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Natal inesquecível


Desde quando Pompeu Magno submeteu a Síria e, logo depois, Jerusalém, em guerras lamentáveis, que passaram a províncias do Império Romano, que os judeus sofreram contínuos golpes da dominação a que se encontravam submetidos.

Na Galileia, surgiram, com frequência, profetas e messias que se atribuíam as características de grandes libertadores, gerando revoluções sempre vencidas pelas legiões em banhos de sangue e de incontáveis crucificações.

A subida de Herodes – pelos seus bajuladores chamado de o Grande – ao trono de Israel, graças a manobras políticas e muitas intrigas, não sendo judeu, mas de origem idumeia, teve o apoio da esposa Mariane, asmoneia, de grande valor moral, a quem realmente amou; assinala o período de terror enquanto tenta de todas as maneiras conquistar a simpatia do povo que lhe era hostil e ao qual também odiava.

Embelezou o Templo de Jerusalém, dedicou-se a construções faustosas, dominado pelo tormento de perder o trono, tornando-se tirano implacável, que não trepidou em mandar assassinar alguns dos filhos, o irmão da esposa, afogado publicamente, e a própria rainha, que marchou para o patíbulo com dignidade até o fim, mesmo após sua mãe havê-la também acusado, com medo do genro monstruoso...

Movimentos reacionários multiplicavam-se e todos eram esmagados com impiedade invulgar.

Israel estorcegava entre as lutas tirânicas da política perversa e o abandono a que o povo se encontrava relegado, aumentando a miséria moral e econômica de maneira avassaladora.

Foi nesse período, de turbulências e insatisfações, que nasceu Jesus.

Governava Roma, Augusto, que se fizera protetor de Herodes, mas que lograra manter o imenso império em relativa paz, como somente ocorrera uma única vez antes.

Com o objetivo de preparar o ambiente convulsionado para o nascimento de Jesus, os missionários do amor reencarnaram-se na Terra, desde antes, de modo que a Sua mensagem pudesse encontrar ressonância nas mentes e nos corações.

Esplendia em toda parte a bênção da paz, enquanto o monstro da guerra momentaneamente refugiava-se nas furnas sombrias.

Nasceu Jesus numa noite rica de astros coruscantes para alterar por definitivo o destino da Humanidade.

Ante a música da Natureza, as vibrações angélicas, na singela gruta de Belém, o Messias de Israel e da Humanidade veio instaurar a Era do amor e da permanente paz, infelizmente, ainda não conseguida pelas criaturas aturdidas.

*

Passado o período de exaltação dos primeiros mártires, fascinados pelo amor incomparável do Mestre, as ingerências humanas a pouco e pouco alteraram completamente o conteúdo das Suas lições libertadoras e transformaram a Mensagem sublime do amor em movimento político – religioso, que culminou nas lamentáveis Cruzadas, na Santa Inquisição e nas contínuas guerras pelo poder terrestre.

Embora retornassem, periodicamente, como ímpares servidores de Jesus, aqueles ouvintes denominados como os quinhentos da Galileia, que participaram do inigualável banquete de Sua despedida, quando ascendeu às Regiões de onde viera, com o objetivo de recordar-Lhe as lições que vivenciavam, as paixões humanas sobrepuseram-se e as dores lancinantes continuaram a ceifar sentimentos e existências incontáveis.

A noite medieval proporcionou um atraso à cultura científica, tecnológica e moral da humanidade durante quase mil anos, até que o século XVII abriu espaço para a libertação do pensamento, ante os fatos constatados em contradição à teologia da cega.

O benefício, porém, redundou no surgimento do materialismo em toda a sua feição devastadora que, de alguma forma, deu lugar à crueldade, à ausência da esperança na imortalidade, ao surgimento dos indivíduos vazios psicologicamente, em face do conceito da destruição da vida pela morte.

Nesse comenos, no fastígio do Século das luzes, o Consolador prometido chegou à Terra, fixando os seus postulados na investigação científica, ao tempo em que propõe uma filosofia existencial otimista, fundamentada na reencarnação, e restaurou a ética-moral do Evangelho em toda a sua pulcritude, conforme Ele no-lo havia apresentado e vivido integralmente.

Esse renascimento da Mensagem tem conseguido alargar os conhecimentos humanos, tem propiciado a certeza na continuidade da vida além do túmulo, enquanto faculta a alegria de viver e os meios hábeis para a conquista da plenitude.

Lentamente renova-se a sociedade ante a possibilidade de edificar-se o reino de Deus no coração e esparzi-lo por toda a Humanidade, pois que, essas nobres diretrizes influenciarão todas as religiões, ao oferecer-lhes o que lhes falta, que são a prova de laboratório a respeito da imortalidade do espírito, da sua comunicação com as criaturas humanas, da justiça divina, mediante os múltiplos renascimentos materiais e a pluralidade dos mundos habitados.

Volta-se a viver a lídima fraternidade, ao descobrir-se que o amor preconizado pelo Mestre sai das páginas da Teologia para tornar-se psicoterapia preventiva às aflições e curativas de todos os males que dominam as pessoas nos mais diversos setores em que se encontrem.

O ser humano consciente da sobrevivência conscientiza-se dos deveres que lhe dizem respeito, trabalha e esforça-se pela constante renovação moral para melhor e torna-se solidário ao seu próximo, deixando de ser solitário...

*

Quando a psicosfera terrestre modifica-se ante a evocação do Natal de Jesus, deixa-te arrastar pelas dúlcidas vibrações de amor que invadem a Terra e impregnam-te da sua pujante irradiação.

Sai do individualismo, do consumismo, do erotismo e descobre o significado existencial legítimo que te diz respeito, enquanto drenas dos pântanos da alma os detritos e as emanações morbíficas que te têm intoxicado.

Permite que Jesus fale pela tua voz, movimente-se pelos teus pés, sirva pelas tuas mãos e afague pelos teus braços.

Então, repetirás como o Apóstolo Paulo: - Já não sou quem vive, mas Cristo que em mim.

 

Joanna de Ângelis.
Psicografia de Divaldo Pereira Franco, na manhã do dia
 22 de setembro de 2014, na Mansão do Caminho,
 em Salvador, Bahia.
Em 7.1.2015.

 
     
 
 
 
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