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A psicografia do médium Divaldo Franco – VII – Pt. II


Poderia ele ser indicado ao Prêmio Nobel de Literatura?

 

Mas analisemos gramatical e literariamente o verso 68 da obra Gitanjâ Li de Tagore quando encarnado, e também o verso III do livro Estesia do Espírito Tagore, psicografado pelo médium Divaldo:

Adota-se a seguinte legenda:

(SUBST) para substantivo

(VERB) para verbo

(ADJE) para adjetivo

(ADVÉR) para advérbio

(FIG. LINGUAG) para FIGURA DE LINGUAGEM

 

GITANJÂ LI, verso 68

 

Tu és o céu (SUBST) e és o ninho também.

Ó tu, cheio de beleza (SUBST) é o teu amor (SUBST) que aqui, neste ninho, prende a alma (SUBST) com cores (SUBST), sons (SUBST) e perfumes (SUBST)

Aqui a madrugada (SUBST) chega com a cesta de oiro (ADJE) na mão (SUBST) direita (ADJE), trazendo a grinalda (SUBST) (FIG. LINGUAG) da beleza para silenciosamente coroar a terra (SUBST).

E aqui, sobre os solitários (ADJE) campos (SUBST) que os rebanhos deixaram, a tarde (ADVÉR) chega por ínvios (ADJE) caminhos (SUBST), trazendo do oceano (SUBST) ocidental do sossego gotas (SUBST) frescas (ADJE) de paz (SUBST) no seu cântaro doirado.

Mas aí onde o céu (SUBST) infinito (ADJE) se estende para que a alma (SUBST) levante nele o seu voo (SUBST), aí reina (VERB) o esplendor (SUBST) branco (ADJE) e sem manchas. Aí não há dia (SUBST) nem noite (SUBST), não há forma e nem há cor (SUBST), e nunca se ouve (VERB), nunca, uma única palavra (SUBST).

Portanto, identificam-se pelos menos 33 vocábulos principais neste verso 68 de Gitanjâ Li e uma figura de linguagem, que são:

1.ALMA (SUBST)

2.AMOR (SUBST)

3.BELEZA (SUBST)BRANCO (ADJE)

4.CAMINHOS (SUBST)

5.CAMPOS (SUBST)

6.CÂNTARO (QUE QUER DIZER VASO GRANDE) (SUBST)

7.CÉU (SUBST)

8.COR (SUBST)

9.CORES (SUBST)

10.DIA (SUBST)

11.DIREITA (ADJE)

12.ESPLENDOR (SUBST)

13.FRESCAS (ADJE)

14.GOTAS (SUBST)

15.GRINALDA (SUBST)

16.INFINITO (ADJE)

17.ÍNVIOS (QUE QUER DIZER INTRANSITÁVEL) (ADVÉR)

18.MADRUGADA (SUBST)

19.MÃO (SUBST)

20.NOITE (SUBST)

21.OCEANO (SUBST)

22.OIRO (ADJE)

23.OUVE (VERB)

24.PALAVRA (SUBST)

25.PAZ (SUBST)

26.PERFUMES (SUBST)

27.REINA (VERB)

28.SOLITÁRIOS (ADJE)

29.SONS (SUBST)

30.TARDE (ADVÉR)

31.TERRA (SUBST)

32.VOO (SUBST)

 

(FIG. LINGUAG) Aqui a madrugada chega com a cesta de oiro na mão direita, trazendo a grinalda da beleza para...

 

Parte deste vocabulário do Verso 68 de Gitanjâ Li é encontrado nos versos XLV, XLIX, L, LII, LIII etc do livro Estesia.

Com relação à obra mediúnica, repetimos, a primeira coisa a destacar é o inconfundível lirismo de Tagore mas além disso façamos uma análise gramatical e literária:

Vencido pela funda angústia da minha mágoa, despertei quando o jovem rosto da manhã adornado de luz e com engas­tes de ouro (SUBST) no mar das nuvens viajeiras, me convidou para o banquete do dia (SUBST) (FIG. LINGUAG).

Tudo respirava perfume (SUBST) leve e os braços do vento (FIG. LINGUAG), carre­gando o pólen da vida, cantavam nos ramos do arvoredo deli­cada canção.

Saí a correr para fora tentando fugir da furna escura dos meus padecimentos. (FIG. LINGUAG)

A presença invisível do Bem-amado fazia-me arder em febre de ansiedade (FIG. LINGUAG), enquanto os pés ligeiros das horas corriam à frente impondo-me fadiga e desconforto...

Embriagado pelas paixões (FIG. LINGUAG), meu ser estava esfaimado pela paz (FIG. LINGUAG).

Tentando conseguir todas as conquistas, não lograva liberar-me do punhal da melancolia cravado no coração  das lembranças da tua ausência (FIG. LINGUAG).

Quando a tarde (ADVÉR) se escondeu nos longes das montanhas altaneiras (FIG. LINGUAG), extenuado e só, outra vez tombei em mim mesmo...

Por que, poderoso conquistador, não me dominaste com fortes recursos da tua soberana misericórdia, livrando-me  de mim mesmo?

A noite (SUBST) devorou o dia (SUBST) (FIG. LINGUAG), e, ao escancarar a boca negra (FIG. LINGUAG), miríades de astros coruscantes compuseram o diadema da vitória total da luz...

Só então, solitário (ADJET) e meditativo, compreendi como a minha canção de dor chegara aos teus ouvidos e me respondeste em vibrações fulgurantes de esperanças à distância.

Repouso e espero.

Penetra-me, Cancioneiro do silêncio, com as tuas melodias, a fim de que repleto de sons (SUBST) e paz, eu possa doar-me ao teu infinito (ADJET) poder, no socorro aos párias do mundo, quais eu próprio também o sou.

 

São encontradas pelo menos catorze figuras de linguagem neste verso LII de Estesia:

- despertei quando o jovem rosto da manhã adornado de luz e com engas­tes de ouro (FIG. LINGUAG)

- no mar das nuvens viajeiras (FIG. LINGUAG)

- me convidou para o banquete do dia (FIG. LINGUAG)

- Tudo respirava perfume leve (FIG. LINGUAG)

- os braços do vento (FIG. LINGUAG)

- Saí a correr para fora tentando fugir da furna escura dos meus padecimentos (FIG. LINGUAG)

- A presença invisível do Bem-amado fazia-me arder em febre de ansiedade (FIG. LINGUAG)

- enquanto os pés ligeiros das horas corriam à frente impondo-me fadiga e desconforto (FIG. LINGUAG)

- Embriagado pelas paixões (FIG. LINGUAG)

- meu ser estava esfaimado pela paz (FIG. LINGUAG)

- não lograva liberar-me do punhal da melancolia cravado no coração das lembranças da tua ausência (FIG. LINGUAG)

- Quando a tarde (ADVÉR) se escondeu nos longes das montanhas altaneiras (FIG. LINGUAG)

- A noite devorou o dia (FIG. LINGUAG)

- ao escancarar a boca negra (refere-se à noite) (FIG. LINGUAG)

 

Este estudo é muito revelador e traz indiscutíveis evidências. Naturalmente figuras de linguagem não são recursos que se usam com facilidade, e consideremos que o número delas é muito superior no livro mediúnico do que na obra do escritor.

Artigo gentilmente cedido por Washington L. N. Fernandes, de São Paulo, SP.

Em 29.03.2010.

 

 

 

 
     
 
 
 
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