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Divaldo Franco na Europa - Roteiro 2006




Ecos da Divulgação Doutrinária no Exterior - Abrindo horizontes

Inquestionavelmente, sempre que Divaldo Franco viaja ao Exterior, por onde passa insufla entusiasmo e conscientização aos espíritas locais. Não foi diferente desta vez. Tendo seguido ao Velho Continente em 9 de maio último, atuou por 23 cidades de 13 países, tendo participado de significativos eventos para o Movimento Espírita mundial, como passamos a relatar.

Seu ponto inicial dessa longa jornada deu-se em Mannheim, Alemanha, lá chegando após apreensiva viagem em razão do estado de saúde do querido Nilson de Souza Pereira, que deveria acompanhá-lo, mas que no último momento teve que submeter-se a alguns exames médicos de urgência.

Já no dia seguinte, às 15:00h, Divaldo foi procurado por um grupo de alemães que solicitou conversações sobre questões doutrinárias, que se prolongaram por 1h30min, com tradução de Edith Burkhard, que o acompanharia nessa tarefa dali em diante pelos países de fala germânica (Alemanha, Áustria e Suíça). À noite, a primeira palestra desse roteiro, com o tema O Poder da Oração, para um público de 72 pessoas, cerca de 40% alemães, o que é muito alvissareiro, pois o Espiritismo no Exterior é, ainda, via-de-regra, propulsado por brasileiros lá residentes. Após a palestra, houve o habitual programa de perguntas e respostas, sempre muito positivo e necessário para os encontros onde a Doutrina busca apresentar-se com toda a sua riqueza de conteúdo, elucidando e despertando as mentes para que possam solver suas dúvidas e perceber novos ângulos da realidade da vida, o que muito entusiasma aos que buscam respostas racionais. Embora tivesse iniciado às 19:00h, o Encontro estendeu-se até às 23:00h, tão bom estava o ambiente.

Deslocando-se para Stuttgart, a segunda cidade a ser visitada, lá inaugurou a nova sede do Centro de Estudos Espíritas Allan Kardec, em ambiente amplo e confortável. A solenidade teve início com um coral de nove vozes em alemão, após o que, Maria Gekeler, integrante daquela Instituição, apresentou um histórico sobre esse Centro, que se iniciou em sua casa através do Estudo do Evangelho no Lar. Salientou que em 11 de setembro de 2001, em face da tragédia terrorista ocorrida em Nova York e Washington houvera telefonado a uma emissora de rádio solicitando que os ouvintes orassem, tal o choque que a todos consternou. Mais tarde, após contato com outros Centros na Alemanha, iniciava ela as atividades espíritas, hoje, na cronologia de narrativa, 11 de maio, culminadas na inauguração de uma sede, como Instituição reconhecida oficialmente pelo Governo. O tema abordado, perante 72 participantes, foi Conflitos Existenciais. A tradutora, acima referida, oferece grande rapidez na versão, o que torna muito atrativas as palestras que lá são desenvolvidas.

Frankfurt recebeu-o, no dia 12, onde a abordagem foi A Busca da Felicidade, direcionado para 82 pessoas, que acorreram à belíssima sala especialmente alugada pelo Centro Espírita Allan Kardec, daquela cidade.

