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Depois do Natal


É indiscutível que, nos dias que precedem o Natal e mesmo um pouco depois, paira no ar e em toda parte uma psicosfera de paz, de esperança, de alegria.

Somos quase unânimes em afirmar que o psiquismo de Jesus manifesta-se na Terra, especialmente no Ocidente, onde Ele é considerado Divino Pastor, Guia e Modelo da Humanidade, conforme asseveraram os Espíritos a Allan Kardec.

Embora a data de Seu nascimento não seja 25 de dezembro, em razão das diversas mudanças sofridas pelo calendário, especialmente quando foram introduzidos os meses de julho e agosto, sendo necessário amputar-se fevereiro, o importante é que, nessa data, em razão dos ensinamentos que se unem, o Senhor esparze misericórdia sobre a Terra.

A princípio, era a pureza dos sentimentos, quando São Francisco criou o presépio, para melhor ter-se uma ideia da região em que Ele nascera. Depois, a tecnologia foi modificando a simplicidade da gruta e introduzindo paisagens diferentes e adaptando-se às tradições de cada país.

Depois, iniciou-se a comemoração dos presentes e os nórdicos conceberam São Nicolau, transformando em Papai Noel e suas renas, modificando totalmente as celebrações que passaram a receber contributo comercial e a avidez dos negócios.

Na atualidade, a data, embora sem perder a sensibilidade que alcança incontáveis corações, transforma-se em ocasião de festa, de reunião da família, de extravagâncias e de consumismo.

Torna-se oportunidade de embelezar-se o lar, de adquirir-se móveis e utensílios e festejar-se com as mesas lautas, nas quais muito raramente faltam as bebidas alcoólicas e a alegria espontânea.

A indústria dos presentes torna-se mais importante do que o ato comemorativo: o nascimento de Jesus!

A novíssima geração humana é tão bombardeada pelas canções e comentários baseados na lenda do bom velhinho que desconhecem o real motivo das celebrações.

No exagero que a alguns indivíduos afeta, o excesso de gastos leva-os a um depois com dificuldades para resgatar os débitos assumidos.

É lamentável que o Cristianismo submeta-se aos impositivos pagãos dos ambiciosos e novidadeiros que modificaram completamente e trocaram a beleza ingênua do presépio pela árvore natalina e a grandeza do Cristo  pelo vulto sorridente do Papai Noel.

Logo mais chega o Ano Novo, e comemorações exageradas multiplicam-se em toda parte, ao invés de reflexões profundas em torno das experiências do ano que se vai, a benefício daquele que vem.

Agora que passou o Natal, aproveita para comemorar o Novo Ano com equilíbrio, sem excessos de qualquer natureza, permitindo que as lições da noite santa já passada contribuam para recolheres as bênçãos dos futuros dias.

Divaldo Pereira Franco
Artigo publicado no jornal A Tarde,
 coluna Opinião, de 27 de dezembro de 2018
Em 7.1.2019.

 
     
 
 
 
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