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Força moral


Em todas as épocas da Humanidade a força brutal foi o instrumento que mais se destacou nos relacionamentos entre as pessoas e os povos.

Remanescente dos instintos agressivos, especialmente o de preservação da vida, vem-se impondo mediante os recursos da inteligência aplicada nas conquistas exteriores.

Ei-la presente nos desvãos escusos da personalidade, gerando mecanismos variados de apresentação.

Não apenas através da brutalidade, mas também sob disfarces com que oculta a dureza dos seus atos ela se faz presente.

Surge como dissimulação, agressividade e violência, assim como traição e engodo, ludibriando as leis e enganando as pessoas.

Com habilidade maldisfarçada, justifica os seus atos como sendo necessidade de manter ou restaurar a ordem, protestar, submeter.

No transcurso dos tempos, utilizou-se do poder para escravizar e cometer todas as arbitrariedades que a imaginação podia produzir.

O inevitável processo de evolução, no entanto, por necessidade, exigiu a mudança de hábitos e a adaptação aos recursos existentes, na fatalidade irresistível de atingir-se o estado de discernimento espiritual.

A fatalidade histórica de burilamento da forma física, em razão dos impulsos espirituais decorrentes da realidade transcendente, alterou o comportamento humano, que passou a submeter-se à consciência através dos recursos éticos capazes de produzir a felicidade.

O prazer estranho do triunfo mediante a força brutal começou a ceder lugar ao de natureza moral, estabelecendo princípios de equilíbrio e de respeito à vida em todas as suas expressões.

Ao ser alcançada a condição intelecto-moral, novos padrões de conduta ofereceram à sociedade terrestre o conhecimento dos valores éticos essenciais ao intercâmbio social.

O ser humano está fadado à sublimação que encontrou o seu momento máximo por ocasião da presença de Jesus na Terra. Os Seus ensinamentos exarados na força moral abriram horizontes infinitos em favor da fraternidade, do sacrifício pessoal, do amor em todas as suas variáveis expressões, que modificaram a estrutura do poder.

Antes dEle, nobres missionários estiveram no mundo demonstrando a grandeza e a plenitude de que eram portadores através da renúncia, do holocausto a que se entregaram e do amor espiritual.

Os processos de abnegação enriqueceram a sociedade com exemplos grandiosos, que proporcionaram a necessidade da libertação dos instintos agressivos que se transformariam em sentimentos de abnegação.

Nada obstante, ainda remanescem as fortes inclinações para a agressividade e o crime, heranças malditas do primitivismo da evolução.

Neste momento de cultura e civilização já não deveria haver lugar para a estupidez e a barbárie. 

Divaldo Pereira Franco.
Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna
Opinião, de 15 de novembro de 2018.
Em 12.12.2018.

 
     
 
 
 
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