Nessa mesma noite, às 22:30h, Divaldo “enfrentou” com sua incansável disposição e alegria, duas horas de viagem em direção a Bonn e ao prédio onde se hospedaria para, durante dois dias, ali mesmo, realizar o Seminário de Estudos sobre A Paz Como Condição Para Alcançar a Plenitude, organizado pela senhora Hênie Seifert, Presidente do Centro de Estudos Espíritas Allan Kardec, de Erkrath-Köln-Düsseldorf. Tendo como local o Andréas Hermes Akademie, dos 132 inscritos 50 ficaram ali hospedados, usufruindo do ambiente de alta espiritualidade que se estabeleceu, sensibilizando a todos, libertos da tirania do tempo, que ali parecia ser diferente, entregues a profundas meditações. Os que conhecem Divaldo poderão imaginar como foi a ambiência quando sua maviosa e inconfundível voz, impregnada de ternura e sabedoria irradiava-se pelo aprazível salão conduzindo os pensamentos... Particularmente, já tivemos várias oportunidades de participar em eventos como esse, mas não há palavras que traduzam as emoções e os sentimentos superiores que nos visitam então, projetando-nos para a vivência de harmonias incomuns, mercê da concessão associativa de Mentores e nobres Espíritos que no-las legam, beneficiando a todos.

Então, naquele 13 de maio, sábado pela manhã, iniciando o 1º módulo do Seminário, Divaldo abordou A Evolução do Pensamento, e à tarde foram trabalhadas as emoções com estudos sobre filósofos e literatos pessimistas, assim como experiências de paz, acrescentando um histórico sobre o seu Movimento Você e a Paz, dinamizado na sua Salvador, capital baiana. À noite, empreendeu um estudo do Evangelho no Lar, com a participação do público, e no qual foram utilizados quatro idiomas: português, francês, alemão e espanhol, pois ali se faziam representar espanhóis (oito, da cidade de Réus), franceses, brasileiros e pessoas que vieram de diferentes cidades alemãs. No domingo pela manhã, a temática enfocada foi principalmente a respeito da visão da UNESCO sobre a paz, além de outros comentários, com Divaldo fazendo uma análise da vida extraordinária de Rosa Parks, a costureira americana que em 1º de dezembro de 1955, recusou-se a ceder o seu lugar, no ônibus, a um passageiro branco, sendo presa, na cidade de Montgomery, no Alabama, iniciando-se então, o movimento de libertação real do negro na grande nação americana. Com o aguardado espaço de tempo para as perguntas e respostas, foi concluída aquela Jornada, com demoradas palmas que os presentes o fizeram de pé, traduzindo júbilo e gratificação pessoais, tocados por intensa emoção evangélica.

Encerrado esse labor, Divaldo viajou durante quase duas horas de automóvel a Echternach, no Principado de Louxembourg, desfrutando de lindas paisagens e aportando nessa bela cidade européia. O grupo de espanhóis, de Réus, antes referido, também veio participar do novo evento, surgindo a idéia da promoção no próximo ano, de um Seminário nessa localidade, com a participação de um número maior de pessoas de outros países europeus, já que nesse estavam representantes de 4 nações.

Antes de sua principal tarefa que se daria em Luxemburgo, a 35 Km de Echternach, Divaldo atendeu pela manhã, a solicitação da Presidente do Grupo Espírita local, que lhe encaminhava pessoas aflitas, dedicando-lhes seu amoroso interesse. Naquele 15 de maio chegaram de Paris mais alguns franceses, incluindo a Sra. Cláudia Bonmartin, que traduziria para o francês o tema Reencarnação e Problemas Humanos desenvolvido para 101 pessoas, na sede do Centro, que foi insuficiente para atender ao grande público, em termos de Europa, que para ali acorreu, interessado.

De Luxemburgo, Divaldo retornou a Bonn via rodoviária, em trajeto de duas horas, para então, após a regular espera nos aeroportos - o que sempre é exaustivo - tomar o avião que o deixaria em Hamburgo, no norte da Alemanha. Mas aconteça o que acontecer, o querido baiano sempre se apresenta onde chega com sua inconfundível característica de alegria pela vida, pelas oportunidades, pelos reencontros com os companheiros de Ideal, que se impregna em suas vibrações e o alenta para as tarefas doutrinárias. Quão insondáveis valores residem na psicosfera desse prestimoso servidor de Jesus, que nos renovam instantaneamente...

