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Espiritismo no Sertão


A Doutrina Espírita só chegou a Paramirim - cidadezinha do sertão baiano situada na bacia hidrográfica do Rio São Francisco, entre o rio Paramirim e um lago - quando o orador e médium Divaldo Pereira Franco visitou a cidade pela primeira vez. Atendendo convite dos universitários da região, estudantes em Salvador, para as solenidades de abertura da Semana de Cultura no Clube Social em janeiro de 1972, Divaldo proferiu palestra sobre o tema “Provas da Existência de Deus”, impressionando todos com a sua palavra fácil e inspirada.

Àquela época, as dificuldades eram imensas. Não havia energia elétrica e nem estradas, mas carreiros por onde transitavam animais de carga, Jeep ou Rural com tração nas quatro rodas. As reuniões se realizavam sob a luz de lampião a gás ou quando muito de um gerador, que mal funcionava.

Mesmo com tantos empecilhos, a partir de então, ao longo desses 33 anos, Divaldo nunca deixou de atender o nosso convite, não mais para eventos exclusivamente culturais, mas, sobretudo para implantar as bases de edificação da Mensagem Kardequiana, sem dúvida o Consolador prometido por Jesus. Eram os tempos heróicos da divulgação da Doutrina Espírita nessas longínquas terras da Chapada Diamantina.

Por várias vezes, o tribuno baiano, quando se deslocava de Paramirim para palestras em municípios vizinhos, deparava-se durante a viagem com riachos caudalosos, devido às fortes chuvas. Ele corajosamente abandonava numa margem o veículo que o transportava e enfrentava as águas correntes a pé, pois não havia ponte, para entrar em seguida em outro veículo que o aguardava do lado oposto do rio, levando-o ao local da reunião.

Desde os primeiros anos dessa jornada, o devotado espírito Amélia Rodrigues, que na Terra foi abnegada e instruída mestra, começou a ditar aqui na região inúmeras mensagens pela psicografia de Divaldo, com raro e belo conteúdo evangélico, o que ocorre até hoje.

Explica a Mentora Espiritual que assim procede pela existência da lagoa, que se assemelha ao mar da Galiléia, o solo árido e um povo humilde, simples e sofredor em luta angustiante pela sobrevivência e a paz, tudo lembrando a Palestina da época de Jesus.

Passaram-se os anos. Estimulados e sempre com a orientação do abnegado médium da Mansão do Caminho, inauguramos em 05 de maio de 1980 a Sociedade Espírita Fraternidade, de Paramirim. Paralelamente, surgiram Centros Espíritas nas demais cidades da Região: Brumado, Livramento de Nossa Senhora, Rio de Contas, Boquira, Macaúbas, todos tendo como principal atividade a Jornada Espírita anual com Divaldo Pereira Franco realizada sempre no mês de julho, período em que nos reabastecemos de novas energias, fazendo-nos compreender a ingente tarefa de prosseguir, sem desfalecimento.

Epaminondas Corrêa e Silva

Fonte: Jornal Mundo Espírita - Setembro/2005

 
     
 
 
 
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