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O grande desafio


Jamais igualado, Jesus é o grande desafio para a Humanidade.

Nascendo e vivendo em pequenos lugares comuns a todos os lugares, entre pessoas simples e desatentas, que existem em toda parte e em todos os tempos, a Sua é a existência global, divisória dos acontecimentos históricos, que se fizeram assinalar pelo berço de palha, sinal épico das épocas passadas e futuras.

Péricles e Augusto, que deram os seus nomes aos séculos em que nasceram; Fídias, Sócrates e Heródoto, que marcaram o pensamento literário, artístico e histórico profundamente; Júlio César, Carlos Magno, Francisco de Assis e Michelangelo, que alteraram os acontecimentos humanos; Voltaire, Beethoven e Freud, que reformularam os conceitos filosóficos, musicais e psicológicos, ao lado de Edison, Fulton e Einstein, que sugeriram técnicas preciosas e decifraram enigmas, não se Lhe equiparam.

Não obstante a grandeza das suas realizações, vários deles se inspiraram nos Seus ensinos e não lograram sensibilizar outras pessoas na profundidade em que Ele o conseguiu.

A Sua mensagem inspirou as mais belas páginas da Literatura, da Arte e da Filosofia, arrebanhando o maior número de mártires que jamais se conheceu.

A Sua figura, que impressionava todos aqueles que O fitavam, ultrapassou o período em que viveu, abalou o Império Romano e alterou completamente a História do Ocidente.

Amado ou odiado, Jesus não deixa ninguém indiferente à Sua comunicação ímpar.

Usando linguagem simples e atual em todas as épocas, revoluciona interior e exteriormente os indivíduos que travam contato com o Seu conteúdo.

*

A indiferença não viceja em relação à Sua vida.

Mensageiro incomparável do amor, utilizaram-nO para guerras de interesses inconfessáveis.

Libertador por excelência, foi usado para justificar comportamentos escravocratas e absurdos.

Amigo de todos, tomaram-nO, através das paixões mesquinhas, como divisor de grupos e indivíduos.

Filho de Deus, confundiram-nO, propositalmente, com o Criador, dando margem a conflitos de toda ordem.

Amor ímpar, fizeram-nO símbolo de força terrena, enganosa.

Simples e abnegado em todos os atos, alçaram-nO aos tronos equívocos e aos poderes transitórios.

Imensurável na Sua grandeza, permanece incompreendido na mensagem de que se fez portador.

Para explicá-la, elaboraram teologias complexas e confusas, surgiram exegetas especializados e intérpretes exigentes, quando os puros de coração e os simples de espírito podiam compreendê-la e vivê-la sem rebuços nem afetação.

Adornam-na de símbolos e rituais, cerimônias luxuosas e sacramentos inócuos, desvestindo-a dos caracteres de amor e espontaneidade que vicejavam nos Seus lábios e conduta.

Criaram uma casta sacerdotal para ensiná-la, quando Ele sempre se levantou para profligar tal comportamento.

Convocam-nO para amaldiçoar e matar, olvidados de que Ele é vida, e vida abundante...

São os paradoxos humanos.

*

Todas as pessoas que O entenderam pelo coração, ofereceram-se em holocausto de amor ao Seu amor.

Marchavam felizes para o martírio, certas da vitória, além do corpo...

...E prossegue arrebatando milhões de indivíduos, apesar das alterações que introduziram no Seu pensamento inatacável.

O Evangelho, esta perene alegria, rico de Boas-novas, narrado pelos quatro amigos, inunda de esperança qualquer vida e enriquece de felicidade quem o lê e medita.

Dois milênios quase, depois de Ele haver morrido e ressuscitado, permanece mais vivo e amado do que qualquer outro vulto da Humanidade.

Jesus rompe com a superficialidade e penetra o âmago dos homens, alterando-lhes totalmente a existência, porque lhes demonstra a sua realidade espiritual e divina, num mundo transitório e portador de planos e oportunidades para experiências evolutivas, libertadoras.

Com algumas frases, compôs o poema de liberdade - as Bem-aventuranças, que são o momento glorioso da Sua palavra e vida.

Perseguido, crucificado, após as infamantes traição e negação dos amigos frágeis, continua convidando-nos a segui-lO e amá-lO, única forma de se alcançar a plenitude.

Amélia Rodrigues
Psicografia de Divaldo Pereira Franco,
 da obra
Pelos caminhos de Jesus, cap. 1,
 ed. LEAL, Salvador, Bahia.

Em 5.2.2020.

 
     
 
 
 
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