O local do Encontro doutrinário foi o mesmo do ano anterior: a Universidade de Hamburgo, cujos 78 assistentes ligaram-se palavra-a-palavra no tema Conflitos Existenciais, sempre atual e solicitadíssimo ante a constância das crises humanas que defluem de nossas imperfeições, gerando necessidades imediatas de avaliação e de entendimento, a suplicarem socorro, paz e amenidades, que Divaldo tão bem consegue instilar, reconduzindo aos seus ouvintes para a rota do bom ânimo e da esperança. É por essas razões que sempre o caroável companheiro oportuniza, após suas alocuções pelo Exterior, o espaço para perguntas e respostas, onde os ouvintes conseguem abrir suas almas e receberer a luz da compreensão, percebendo o extraordinário contributivo que a Doutrina Espírita vem trazer ao Mundo, na sua sublime proposta de esclarecer e consolar. Destacamos que nesse dia, uma senhora húngara, Marsci Stoll, cantora do grupo Djingiskahn, cantou dois números “Spiritual”, um antes e outro depois do encerramento da palestra, contribuindo para o embelezamento dos trabalhos.

No dia seguinte, ainda dedicado a labores em Hamburgo, e com objetivos de orientar e dirimir dúvidas, Divaldo esteve às 17:00h no Centro Espírita Irmã Scheila, onde teve lugar uma reunião de estudos, seguida por outra, de natureza mediúnica. Os estudos foram assistidos por 30 freqüentadores; na sessão de desobsessão, somente permaneceram os membros habituais, transcorrida nos moldes doutrinários e muito bem dirigida, conforme assim avaliou Divaldo, nas suas específicas considerações durante aqueles trabalhos, objetivando auxiliar nos procedimentos e diretrizes espíritas.

Nova viagem aérea, no dia seguinte, quando se despediu dos confrades que mourejam na Alemanha, para agora buscar a Escandinávia. Para trás, as tristezas da despedida e da saudade naqueles que ficam, e as expansões da alegria naqueles que o aguardavam, em ansiosa expectativa. Sempre a paz e o júbilo a se irradiarem de sua alma nobre, emocionando e contagiando aos que se lhe acercam...

Durante dois dias, 18 e 19 de maio, ocorreram trabalhos expressivos, a começarem pelo Encontro Internacional da Escandinávia, na primeira etapa, e que se situou no Unity Senter, onde se reúne o Grupo de Estudos Espíritas da Noruega, dirigido pela abnegada e exemplar confreira Cristina Latini, que vem dedicando ingentes esforços pela divulgação doutrinária naquele país, noticiando pela imprensa a realização de Cursos de Espiritismo, com um surpreendente retorno em sua primeira tentativa. Agora que renova essa oferta, adiantou-nos que já existem muitos pedidos de inscrição, o que lhe era muito gratificante. É a Doutrina que avança. Para preparar os dias futuros é que Divaldo se apresentava, e para isso foi elaborado um Encontro, reservado apenas para os responsáveis pelos grupos espíritas, a fim de colocarem suas dúvidas e solicitarem orientações, emanadas de sua experiência e dos Mentores a ele ligados. Nesse evento, participaram 20 pessoas, que representavam as cidades de Oslo e Narvik (Noruega); Estocolmo, Gotemburgo e Hässleholm (Suécia), e Lynggy (Dinamarca), destacando-se as presenças de Olof e Maria Aparecida Bergman, de Estocolmo, representando o CEI (Conselho Espírita Internacional). O tema abordado foi Divulgação e Unificação - Desafios e Estratégias para a Escandinávia. Iniciadas às 18:00h, as tarefas se distenderam até às 20:00h, com pequeno intervalo de 15 minutos. Divaldo fez um estudo de 34 minutos sobre a evolução e a decadência do Cristianismo quando se transformou em Catolicismo, abrindo para perguntas, posteriormente. Foram extra-ordinárias referências históricas, entremeadas de exortações e advertências a trabalhadores e ao Movimento Espírita que tivemos a felicidade de registrar em gravação de áudio, e que pretendemos transcrever e divulgar. No dia imediato, a etapa segunda dessa estada, houve uma entrevista matinal, de 45 minutos concedida à Rádio Latina Amerika, para o programa “Sons da Lusofonia”, através de gravação a ser apresentada no domingo seguinte. À tarde, no Deichmanske Bibliotek/Grünerlokka e perante 68 participantes, foi proferida a conferência Transtorno Depressivo e Obsessivo, com tradução ao norueguês realizada por Solveig Nordström, que veio especialmente de Benidorm (Espanha).

