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Momentos de reflexão


A natureza estertora sob os azorragues das leis imponderáveis. Adicionando-se aos grandes sofrimentos que vêm dominando a sociedade, o terremoto no Nepal, o vulcão no Chile, tornados e desastres coletivos em diferentes países, nestes dias, conclamando a mente humana à reflexão em torno da transitoriedade do mundo físico. Em constantes alterações, o planeta impõe dores superlativas dos seres sencientes, em advertência constante sobre a realidade da vida. Concomitantemente, a sociedade está inquieta em toda parte. Os diversos sistemas governamentais não conseguem acalmar o cidadão, porque logo apresentam o lado pior que é sempre resultado da má aplicação das leis, o fruto espúrio do egoísmo e dos interesses subalternos daqueles que se acreditam imortais no campo físico.

Vestidos pela indumentária orgânica, têm construído incomparáveis obras que lhe dignificam a existência, ampliando os horizontes do pensamento e lutando tenazmente para eliminar ou diminuir as forças incoercíveis que surpreendem com alto grau de destruição, reduzindo quase tudo a pó e a devastação. Num paradoxo de gigantescas apresentações, a beleza confraterniza com a tragédia, o sucesso com o infortúnio, as conquistas superiores com as perdas inimagináveis. Aspirações sublimes que se convertem em realidade, de um para outro momento, diluem-se no rio das saudades, imortalizando-se nas páginas da História, enquanto a dor prossegue em campeonato incomum, vitoriosa...

Platão afirmava que a função da filosofia é preparar para a morte. O emérito discípulo de Sócrates compreendia que a existência física, por mais demorada, era sempre muito breve no transcurso do tempo. Recomendava, como mecanismo para a conquista da felicidade, a ética dos elevados princípios morais e o esforço pela autoiluminação, conforme lecionado pelo seu mestre. O sentido da vida na Terra é, sem dúvida, o da conquista da plenitude, entendendo-se a presença do sofrimento e dos seus impositivos inevitáveis em nosso existir através do amor.

 Divaldo Pereira Franco.
Artigo publicado no jornal A Tarde,
 coluna Opinião, em  7.5.2015.
Em 28.7.2015.

 
     
 
 
 
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