímio virtuose do teclado.

Encerrada a atividade, todos saíram com reflexões para pensar antes de deitar.

No dia 6 pela manhã, com a presença de 140 inscritos, fomos convidado a proferir a prece de abertura do seminário, antecipado por Eric que a fez em alemão.

A seguir, Flávio acompanhou Warren, que cantou a linda canção Memory, sendo passada a palavra a Divaldo, que prosseguiu estudando o Decálogo da Logoterapia, com interpretações psicológicas e espíritas de alto nível. Após o intervalo, Divaldo abordou o tema do amor incondicional.

No dia anterior, dando prosseguimento ao tema do perdão e do autoperdão, Divaldo sugerira que, durante a noite, fossem anotados os nomes de cinco inimigos e cinco defeitos pessoais que necessitassem do autoperdão, para que, na manhã seguinte, os papéis, depois de impregnados pela energia da renovação, fossem queimados, de forma que desaparecessem os sentimentos negativos.

Dessa forma, antes do encerramento da atividade, Divaldo recolheu todos os papéis em uma sacola e com todo o grupo saímos em direção do lindo parque gramado, onde foram queimadas as heranças más do comportamento. Houve emoção, abraços e chegou a hora do almoço.

Às 14h, Maurício, acompanhado pelo pianista Paul Mac Alindin, cantou uma linda ária que a todos comoveu. A seguir, ensejou-nos o conforto de uma nova bela música e foi demoradamente aplaudido.

Divaldo passou a atender as perguntas mais variadas com belas explicações, narrando comovedoras histórias que se ajustavam à temática.

Houve o intervalo habitual e, logo depois, uma visualização terapêutica sobre o porvir saudável, e, ao encerrar a mesma, Flávio tocou, ao piano, a Sonata ao luar, de Beethoven.

Era chegado o momento da gratidão e da fixação de novo seminário para o ano de 2011, nos dias 21 e 22, por solicitação de todos.

 

Nilson de Sousa Pereira

Presença Espírita julho/agosto 2010 – Encarte Especial.

Fim da segunda  parte.

Em 31.01.2011.

 
     
 
 
 
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