UM FATO INUSITADO - O PODER DA ORAÇÃO

Em momento oportuno, Divaldo narrou-nos um fato sui generis, acontecido na sua última noite em Oslo.

Havia trabalhado em seu quarto de hotel até 01:30h, quando resolveu deitar-se. Tentava conciliar o sono quando começou a escutar o longo choro de uma criança, proveniente de sua parede limítrofe ao quarto contíguo. Começou, então, a orar pelo pequeno, julgando-o talvez doente. Daí a instantes houve breve pausa no alarido, para logo reiniciar-se, agora para o lado do corredor, indo e vindo aquele choro. Continuava a orar, quando novamente silenciou. De repente, abriu os olhos e constatou a presença dessa criança ao lado de sua cama, loira e tranqüila, a tocá-lo. Ficou surpreso, mas saudou-a com um “Olá!”, pondo-lhe a mão na cabeça, para a transmissão de energias. Levantou-se e notou que a porta de seu quarto havia ficado aberta, caso único em toda a minha vida, como assim se expressou. O menininho, que deveria ter aproximadamente uns quatro anos pegou a mão de Divaldo e encaminharam-se para o corredor, onde foi solucionada a questão. Lembramos da afirmativa do Espírito Eros: “A oração é luz que estabelece um hífen de poderosa união entre a alma que se abebera e a Fonte Inexaurível que a dessedenta”...

Saindo de Oslo, rumamos para Helsinque, no dia 20, compartilhando expectativas. De nossa parte, a cidade desconhecida de um país jamais cogitado; de Divaldo, a ampliação de sua área de ação, o encontro e a semeadura a uma platéia totalmente desconhecida, em terras que não há notícias de que ali o Espiritismo já se fizesse anunciado... O finlandês é uma língua extremamente complexa para brasileiros.

Chegamos às 12:15h, e rumamos para o hotel, bastante distanciado do aeroporto, conduzidos por três jovens senhoras brasileiras, lá radicadas. Fazia bastante frio, em torno de 10ºC. Às 16:30h esse grupo rumou para a cidade de Järvenpää, distante 40 km, para realizar o Evangelho no Lar. Lá encontramos Olof Bergman, representante do CEI, e sua esposa, que também compunham o grupo visitante. Foram momentos de estímulo, confraternização e enlevo. Divaldo, com sua extraordinária lucidez, tratou de evidenciar alguns procedimentos, no sentido de fundar-se um núcleo espírita na capital finlandesa, com o aproveitamento da atividade programada para o dia seguinte para estabelecimento de contatos preliminares com esse objetivo.

A palestra, proferida na tarde do dia seguinte, recebeu 27 participantes. Era a primeira vez, que se saiba, que se realizava um Encontro público naquele país para falar-se sobre Espiritismo, pelo menos depois da Segunda Guerra Mundial... Divaldo - outra vez mais - foi estupendo, discorrendo sobre Espiritismo: Ciência, Filosofia e Religião, numa extraordinária síntese, intercambiada de fatos comprobatórios da ação dos ditos “mortos” sobre os vivos, disseminando conhecimentos avançados em relação ao veiculado pela crença vigente, o Luteranismo, e incentivando a busca desses conhecimentos que apresentava, pois que os assistentes, brasileiros, tinham pálidos conhecimentos doutrinários, com poucas exceções. Mas essa é uma tarefa sublime: estimular o surgimento de novo núcleo, para depois, percebida a grandeza da 3ª Revelação, atingir-se uma maior abrangência, irradiando a outros locais. É trabalho para a paciência e a perseverança. Mas esses desafios, ninguém mais do que o Grande Baiano sabe enfrentar, despendendo sua vitalidade, apresentando seu labor corajoso, experimentando fadigas, envolvendo-se na confiança da proteção divina. É, inegavelmente, um grande testemunho de dedicação e amor a Jesus, ao Bem, e à Humanidade.

