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Suicídio - 5.9.2019


No ano de 1994, um jovem americano chamado Mike Emme, com 17 anos, suicidou-se dirigindo o seu carro amarelo. Seus familiares e amigos distribuíram no funeral cartões com fitas amarelas, oferecendo mensagens de consolo e solidariedade às pessoas que estivessem enfrentando o mesmo sofrimento do jovem e, de imediato, a mensagem se ampliou pelo mundo. O mês de setembro, dedicado à prevenção do suicídio, foi denominado amarelo.

A prevenção ao suicídio é um dever que não pode ser adiado, considerando-se essa terrível pandemia, que vem destruindo existências preciosas em toda parte do planeta. Tem-se procurado entender porque o século da ciência e da tecnologia nos seus mais altos níveis apresenta, simultaneamente, os conflitos do vazio existencial, da indiferença pela vida e a fuga terrível pelo autocídio.

As estatísticas são assustadoras, exigindo providências urgentes, especialmente nos lares, cuja estrutura moral vem-se deteriorando com velocidade. A destruição da família, o desrespeito às tradições, a desconsideração à velhice, a sexolatria, o exagerado culto ao corpo e a violência têm substituído todos os valores que constituem pilotis de segurança emocional, deixando sem sentido a existência.

O ser humano encontra-se numa terrível encruzilhada, sem haver conseguido encontrar um rumo digno para sair da situação em que se debate, tombando no desânimo e na frustração, que o levam à depressão, ao suicídio. Torna-se urgente a volta ao lar, à escola e aos ideais que dão sentido emocional e espiritual à existência física.

Ao lado deles a fé religiosa que vem desaparecendo com a volúpia do materialismo, também responde pelo tremendo caos que nos assusta.

A irresponsabilidade de alguns indivíduos frustrados e perturbados mentalmente fazem a exaltação ao suicídio como ato de coragem e de desprezo pela vida. A cada 40 segundos ocorre um suicídio, alcançando o índice de 800 mil por ano, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

São muitas as causas do suicídio, especialmente as de natureza mental, começando pelo transtorno de humor. Além dos psiquiátricos existem os de natureza obsessiva, provocados por Espíritos do mal. Busquemos todos enfrentar o problema abordando-o com clareza, explicando os efeitos infinitamente perturbadores para aqueles que fogem da luta e sofrem no Além, bem como estimulando ao respeito pelos valores da educação e da vida.

O suicídio não resolve os dramas existenciais, porque a vida prossegue e cada qual é feliz ou desgraçado na Espiritualidade, conforme haja vivido e desencarnado. Se nos permitirmos o desenvolvimento do amor, lograremos realizar a existência feliz.

 Divaldo Pereira Franco
Artigo publicado no jornal
A Tarde,
coluna Opinião, de 5.9.2019.
Em 11.9.2019.

 
     
 
 
 
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