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Dia das Mães - 5.5.2022


A ativista americana Anna Jarvis, no ano de 1905, experimentou um grande sofrimento com a desencarnação da genitora. Encontrando-se num quadro psicopatológico de depressão, suas amigas muito se preocuparam com a sua saúde e resolveram homenagear a memória da saudosa mãezinha com uma festa.

O resultado foi excelente, e a ideia tomou forma e continuidade graças ao esforço da devotada senhora.

No decorrer dos anos foram celebradas comemorações semelhantes em diversas cidades do país, até que sua criação ocorreu em 1914, graças ao presidente dos Estados Unidos, o Sr. Woodrow Wilson.

O objetivo essencial é a celebração de uma atividade nobre desse ser querido e ímpar no amor, evocando-lhe as renúncias, as lutas e a abnegação, bem como o esforço em favor da construção de uma família feliz.

A ideia admirável encontrou ressonância, praticamente, no mundo todo, especialmente no Ocidente, que passou a reservar um dia do ano (a data é móvel) para a evocação desse ser, que é um símbolo do amor e do sacrifício em favor dos filhos, e, por extensão, de toda a sociedade.

Como efeito feliz compreendeu-se a dívida que todos temos para com os nossos pais, especialmente com a mãe, pelas próprias circunstâncias desde a concepção até o término da jornada.

As atribulações da vida, especialmente na atualidade, com todos os seus equipamentos e engrenagens para a conquista da felicidade, preenchem de tal forma os indivíduos que, mesmo involuntariamente, esquecem de homenagear com o devotamento e o amor os abençoados genitores, cercando-os de carinho, e depois da sua desencarnação ficam olvidados no tumulto dos seus deveres.

O Dia das Mães, porém, são todos os que se vivem, o de que muitas pessoas não se dão conta.

Dessa forma, pelo menos uma vez ao ano, passou-se a evocar com carinho a existência formosa desse ser que se torna um anjo de ternura na memória de todos que amam.

Anna Jarvis tornou-se uma benfeitora da Humanidade.

Antes de desencarnar, porém, experimentou grandes sofrimentos em torno do seu ideal de gratidão e de respeito, em face dos rumos que foram tomando para a data reservada à feliz comemoração através do mercado de presentes e de protocolos        que estão distantes do sentido original do ato.

Não serão um almoço comemorativo num restaurante, uma festa ruidosa com amigos a melhor maneira de agradecer ao anjo de ternura os seus benefícios, mas também a contribuição da prece, do auxílio a muitas outras mães que nada têm a oferecer aos filhos nesses dias de amargura e miséria.

Trata-se de um olhar ao passado, de recordações que o tempo não apaga, e se a mãezinha estiver ainda no corpo, distender-lhe os braços generosos e o coração respeitoso, demonstrando sua imensa gratidão e afeto.

Divaldo Pereira Franco.
 Artigo publicado no jornal A Tarde,
 coluna Opinião, em  5.5.2022.
Em 6.5.2022.

 
     
 
 
 
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