Foram muitas as perguntas que lhe endereçaram seus assistentes, que o exigiram por 40 minutos, com excelentes resultados, pois que todos evidenciaram sensibilização e interesse em novos encontros. A semente foi plantada por competente jardineiro; Jesus a regará com as providências do Seu amor.

ESPERANÇAS CONSOLIDADAS

Vinte e dois de maio, uma data festiva. Reunidos em uma ala do aprazível Restaurante do Hotel IBIS, de Varsóvia, às 18:00h, Divaldo incentivou aos ali residentes a formarem um Grupo de Estudos, encontrando receptividade. Particularmente, ficamos muito comovido, pois os que ali estavam, representando a localidade, mostravam-se como sinceros idealistas e a idéia já pertencia a suas cogitações, desde que Divaldo, no ano anterior, ali houvera noticiado, em sua primeira vinda à Polônia, sobre o conhecimento e a grandeza da Fé Raciocinada, repletando seus ouvintes de intraduzível entusiasmo, que estagiou naquelas mentes ávidas de Novas Luzes, nos meses que se seguiram. Havia solo fértil naqueles corações poloneses, traduzindo-se aqueles momentos, em significativo marco para a história do Espiritismo na querida Polônia. Na mesma ocasião, foi escolhida a denominação da novel Instituição como Grupo de Estudos Espíritas Léon Denis, uma homenagem a um dos grandes apóstolos do Espiritismo, figura exponencial que se tornou o continuador lógico da obra de Allan Kardec, e que houvera prefaciado um de seus livros com dedicação especial ao povo polonês.

No dia seguinte, pela manhã, Divaldo visitou o Gueto de Varsóvia, local onde foram assassinados pelas tropas de Hitler, 200 mil judeus poloneses, comentando-nos, por solicitação, na sua visão psíquica ter registrado a presença ainda das vozes desesperadas que clamavam por vingança e justiça, dentre uma psicosfera ambiente depressiva, de lamentos e dores, apesar dos mais de 60 anos já transcorridos. À tardinha, 18:15h. em um Centro Educacional ocorreu a lavra da Ata de Fundação do recém formado Grupo de Estudos Espíritas Léon Denis, que Divaldo ajudou a elaborar, vertida ao polonês por Konrad, seu tradutor de palestras desde o ano anterior, e assinada por todos nós, os que no dia anterior havíamos participado daquelas conversações iniciais, tornando-nos, honro-samente, sócios-fundadores. A palestra versou sobre o tema A Imortalidade da Alma Diante das Ciências Contemporâneas, seguida das habituais perguntas e respostas, como complemento das tarefas de Divaldo.

Portanto, algo bastante promissor. O Espiritismo ali começa a se enraizar, tênue ainda, mas constituindo-se, este episódio, no ponto de partida de sua sublime proposta, a de arrancar o ser humano da ignorância, levando-lhe entendimento e esperanças.

