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Divaldo Franco em Paranaguá


Em 11 de dezembro de 1969, na cidade de Paranaguá, realizava-se a formatura das alunas da Escola Normal do Instituto de Educação do Paraná. Dezenas de jovens novas professoras seriam diplomadas em evento público muito prestigiado na cidade, há exatos quarenta e um anos.

Minha irmã gêmea Sônia e eu, Eleonora, entre elas. Haveria também, como parte das comemorações, um evento ecumênico. Organizava-se uma missa católica romana, um culto Batista e achei estranho, pois o ecumênico se limitava às religiões citadas.

Éramos e somos de família espírita na pequena cidade de então, onde o predomínio católico era grande. Meu pai, Henrique Gutierrez e meus familiares faziam questão de declarar-se espíritas. Durante todos os anos da vida acadêmica, não assistíamos às aulas de religião, por determinação familiar, pois não se respeitava, na ocasião, o sentido amplo de religião como religare, noções de espiritualidade e transcendência, o que seria desejável em uma Escola pública em  Estado laico.  Assim, em cada aula, erguíamo-nos e nos retirávamos da sala de aula, sob os olhares maliciosos e muitas vezes risinhos irônicos da turma e professor, embora houvesse, sabíamos, em nosso meio um discreto respeito à minha família pela seriedade e  afirmação de sua convicção religiosa.

Questionei em casa a razão de não termos nós também participação no evento ecumênico. Nesse dia, estava na cidade Divaldo Pereira Franco, um digno representante da Doutrina Espírita, que viera proferir palestra, convidado pela Federação Espírita do Paraná.

Minha mãe Rachel, nessa ocasião, prestava serviço ao Lar Hercília de Vasconcellos, que abrigava crianças desprotegidas. Foi lá que  encontrou com Divaldo e lhe contou de minha indagação a respeito da formatura e da cerimônia ecumênica. Divaldo se prontificou, com alegria, a proferir uma palestra para a ocasião, representando a Doutrina Espírita, um fato inédito penso eu,  no Paraná, ao menos.

O evento aconteceu no então chamado Centro Espírita Miguel Arcanjo, comportando um significativo número de pessoas, entre formandas, seus familiares e corpo docente da Instituição. Lembro-me que, ansiosa, perscrustei o rosto de minhas professoras ao final da palestra, cujo tema falava de uma educadora de nome Mary John, e constatei que minha professora de Filosofia, Esther Nascimento, chorava emocionada. A platéia heterogênea ouviu Divaldo, em silêncio respeitoso e comovido!  A noite encerrou-se plena de alegria em todos os corações.

Foi um dia muito especial em nossas vidas, pois coroávamos com aquela extraordinária e generosa exposição de Divaldo, respaldado pela Espiritualidade que o acompanha, a afirmação aos nossos conterrâneos do que estudávamos, acreditávamos e procurávamos experienciar: a convicção de ser uma família espírita!

A gratidão e admiração que  tenho pelo médium Divaldo Franco, após quarenta anos passados é a mesma,  intensificada ainda mais por acompanhar sua vida de dedicação e amor, um cidadão do mundo a espalhar a Boa Nova.

 

Eleonora Gutierrez, membro do Centro Espírita Ildefonso Correia, em Curitiba,PR.

Fonte: Revista Presença Espírita, de março/abril de 2010.

Em 10.05.2010.

 
     
 
 
 
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