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A Gênese, O Livro da Sabedoria


Em todas as épocas da Humanidade, celebrizaram-se as tradições provindas do mundo espiritual, que posteriormente foram transformadas em fontes vivas de inspiração, qual ocorre com os livros famosos.

Desde os rolos de papiros às tabuinhas, aos tijolos de barro e pedaços de madeira, bem como às paredes de cavernas, gravaram-se os acontecimentos e as experiências vividas que se transformaram em páginas da fé religiosa, da ética, da guerra, da beleza, ao mesmo tempo portadores de sabedoria, conforme o pensamento da época...

Fizeram-se verdadeiros guias para o aformoseamento e a história das culturas dos povos e nações, algumas das quais hoje desaparecidas ou que sobrevivem sob outras condições.

Na Índia, o Vedanta e outros narram as sagas heroicas dos deuses e dos homens que construíram o mundo e o país.

No Egito, O livro dos mortos é repositório de revelações a respeito da imortalidade e dos deveres que são impostos aos homens para a vida espiritual.

Na Grécia, os diálogos de Platão e a Odisseia revelam princípios éticos dos mais significativos. Em  Israel,  o  Velho  Testamento,  depois  a  inclusão  do  Novo,  que  se  apresentam  como incomparáveis modelos de histórias e narrações lendárias.

Na Pérsia, o Zoroastrismo apresenta o Zend Avesta como a primeira revelação do monoteísmo ético.

O Corão procura renovar o pensamento cristão através de Mohamed e sucedem-se, através dos tempos e especialmente na Idade Média, obras de incomparável beleza, que servem até hoje de condutores das criaturas humanas.

Santo Agostinho, anteriormente, escreveu as suas Confissões, Dante Alighieri a sua Divina comédia, também surgindo o Imitação de Cristo, os Florilégios, de São Francisco, a Minha vida, de Santa Tereza...

Mesmo na atualidade, apesar das técnicas em que se apresenta, permanece o livro como o amigo mantenedor da criatura humana nos mais diferentes acontecimentos existenciais.

Suas páginas, memórias inapagáveis da época em que foram narradas, permanecem convidando ao conhecimento e ao aprofundamento da cultura nos mais diferentes ramos do pensamento.

O livro é o instrumento silencioso e discreto que fala quando consultado e cala-se, aguardando outro momento.

Uma civilização feliz é aquela que se permite a educação dos hábitos e costumes, traçando uma trajetória de beleza e de progresso, que o livro nobre proporciona.

Sempre atual, a sua mensagem vibra e motiva todos aqueles que lhe recorrem ao auxílio.

O Espiritismo não poderia desconsiderar tão formidável instrumento para a divulgação dos postulados da imortalidade.

Desde o início das informações e esclarecimentos luminosos oferecidos pela fenomenologia mediúnica, culmina a sua contribuição científica, moral e intelectual com a publicação de A gênese, os milagres e as predições segundo o espiritismo.

O Codificador encontrava-se amadurecido pelas experiências e pesquisas, sentindo a necessidade de abordar palpitantes temas da cultura terrestre.

A Teologia havia dominado as mentes baseada em formulações filosóficas de homens e mulheres notáveis, seja no Catolicismo ou no Protestantismo, mas não conseguiu diminuir os conflitos existenciais e espirituais que dominavam a Humanidade. Multiplicavam-se desaires e correntes de pensamento díspares, quase todos firmados nas expressões do materialismo, tornando as dúvidas e os sofismas as armas culturais para aumentar a descrença que se assenhoreava das mentes humanas.

A lógica e a razão, no entanto, apresentavam-se nos laboratórios da investigação da mediunidade e a revelação clara, sem artifícios, ressumava de cada fato novo.

Nesse clima de afervorados debates, surgiu O livro dos espíritos, e logo sucederam-se as demais obras da Codificação Espírita com a sua força de bronze, eliminando as superstições vigentes, especialmente nas religiões, apoiando as conquistas da ciência, ao tempo em que propõem a investigação para o multimilenar quesito da imortalidade do ser e das suas experiências multifárias mediante a reencarnação.

Os pseudocientistas de ocasião, sem experiência de laboratório nem exame dos novos acontecimentos, dão-lhe as costas e zombam, utilizando-se do velho comportamento do desprezo por falta de argumentação capaz de enfrentar a razão face a face.

Outros, mais apaixonados, apelam para caducas teses de demonização, o que ainda mais confirma a imortalidade, e pensam atacar os idealistas por ausência de conhecimentos para rebater as ideias superiores em torno da vida e da sua excelência.

Os velhos tabus dominantes são vencidos pelo bom senso de Allan Kardec e pelas elucidações espirituais dos Mentores da Humanidade. A ética do Evangelho, sem dúvida a mais honorável, por dignificar o ser humano, é apresentada por modelo de conduta para todos os que sofrem, para quantos anelam por explicações libertadoras da ignorância, instalando-se o período espírita na cultura hodierna.

Outros complexos desafios, no entanto, permaneciam sob suspeita e descréditos quando o mestre de Lyon publicou A gênese, os milagres e as predições segundo o espiritismo, referindo-se aos milagres de Jesus, às origens do Universo, aos dias da Criação, às leis dos fluidos, assim como ao futuro do planeta.

Cuidada com carinho e examinada zelosamente pelo seu autor, revista em alguns pontos necessitados de maior clareza e atualidade, após a publicação de 1868, antes da sua desencarnação, deixa ilibada a obra, que é verdadeiro relicário de conforto e de instruções perfeitamente compatíveis com as leis então conhecidas.

Cento e cinquenta anos após, ainda permanece como um manancial de bênçãos, orientando as multidões que se lhe abeiram e lhe penetram as inexauríveis nascentes.

Quando os sofrimentos de vária origem esmagam a sociedade contemporânea, essa obra de raro esplendor dá cumprimento à determinação de Jesus sobre o Consolador e proporciona a certeza inabalável sobre a indestrutibilidade da vida e da sua fatalidade na conquista da plenitude.

Vianna de Carvalho
Psicografia de Divaldo Pereira Franco, na reunião mediúnica da noite de
21.2.2018, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia.
Em 6.7.2018.

 
     
 
 
 
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