Viajamos de Varsóvia à Viena, para lá encontrarmos Nilson, que veio associar-se ao pequeno grupo itinerante, agora já tendo superado seus problemas físicos, apresentando-se muito bem, para a alegria de todos. Em 26 de maio, Divaldo seguiu para Bratislava, capital da República da Eslováquia, onde, das 18:00h às 20:00h desenvolveu seu trabalho, abordando o tema Os Conflitos Inimigos da Alma, com tradução de Josef Jackulak. Do contingente dos 52 assistentes, 80% deles eram eslovacos, o que nos permite concluir com seguridade que lá sim, a Doutrina Espírita tem “cidadania”, tendo havido boa procura pelos livros Espíritas ali expostos. Lamentavelmente, os títulos ainda não são muitos, mas certamente em dias futuros, os espíritas conscientes e capacitados surgirão para traduzir, contribuindo na expansão doutrinária...

Budapest, capital húngara foi a jornada divulgatória conseqüente, ocorrida no Internacional Association of New-Death Studies, perante 58 participantes, que se comprimiram no acanhado auditório daquela Associação, integralmente lotada. Divaldo palestrou sobre O Livro dos Espíritos que, no momento, estava com uma edição sendo jubilosamente apresentada por seu tradutor ao húngaro, Tibor Szabadi, alegria da qual todos compartilhamos. Uma professora de português e alemão, Zsuzsa Jánki, fez de forma excelente a tradução da palestra, pois havia fluência e pleno entendimento do que Divaldo ditava, sem nenhum contratempo.

Tibor Szabadi fotografou-se ao lado de Divaldo para o devido registro histórico desse outro marco significativo para o Espiritismo na Hungria, sob efusiva manifestação de alegria.

No dia 28, Divaldo já estava a trabalhar em Viena, apresentando o Seminário Conflitos Existenciais, na sede do Verein für Spiritistiche Studien Allan Kardec, com tradução de Edith Burkhard e aproveitando a solicitude do jovem Guilherme Spiegelberg que assessorou nas traduções das perguntas dirigidas em alemão. Entre 10:00h e 17:00h, com intervalo para o almoço, passamos horas agradabilíssimas desfrutando das lições projetadas e do clima de fraternidade que se estabeleceu, a todos favorecendo em vibrações de harmonia, saúde e paz.

A etapa seguinte compreendia Praga, distante 340 km de Viena, onde estávamos todos estabelecidos, dali rumando e para ali retornando a cada jornada. Viena, geograficamente, fica muito próxima das recentes capitais visitadas.

A viagem, por via rodoviária, ofereceu-nos variados encantos, por passarmos em pequenos burgos e suas estreitas ruas, como também localidades campesinas formadas por extensas plantações com tonalidades cambiantes do verde e do amarelo, emprestando beleza aos painéis da natureza, que se sucediam em gratificante profusão. Em Praga, surgiu a chuva que se tornou intensa, dificultando-nos a caminhada em direção ao local onde foi proferida a palestra, que reuniu 37 participantes, para o tema Conflitos Inimigos da Alma, o mesmo, com algumas variantes aproximadamente, desenvolvido em Bratislava, traduzido por Josef Jackulak.

De Praga fomos a Brno, outra grande cidade tcheca, distante 220 km. Dos 33 participantes da palestra, apenas cinco eram brasileiros. Divaldo abordou o tema A Busca da Verdade, assessorado na tradução por Josef e explicando no quadro de giz como realizar-se uma viagem interior, prendendo a atenção dos ouvintes, pois vários faziam suas próprias anotações e transcrições do que era escrito, com o auxílio elucidativo do amigo tradutor. Deixamos Brno em retorno à Viena, onde o grupo chegou por volta das 23:00h.

Da Áustria Divaldo foi à Suíça, na seqüência de atendimento aos seus compromissos e onde se estabeleceria, por cinco dias, em Zurique, no G-19, uma Instituição na qual sempre se hospeda e onde são realizadas as atividades que lhe competem. Às 16:00h de 1º de junho, partindo de Zurique, dirigiu-se à Dornbirn, cidade do Estado de Vorarlberg, na Áustria, mas muito próxima à fronteira entre estes dois países, despendendo-se duas horas de viagem rodoviária para alcançá-la. O tema, com tradução ao alemão foi Quais as Causas do Sofrimento? Este é o segundo ou terceiro ano que lá é pregado o Espiritismo. Por isto das 38 pessoas que compareceram, somente seis eram austríacas.

No dia imediato, uma sexta-feira, dois de junho, às 20:00h, Divaldo proferiu a palestra de abertura do Seminário sobre o tema Destino + Fatalidade = Liberdade + Responsabilidade, com 97 presenças, algumas dessas pessoas vindas de diversas cidades suíças. No sábado, pela manhã, continuou dentro dessa temática abordando A Evolução do Pensamento. Após o almoço, Divaldo promoveu a participação conjunta dos assistentes, oportunizando perguntas, e na seqüência, falou sobre Cérebro Triuno e os Emigrados de Capela, concluindo às 17:00h. Mas, se os queridos leitores pensam que Divaldo foi descansar, após ter atendido a este labor, enganam-se.

Logo que terminou, viajou a Winterthur para nova tarefa de divulgação junto ao Centro Espírita daquela localidade, que não conseguiu abrigar os 91 assistentes que lá se situaram, com vários tendo que permanecer na parte externa do prédio, presenciando através das janelas amplamente envidraçadas.

Nesse Encontro, Divaldo tão somente respondeu perguntas, num total de 18, transmitidas para o Mundo mediante o Portal Plenus, via Internet.

Na manhã do dia seguinte, lá estava ele de retorno ao G-19, em Zurique, para desenvolver a continuidade do Seminário, que o fez até as 17:00h daquele domingo, abordando temas relativos a crianças índigo, os métodos de educação de Edgard Morin, terapias para atendimento das crianças índigo e uma visualização terapêutica em torno da Iluminação interior. Na palestra final do dia seguinte, Divaldo fez uma síntese do que foi dito nos dias anteriores e acrescentou, a pedidos, a história da Mansão do Caminho. Pelo bom tempo de convivência com as harmonias que se estabeleceram, todos se emocionaram às despedidas. Os ambientes onde vigem harmonias, onde opera a Misericórdia Divina, são profundamente significativos para a alma; são concessões para uma estimativa ou avaliação do que representará ao ser humano quando conquistá-las; constituem vigorosas amostragens dos valores superiores, ou, Reino dos Céus, a motivar-nos à ação para tal objetivo. Divaldo entroniza-nos para este objetivo, por irradiar, em suas atuações a paz de que se faz portador, repartindo até a abnegação, suas dúlcidas vibrações e sabedoria, sensibilizando a todos.

No dia seis de junho, estava ele em Paris. À tarde gravou um documentário que faz referência aos 150 anos de O Livro dos Espíritos, para as celebrações a ocorrerem em 2007, sendo entrevistado nos jardins do Palais Royal, dirigindo-se, após, com a equipe de cinematografia, até a Galerie d\'Orléans, onde ficava a Librairie Dentu, ali fazendo diversos comentários sobre o dia em que foi lançada esta Obra monumental.

No local da Conferência, que se deu pouco depois, Divaldo referiu-se a campanha Você e a Paz, com tradução de Cláudia Bonmartin.

Em Lyon, cidade natal de Allan Kardec, e sob os auspícios da União Espírita Francesa e Francofona, Divaldo encontrou 80 ouvintes, na sede da Societé d\'Etudes Psychiques et Spirites, tendo sido recebido por Roger Perez, e abordado A Prodigiosa Expansão do Espiritismo no Brasil e a obra do Maior Médium do Século XX: Francisco Cândido Xavier. Ao início, Divaldo foi saudado por um padre da Igreja Católica Gaélica, não subordinada a Roma, através de uma peroração. Esse sacerdote crê na reencarnação e na comunicabilidade dos Espíritos.

A essa altura de nossa narrativa, estamos de retorno a Paris, após Lyon, quando Divaldo então foi participar de duas atividades, uma palestra, para 80 freqüentadores e, uma Reunião, junto a um Grupo Espírita recém fundado, denominado Grupo de Estudos Espíritas Joanna de Ângelis, encerrando suas tarefas em França.

O penúltimo país a ser visitado foi a Bélgica, lá chegando em nove de junho. No pequeno Grupo Camille Flammarion, ainda em formação, Divaldo fez seu trabalho sob forma de perguntas e respostas, deixando aos 32 participantes exortadoras mensagens para a continuidade. A tarefa de pioneirismo e de implantação do Espiritismo na Europa e no mundo é gigantesca e muito lenta. Requer almas vigorosas no Ideal, corajosas nos empreendimentos e perseverantes nas tarefas. Divaldo é exemplo vivo desses valores.

Novo retorno a Paris, em trânsito para a Inglaterra. Desde a gare du nord, o trem conduziu-o, por três horas e meia até Londres, onde era aguardado por alguns confrades, para ainda no mesmo dia aplicar-se aos compromissos delineados para esse último país, do presente roteiro.

Inicialmente, compareceu a uma reunião do British Union of Spiritist Societies - BUSS, onde fez a abertura, falando por 30 minutos, e posteriormente, por mais 1h30min respondeu às questões que lhe foram dirigidas, conversando com os trabalhadores espíritas dos diversos Centros lá localizados.

De Londres, Divaldo e Nilson foram até Brighton, acompanhados de um grande número de amigos londrinos, e que foram participar do mini-Seminário sobre Conflitos Existenciais, exposto em dois módulos de 1h25min cada, com tradução, aqui e em todos os demais eventos na Inglaterra, de Ana Sinclair.

A próxima cidade inglesa visitada foi Brixham, e a Conferência realizada teve como local o Conference Room Berry Head Hotel, um edifício antigo, próximo ao mar, lugar adequado para refazimento. Essa atividade foi organizada pelo Devon Spirit (Universal Heling), que home-nageou-o com um trabalho em vitral tendo o escudo da Entidade, e em nome dos espíritas da região. Um canto muito belo antecedeu essa Conferência, sendo depois lidas diversas páginas por senhoras e senhores membros daquela Instituição. A palestra teve como tema A Mensagem dos Seres Radiantes, presenciada por 200 pessoas. Muitos autógrafos foram por ele concedidos e o ambiente favorecido ensejou reconfortadores momentos de fraternidade.

O último dia do atual roteiro pelo Velho Continente foi 14 de junho e a oratória desenvolveu-se em Holborn, no centro de Londres, com o tema Desafios e Soluções da Vida. Um público de 300 assistentes gratificou os esforços empreendidos, deixando-nos a certeza de que a Doutrina prospera, e lhe está assinalada ocupar papel proeminente na sociedade moderna.

Não houve quase tempo para descanso, pois a inigualável dupla, Divaldo e Nilson, teve que despertar às 03:00h para tomar o avião que os trariam de volta à Pátria do Evangelho.

Gratificantes, sim, mas sacrificiais são essas jornadas. Só mesmo por amor, a força mais poderosa do Universo. Trabalho, solidariedade e perseverança, no dizer de Pestalozzi, podem vencer a ignorância, a incipiência, a ingenuidade e a indolência humanas, amanhando o muitas vezes árido coração do homem. Não há vitória sem esforços, glória sem sacrifícios. Aí está um fantástico exemplo, carta-viva da vivência no Ideal superior, projetando luzes em torno, socorrendo, confortando aos que chegam, aos que anteviram a excelência da mensagem espírita, e que buscam empreender a longa caminhada ascensional, porque uma alma amiga e desbravadora aplainou a estrada que conduz à libertação.

Delcio Carlos Carvalho

Fonte: Jornal Mundo Espírita - Agosto/2006

 

 
     
 
 
 
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